Tradução do Portal Anarquista: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/10/28/catalunha-cnt-solidaria-com-os-9-anarquistas-presos-esta-manha-em-barcelona-e-manresa/
sábado, 31 de outubro de 2015
Comunicado da CNT da Catalunha sobre o novo ataque ao movimento libertário
Tradução do Portal Anarquista: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/10/28/catalunha-cnt-solidaria-com-os-9-anarquistas-presos-esta-manha-em-barcelona-e-manresa/
domingo, 11 de outubro de 2015
Porque é que os anarquistas não votam*
Em tempo de eleições, mostram-se inevitavelmente dois tipos de pessoas com pontos de vista opostos: os que se abstêm e os que votam. Tanto uns como os outros têm argumentos para as suas posições. Aquele que não vota afirma que o voto é inútil e incapaz de causar mudança real. O que vota afirma que votar é um dever de todos os cidadãos e que é devido à abstenção que não existe mudança. Dentro do grupo dos que não votam, estão os anarquistas.
Mas porque é que os anarquistas não votam, afinal? "Certamente será porque o único desejo deles é causar o caos e a desordem. Eles não têm posições políticas para além disso!", dirá alguém. "Não votam, porque são egoístas e querem uma sociedade onde é cada um por si", dirá outro. Ambas as hipóteses estão muito longe da verdade.
Os anarquistas não votam, porque desejam uma sociedade que, através dos mecanismos democráticos actualmente existentes, é inalcançável. Pura e simplesmente, não existe qualquer partido que possa, através do poder estatal, construir uma sociedade sem estado nem capital. Isto confirma-se, porque, primeiro que tudo, dentro de uma democracia capitalista é impossível construir-se uma sociedade sem capital, sem que haja uma revolução, na qual os trabalhadores tomem controlo dos locais de trabalho e dos bairros. Qualquer governo que tentasse construir uma sociedade socialista (com este termo entende-se uma sociedade sem classes) dentro de uma democracia burguesa enfrentaria imensos obstáculos, e, caso conseguisse ultrapassá-los, teria depois de entregar o poder ao povo e auto-extinguir-se. No entanto, o que a história nos mostra é que os governos se recusam sempre a fazer isso, preferindo manter-se na sua posição de autoridade, e utilizá-la para benefício próprio.
Mas agora haverá alguém a dizer: "Eu bem sabia! Estes anarquistas são todos uns sonhadores utópicos! Todas as suas propostas são de coisas impossíveis ou inalcançáveis." Isto, novamente, é falso. A proposta de uma sociedade anarquista, sem classes e organizada pelo povo em conselhos e assembleias, é perfeitamente realizável. Os trabalhadores têm a força necessária para mudar tudo, e construir uma sociedade justa, livre e boa, mas esta força depende da sua organização e união. A sociedade que queremos não pode ser alcançada pelo voto, mas pode ser alcançada pelo desejo e acção de uma classe trabalhadora unida e ciente da sua força comum.
"Isso é tudo muito bom, mas parece-me que estamos muito longe de uma revolução desse género. Tendo isso visto, enquanto a revolução não vem, não faria sentido os anarquistas votarem no partido cujas posições mais se aproximem às suas?", perguntará alguém. À primeira, a resposta a isto será: sim, faz sentido. No entanto, reflectindo mais acerca do assunto, verifica-se que a conclusão permanece sendo: o voto é inútil. Existem vários factores que fazem com que este seja o caso. O primeiro desses factores é o facto de as campanhas eleitorais dos grandes partidos serem financiadas pelos grandes empresários e banqueiros - aqueles a que chamamos capitalistas ou burgueses. Estes partidos são grandes devido a esse financiamento, que os torna conhecidos e serve para aumentar a sua reputação com a população do país, e apenas são financiados porque têm posições que agradam aos capitalistas.
