sexta-feira, 14 de março de 2014

Abra os olhos e combata a fraude capitalista! Queremos transportes públicos para todos!

Recentemente, a Carris e o Metro de Lisboa gastaram 9.900€ numa campanha nojenta a apelar a que as pessoas denunciem quem não paga bilhete. 

Não somos bufos, não aceitamos que nos venham culpabilizar pela degradação dos transportes “públicos” e sabemos bem que:

- O preço dos transportes aumentou em cerca de 25% nos últimos 3 anos;
- Há cada vez menos carreiras e comboios e o tempo de espera é superior;
- Os administradores das empresas de transportes têm salários milionários;
- Nas horas de ponta os comboios vão apinhados e as pessoas são obrigadas a viajar sem condições; 
- As paragens das carreiras não são abrigadas e muitas estações não são acessíveis a pessoas com dificuldades de mobilidade;
- As empresas de transportes despediram 37% dos trabalhadores em 10 anos;
- A maior parte dos prejuízos destas empresas deve-se ao pagamento de juros aos bancos;
- As multas para quem não paga bilhete são exorbitantes e agora cobradas pelas Finanças;
- Há mais de 1 milhão e 500 mil desempregados em Portugal e 25% da população vive no limiar da pobreza.

Fraude é os administradores das empresas de transportes comprarem carrinhos novos no valor de milhões e culpabilizarem os trabalhadores e os utentes pelo péssimo serviço que é prestado. Fraude é termos de pagar por um serviço que já está pago com os nossos impostos e devia ser gratuito. Fraude é haver cada vez mais pessoas obrigadas a sobreviver na miséria enquanto os ricos estão cada vez mais ricos.

Todos têm o direito a poder deslocar-se livremente pela cidade, usando os transportes públicos, sem serem multados, perseguidos pelos fiscais e polícia e agora ainda ridicularizados com campanhas destas, a fazer lembrar a PIDE de outros tempos...

Exigimos respeito! Exigimos melhores transportes públicos e gratuitos!

Unidos e auto-organizados, nós damos-lhes a crise!


Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

terça-feira, 4 de março de 2014

Guerra à guerra! Nem uma única gota de sangue pela “nação”!

Declaração internacionalista contra a guerra na Ucrânia



A luta pelo poder entre os clãs oligárquicos na Ucrânia ameaça transformar-se num conflito armado internacional. O capitalismo russo pretende utilizar a recomposição do poder no Estado Ucraniano de maneira a satisfazer as suas aspirações imperiais e expansionistas de longa data sobre a Crimeia e o leste da Ucrânia, onde detém fortes interesses económicos, financeiros e políticos.

Prevendo a próxima crise económica iminente, o regime tenta alimentar o nacionalismo russo para desviar a atenção dos problemas socio-económicos da classe trabalhadora que estão em crescimento: salários e pensões de miséria, o desmantelamento dos serviços de saúde existentes, a educação e outros sectores da área social. Com a explosão da retórica nacionalista e militante é mais fácil concluir a construção de um Estado autoritário e corporativo assente em valores conservadores reaccionários e em políticas repressivas.

domingo, 2 de março de 2014

Solidariedade Internacional contra o Banco Santander!


Concentração de solidariedade contra o despedimento pelo Isban-Santander de Madrid, do delegado da secção sindical da AIT em Espanha, a CNT.


Dia 5 de Março - 11:00
Banco Santander no Campo Pequeno em Lisboa

O despedimento foi feito depois de ser fundada uma secção sindical no Isban-Santander, e é evidente que o verdadeiro propósito deste despedimento foi a destruição de qualquer tipo de actividade sindical independente no Isban e, em especial, de qualquer tipo de resistência contra as práticas anti-sociais de "outsourcing".

Sejamos solidários com esta luta pois apenas a solidariedade e o apoio mútuo entre os trabalhadores de todo o mundo poderão fazer frente à exploração de que todos somos alv
o.

Readmissão imediata do companheiro despedido!


AIT-SP – Núcleo de Lisboa

sábado, 1 de março de 2014

A Bósnia é o nosso futuro (comunicado da Secção Sérvia da AIT)


A intensificação da revolta social nos Balcãs é uma das fracturas que se estão a verificar no sistema global capitalista. Há alguns anos atrás, começou na Grécia uma nova fase de conflito entre os trabalhadores e a classe dominante – revoltas em massa, protestos e greves gerais. A classe operária da Eslovénia foi a seguinte a sair às ruas. Seguiu-se o povo da Turquia , com protestos de mais de um milhão de manifestantes. Depois, os protestos dos trabalhadores da Bulgária e da Roménia ameaçaram os sistemas desses países. Mais recentemente, uma revolta explodiu na Bósnia Herzegovina, a área dos Balcãs em que as fracturas no sistema e a sua podridão são mais visíveis.