Existe uma relação de simbiose entre a classe política e a classe capitalista. A maior parte dos políticos, de facto, vem de famílias capitalistas. O grande empresário financia o político e ajuda-o a ganhar as eleições, e o político ajuda o empresário passando as leis que ele quer, e recapitalizando a sua empresa com largas somas monetárias quando essa declara falência. O capitalista não irá financiar ninguém que não o prometer ajudar. Por esse motivo, os partidos que não interessam à burguesia quase nunca vencem eleições. Muitos são, em vez disso, desconhecidos à vasta maioria dos votantes, e as suas posições raramente são vistas. Outros, têm uma base sólida de votantes, mas nunca passa de um determinado número, pois os meios de comunicação, que pertencem aos capitalistas, passam propaganda contra esses partidos, difamando-os ou tentando criar medo nas mentes das pessoas. No caso de um partido que não interesse à burguesia ganhar as eleições, depressa surgirão os grandes empresários, prometendo a esses políticos grandes riquezas em troca da sua obediência. Foi isso o que sucedeu com o Syriza da Grécia, que, verdade seja dita, nem sequer era muito radical. Os mesmos políticos que queriam, supostamente, renegociar a dívida de modo a que o pagamento dessa não se baseasse na miséria do trabalhador grego, mal chegaram às mesas de negociações, mudaram "misteriosamente" as suas posições, e acabaram por aceitar TODAS as exigências da Troika. As suas alegações de que simplesmente não era possível a renegociação não passam de mentiras para cobrir a sua colaboração com aqueles contra quem prometeram lutar.
No nosso caso português, votar tanto no PS como no PSD/CDS não passa de uma perpetuação das mesmas políticas neo-liberais que nos governam - as políticas que já tanto nos tiraram, e que nos tencionam tirar ainda mais, para alimentar a ganância infindável do capital. Directamente antes das eleições vê-se sempre o mesmo: o actual governo age como se fosse afinal muito simpático, enquanto o partido da oposição age como se fosse o total oposto daquilo que o outro foi, e daquilo que esse mesmo já foi, antes de ter sido retirado do poder pelo outro. É um ciclo. Cada vez que um desses vence, o ciclo continua. "Mas então e os outros partidos?", exige alguém saber.
O BE é composto por uma camada da classe média que deseja uma espécie de social-democracia com ênfase especial em problemas sociais. Na realidade, se este partido fosse para o poder, faria exactamente o mesmo que o seu partido irmão grego, o Syriza, fez: ocupou o seu lugar no ciclo, e continuou as políticas dos grandes empresários e banqueiros.
O LIVRE, que promete um sistema democrático mais representativo, apenas faria continuar o ciclo, só que com primárias abertas. Já vimos o quão fácil é para o capitalista comprar alguém. Mesmo que o LIVRE tentasse implementar uma espécie de democracia directa, a existência dessa não seria permitida pelos capitalistas, que fariam tudo o que fosse necessário para impedir essa implementação. A coligação AGIR não passa de um grupo de políticos oportunistas que apenas desejam enriquecer-se a si mesmos.
O obscuro PNR ocuparia o seu lugar no ciclo, continuando as políticas dos burgueses, mas implementando políticas sociais da direita reaccionária.
Quanto à CDU, existem duas hipóteses: ou o partido não passará da actual ideologia social-democrata que propagandeia, ou agirá mesmo como um partido marxista-leninista. No primeiro caso, a CDU apenas ocuparia o seu lugar no ciclo, como fez o Syriza, só que com vocabulário e desculpas diferentes. No segundo caso, que é altamente improvável, a classe capitalista faria tudo para o impedir de governar, incluindo provocar uma guerra civil, ou provocar uma invasão por uma certa potência estrangeira bem conhecida por invadir países com governos marxistas-leninistas. Mesmo que o partido e os seus apoiantes conseguissem vencer essas duas ameaças (com o custo de muitas vidas e da devastação do país), o que acabaria por suceder seria o que sucedeu a todos os países que já estiveram nesta posição (a lista de exemplos é longa): a classe política iria solidificar o seu controlo, criar um regime ditatorial onde a riqueza flua em direcção dos altos oficiais do partido, acabar com todos os esforços de criar uma sociedade verdadeiramente comunista e, no final, deixar o capitalismo lentamente entrar. Assim, vemos que, independentemente de quem votarmos, o capital é quem vencerá.
"Então mas isso não quer dizer que estamos condenados? Não quer dizer que nunca irá haver mudança a sério? Então afinal o que os anarquistas dizem é que nos devemos resignar e submeter-nos voluntariamente e sem resistência à miséria que nos é imposta?" Não. Nunca estaremos condenados enquanto haja ar nos nossos pulmões e esperança nos nossos corações! "Mas então como é que fazemos?".
Organizamo-nos! Aprendamos que vivemos num sistema onde a classe capitalista vive da nossa miséria: é essa a natureza do capitalismo. Aprendamos que sempre será assim enquanto existam classes - mesmo num sistema social-democrata existe exploração, e esse estado social apenas existirá temporariamente para acalmar os ânimos dos trabalhadores, e que após essa tarefa ser cumprida, irá haver sempre uma transição para o neo-liberalismo: o sistema ideal da classe capitalista. E aprendamos sobretudo,que a nossa força está na união e na solidariedade. Se queremos viver bem, e dar um bom futuro aos nossos filhos e netos, temos de nos organizar agora: encontrando outras pessoas descontentes, aprendendo, ensinando, formando grupos, assembleias de bairro, sindicatos, associações de classe, colectivos de estudantes e lutando contra os avanços e investidas do capital contra nós, preparando as condições para a revolução onde iremos mudar a sociedade pela base.
Não votamos porque não temos fé nos políticos. Temos fé em nós mesmos, e na nossa força.
João Morais
*Artigo de opinião de um membro do Núcleo de Lisboa da AIT-SP
sábado, 26 de setembro de 2015
Mostra de Edições Subversivas em Lisboa
O Núcleo de Lisboa da AIT-SP está presente com uma banca. Apareçam!
Grupo Excursionista e Recreativo Os Amigos do Minho, no número 244 da Rua do Benformoso
(perto do metro do Martim Moniz e Intendente)
Mais informações e programa: http://www.mes2015.tk/
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Panfleto de resposta ao IPPI e à Câmara de Odivelas
Ao Instituto Português de Pedagogia Infantil e à Câmara Municipal de Odivelas
O Instituto Português de Pedagogia Infantil (IPPI), uma Instituição Particular de Solidariedade Social na Póvoa de Santo Adrião, contratou a recibos verdes cerca de 40 professores para as Actividades Extra-curriculares de escolas de 1º Ciclo e jardins de infância de Odivelas para o passado ano lectivo, num acordo com a Câmara Municipal.
Apesar de termos consciência de que trabalhar por um salário é uma forma de exploração, havendo sempre quem enriqueça com o fruto do nosso trabalho, a verdade é que é melhor ter um mísero contrato do que estar numa situação de recibos verdes em que a qualquer momento se pode ser despedido e ainda é o trabalhador a ter de fazer por si os descontos para a segurança social.
Não nos surpreende que uma instituição de “solidariedade social” explore os seus funcionários e se vingue de quem luta por melhores condições. Muito menos nos admira a atitude da Câmara de Odivelas que ainda teve a lata de na sua resposta afirmar que tudo estava a ser cumprido dentro da legalidade e se vangloriar por pagar antecipadamente ao IPPI para que não houvesse atrasos no pagamento dos salários dos professores, como se não fosse uma obrigação pagar os ordenados a horas!
Após a denúncia da situação, a Autoridade para as Condições do Trabalho fez uma inspecção à instituição e obrigou a mesma a contactar todos os professores para lhes oferecer um contrato de trabalho caso assim o desejassem.
Legalidades à parte, pois neste sistema as leis protegem sempre os mais poderosos, o que interessou neste processo é que havia professores a exigir algo tão simples como um contrato de trabalho e isso simplesmente tinha de ser conseguido.
No próximo ano lectivo estaremos novamente atentos ao que se passa por essas bandas! Claro que sabemos que o Estado e as grandes empresas são a minoria que manda, que explora, vigia, persegue, aprisiona… Mas também sabemos que às vezes têm medo e fazem bem. Afinal, somos muitos mais. E temos muito pouco a perder…
Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a crise!
Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa
20/08/2015
terça-feira, 21 de julho de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Comunicado em solidariedade com os moradores da Costa da Caparica que ficaram sem luz
Contra os falsos recibos verdes nas AEC de Odivelas!
Basta de precariedade!
Contra a repressão a quem exige um contrato de trabalho!
Um ataque a um, é um ataque a todos nós.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Anarquista preso em Lisboa
“Saúde companheir@s
Gostaria que publicassem esta carta de um companheiro preso em Lisboa. Não pode fazê-lo ele mesmo porque está isolado e sem acesso à internet.
Saudações.
Diego C.”
“Olá a todos e a todas
Chamo-me Jaime Giménez Arbe, ainda que alguns/as talvez conheçam melhor o sobrenome que me deu a Guarda Civil e os meios de desinformação do Estado: “El Solitario”.
Estou preso na prisão de Monsanto, em Lisboa, Portugal, desde Julho de 2007. Esta prisão tem sido denunciada em inúmeras ocasiões como sendo a “Guantánamo de Portugal” pelas suas condições de vida e maltratos continuados sem paralelo na Europa.
Sou, com dois companheiros, o preso que está há mais tempo nesta masmorra imunda e sem nenhuma possibilidade de ser transferido para outra prisão portuguesa de regime normal, se por normal se pode entender o sistema de prisões de Portugal que é puramente terceiro-mundista.
Fizeram-me saber, oficialmente, que eu estaria nesta prisão de Monsanto até que fosse transferido para Espanha e que existia uma pressão por parte da polícia espanhola para que me mantivesse aqui o maior tempo possível.
Em 2010 solicitei, com base no tratado bilateral existente entre a Europa e Portugal, assim como numa resolução executiva da União Europeia, a minha transferência para Espanha para acabar de cumprir a minha aberrante e injusta condenação imposta por esta justiça das bananas de Portugal.
A fim de que não pudesse ser transferido, foram sendo instruídos “oportunamente” uma série de processos judiciais em Portugal, que em Espanha não passariam de acusações de faltas ou que talvez nem constituíssem qualquer delito. Tudo para inviabilizar a minha transferência para Espanha.
Paralelamente, e sempre que pareceu conveniente a essa justiça inquisitorial espanhola, levaram-me para Espanha temporariamente para me submeterem a acusações-farsa de que sempre e invariavelmente saio condenado sem que haja qualquer prova, digna desse nome, contra mim. Para isso utilizam uns denominados “mandatos europeus”, a que não te podes opor.
De modo que por casualidade, “casualmente”, fui trasladado para Espanha em 6 ocasiões diferentes, por um tempo total acumulado de quase dois anos. Durante este tempo estive em prisões espanholas em isolamento e nas piores condições possíveis. Mas, é claro, vindo de uma prisão como Monsanto qualquer cárcere espanhol é quase como um “resort” de férias.
O repugnante é que com as absurdas leis portuguesas em vigor, durante todo o tempo em que estive preso em Espanha, vítima de outros mandatos europeus de detenção, o cumprimento da sentença em Portugal foi suspenso, aumentando ainda mais a minha condenação neste país.
Por fim, em Junho de 2014, concretamente no dia 16, o Procurador Geral da República de Portugal mandou um ofício ao Ministério da Justiça Espanhol, concretamente ao Gabinete de Cooperação Jurídica Internacional, informando de que, por fim, se podia proceder à minha transferência definitiva para Espanha para “acabar de cumprir” a minha pena neste país.
Antes de prosseguir, quero explicar-vos que relativamente à lei espanhola a minha condenação em Portugal já se extinguiu há vários anos e que Espanha, depois de ser transferido, tem total autoridade de aplicar e, se for o caso corrigir, os desvarios, aberrações e injustiças da justiça portuguesa; uma vez que os delitos têm que ser homólogos, ou seja, que existam enquanto tal na legislação espanhola e que as penas pelos mesmos não excedam em tempo o estabelecido pela lei espanhola. Para dar um exemplo, por roubar um pacote de caramelos ninguém em Espanha pode ser condenado a passar 5 anos da sua vida na prisão, como sucede de facto em Portugal.
Mas continuando com o que estava a expor, quero dizer-vos que o Gabinete de Cooperação Jurídica Internacional acusou a recepção da petição da procuradoria-geral da república portuguesa no dia 30 (Junho) de 2014. E desde então não se fez absolutamente nada. Nada de nada. Em Novembro, por fim, e porque Portugal face à falta de resposta do Ministério da justiça espanhola, voltou a enviar outro oficio requerendo uma resposta da autoridade espanhola, que por fim respondeu. Neste momento, o meu advogado espanhol e a minha família tentaram por-se em contacto com a o Gabinete de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça espanhol, situado na c/Bernardo, de Madrid. Em concreto, pretendia encontrar-se com a Directora Geral desse organismo, para pedir respostas e soluções. A dita senhora, obviamente uma funcionária política desse lacrau chamado Partido Popular, negou-se totalmente a receber em audiência o meu advogado ou simplesmente a falar com ele ao telefone, delegando num subalterno, que obviamente não tem poder de decisão e que obedece a ordens. A verdade é que até este momento o Gabinete de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça limitou-se a solicitar documentos e mais documentos, que são redundantes, pois Portugal já os enviou noutra altura. Portanto, falando de forma coloquial, o que fazem é empatar para que eu não seja enviado para Espanha.
Quero que as pessoas que leiam isto saibam que, normalmente, noutros casos, estes “trâmites” levam dois meses no máximo, nunca 8 meses ou inclusive muito mais, como é o meu caso. Inclusivamente indivíduos com Ángel Carromero, das Novas Gerações do PP, trouxeram-no de Cuba onde estava condenado por homicídio devido a imprudência grave e, uma vez e, Espanha, deram-lhe um tratamento de favor, anulando a condenação cubana e pondo-o em liberdade. Mas, e isto é doloroso, o Estado espanhol tem com o português “acordos espaciais” que lhe permitem, se assim o deseja, que a extradição seja rapidíssima; em Janeiro de 2014 fui traladado a Badajoz por ordem da polícia espanhola sem que nenhuma autoridade portuguesa tivesse sido ouvida e sem que se seguisse nenhum tipo de protocolo legal.
ESTOU FARTO DE TANTA INJUSTIÇA LEGAL POR PARTE DO ESTADO ESPANHOL e das suas duas (ou centenas) de varas de medir. Toda esta situação tem como motivo o ódio animal, irracional, visceral que me têm estes fascistas sem retorno do Partido Popular e do P$OE pelo facto de ser anarquista. Como sabem, eu expropriei bancos, e com muita honra, mas também fui condenado num julgamento-farsa em Navarra pela morte de dois Guardas Civis, acusação de que estou inocente. Ainda hoje luto para demonstrar a minha inocência neste caso, mas é-me muito difícil por estar já há quase 8 anos em total e absoluto isolamento.
Alguns/as de vocês talvez tenham lido o meu livro autobiográfico, publicado pela Editorial Txalaparta (www.txalaparta.com) intitulado “Me llaman El Solitario. Autobiografía de un expropiador de bancos”. Quero dizer-vos que tenho a intenção de escrever a continuação desse meu primeiro livro, que abarcará os anos de 2009 a 2016. Farei isso em Espanha, pois o que tenho a dizer é tão explosivo que em Portugal abrir-me-iam, com toda a certeza, processos judiciais que inviabilizariam o meu regresso a Espanha.
O objectivo desta carta à opinião pública é, antes de tudo, informar daquilo que se está a passar comigo neste momento e pedir-vos que mandem cartas, emails, … dirigidos ao Ministro da Justiça Rafael Catalá, ao Gabinete de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça (Oficina de Cooperación Jurídica Internacional de Ministerio de Justicia), à sua Directora-Geral, nos termos, corteses ou não, que vos pareçam bem, pedindo o meu regresso definitivo a Espanha. Agradeço-vos desde já.
E por último, informo-vos que eu, sendo acrata como sou, só votei uma vez na vida (deveria ter feito uma foto para recordação) e no foi no referendo em que se decidia se Espanha devia ou não entrar na NATO. O meu voto, claro, foi Não. Agora, nestes momentos históricos, voltaria a fazê-lo, para votar num movimento saído do 15 de Março de 2011, de maneira a varrer de uma vez por todas esta casta de parasitas, ladrõezecos e liberticidas que se apoderaram deste conjunto de nações que hoje ainda integram este país chamado Espanha.
Eu, como sabeis, desejo a abolição do estado e tenho levado toda a vida a lutar por esse objectivo como tenho podido. Mas não sou um ingénuo e sei que isto não vai ser possível dum momento para o outro, principalmente porque não estamos preparados para isso como sociedade livre. Mas acredito que podemos ir tornando o Estado cada vez mais pequeno e esvaziá-lo progressivamente de meios, tanto quanto nos consigamos organizar melhor. Para isso é fundamental apropriarmo-nos da economia e dos meios de produção, pois estes são a base do poder (bem entendido) popular. Não se deve pedir autorização ao Estado para desenvolver uma economia produtiva, nem questionarmo-nos se algo é lícito ou ilícito quando se trata de conseguirmos um objectivo tão nobre como a independência económica, a liberdade pessoal e a justiça popular e social. Podem estar de acordo comigo ou não. Mas o que é certo é que as coisas devem mudar para melhor. Não crêem nisso?
Um forte abraço libertário para todos e todas.
SAÚDE!
Jaime Giménez Arbe
Lisboa, 12 de Fevereiro de 2015″
aqui: http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/34256
Retirado daqui: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/04/27/el-solitario-situacao-de-um-preso-anarquista-em-portugal/
quinta-feira, 23 de abril de 2015
1º de Maio - 15:30 Concentração no Rossio
Este é o dia em que comemoramos as lutas dos trabalhadores de todo o mundo.
Mas este dia não serve só para relembrar o passado. Serve para encontrar inspiração para desenvolver novas lutas. Pois a exploração não é só um problema do passado. É um problema bem vivo que presenciamos e sentimos todos os dias, e que só será resolvido com o fim do capitalismo.
Se desejamos uma vida digna, e uma sociedade que nos veja como humanos, temos de nos organizar contra este sistema que nos vê somente como peças a ser usadas para o enriquecimento da elite capitalista.
Temos de tomar o controlo dos nossos locais de trabalho, dos nossos bairros, das nossas ruas, das nossas vidas!
Unidos e auto-organizados nós damos-lhes a crise!
Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa
ait.lisboa@gmail.com
www.ait-sp.blogspot.pt
facebook.com/aitsp.lisboa
terça-feira, 14 de abril de 2015
O Instituto Português de Pedagogia Infantil e a Câmara de Odivelas contrataram cerca de 40 professores das Actividades de Enriquecimento Curricular a falsos recibos verdes.
Estas pessoas trabalham lado a lado com colegas que possuem contrato de trabalho e são obrigadas a fazer por si próprias os descontos para a segurança social. Perdem todos os direitos, como, por exemplo, o subsídio de férias, de natal ou o subsídio de desemprego, a justificação de faltas, etc. e vivem ainda em insegurança, pois podem ser despedidas a qualquer momento…
Quem contestar esta situação de absoluta precariedade sofre retaliações, o que já está a suceder com um dos professores.
Apelamos à solidariedade!
Envio de e-mails de protesto para aqui:
secretaria@ippi.pt
geral@cm-odivelas.pt
assembleia.municipal@cm-odivelas.pt
Contra os falsos recibos verdes nas AEC de Odivelas! Basta de precariedade!
Contra a repressão a quem exige um contrato de trabalho!
Um ataque a um, é um ataque a todos nós.