A actual  BósniaHerzegovina (BH) – o local onde se deu o capítulo mais sangrento na dissolução da Iugoslávia – é uma criação colonial monstruosa, formada de maneira a melhor servir os interesses das forças imperialistas e dos criminosos nacionalistas locais. Este Estado foi criado com o objectivo de servir os interesses dos ricos e a única coisa que o povo tem garantida é a contínua catástrofe – o despedimento de trabalhadores, de todas as nacionalidades, e o roubo dos seus bens. Durante anos eles estiveram cegos pelo nacionalismo alimentado pelos imperialistas, pelos capitalistas, e pelos clérigos de todos os credos, pelos magnatas, pelos seus meios de comunicação e pelos seus apaniguados. Não é surpresa que essas longas e escuras décadas de repressão tenham produzido esta resposta excepcionalmente feroz. Agora não resta qualquer dúvida de que as classes trabalhadoras da BH perceberam, mais uma vez, quem é que é o verdadeiro inimigo.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Solidariedade com Ángel! OHL reprime e despede!



No passado dia 9 de Outubro de 2013, a empresa OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A, decidiu despedir Ángel Elena que trabalhava na empresa há 10 anos, com o falso argumento de baixa produtividade.

Após uma reunião com o sindicato, o departamento de recursos humanos da empresa pretende encerrar o assunto pagando a indemnização a Ángel, mas a sua posição é a de não aceitar outra solução, a não ser a sua readmissão.

De ressaltar que poucas semanas após o seu despedimento começou a greve de limpeza em Madrid, na qual a OHL e outras empresas de subcontratação ameaçavam com o despedimento de 1 400 trabalhadores e a redução dos salários dos restantes em 40%, congelando os salários para os próximos 4 anos e destruindo as vagas de trabalho que surgem com as aposentações. Entretanto, na OHL foram despedidos outros 20 trabalhadores e a prática continua nas outras empresas.

Perante esta situação, apelamos à vossa solidariedade e ao envio de cartas de protesto exigindo a readmissão de Ángel Elena!

Mais informação: http://sovmadrid.cnt.es/

Contactos da OHL para o envio de cartas de protesto:

OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A.
Sede: Torre Espacio Paseo de la Castellana, 259-D. 28046 Madrid.
Fax: +34 91 348 44 63
Email: info@ohl.es

Exigimos a readmissão imediata de Ángel Elena!

Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sobre os acontecimentos actuais na Ucrânia

Na Ucrânia, neste momento, está a haver uma luta pelo poder. Nestes acontecimentos têm participado muitos elementos da classe operária, cujos interesses não estão protegidos nem pelo estado nem pelo capital, assim como aqueles cuja situação material é, em geral, dramática, na esperança de que haja uma mudança que assegure um futuro melhor.

Lutar, protestar, fazer greve são reacções normais e positivas contra um sistema injusto e opressivo. A nossa solidariedade está com os trabalhadores e contra todos aqueles que os exploram, governam e confundem, tomando o poder e o controlo das questões que realmente afectam as suas vidas. Não obstante, é difícil não nos darmos conta que estes protestos se resumem a uma luta de poder entre diferentes grupos da burguesia, governantes e aspirantes a governantes, que não vão trazer qualquer benefício às pessoas, mas apenas mudar o nome das camarilhas que governam com o único objectivo de dirigir as vantagens de estar no governo para novos bolsos.

Denunciamos rotundamente a repressão e a violência utilizadas, mas fica claro que não podemos apoiar nenhum dos principais interesses de poder. Estamos igualmente contra o regime repressivo de Yanukovich e contra as principais tendências da “oposição”, que vão desde os euro-entusiastas, que acreditam inocentemente nos mitos neo-liberais, até aos nacionalistas e inclusive grupos fascistóides.

Os governos da União Europeia, apresentados como um tipo de “solução” por parte de alguns ucranianos, podem ser tão repressivos como o de Yanukovich e, como sabem os trabalhadores desses países, não é nada que dê garantias dum nível de vida melhor. Muitas das suas realidade são exactamente o contrário.

O que faz falta é um movimento que combata, ao mesmo tempo, as duas causas principais da miséria e da repressão: o estado e o capital. Fazemos um apelo a todos os trabalhadores e organizações libertárias da Ucrânia para que não se deixem utilizar como peões nem como idiotas úteis pelas principais facções, que convoquem assembleias de massas e criem palavras de ordem e objectivos alternativos para as suas lutas.

Viva a luta até à revolução social libertária!

Secretariado da Associação Internacional de Trabalhadores

Varsóvia, 26 de Janeiro de 2014.


Comunicado do Secretariado da AIT, tradução do Portal Anarquista

sábado, 18 de janeiro de 2014

18 de Janeiro de 1934: 80 anos da Greve Insurreccional contra o Fascismo


O 18 de Janeiro de 1934 foi a data escolhida pelo movimento operário livre para a greve geral insurreccional destinada a impedir a construção do regime fascista de Salazar. Este movimento foi impulsionado sobretudo por militantes anarquistas e anarco-sindicalistas, organizados na Confederação Geral do Trabalho, e integrado por muitos outros operários de diversas tendências.

O objectivo desta revolta foi derrubar o regime de Oliveira Salazar e impedir a fascização da sociedade portuguesa, impedindo a aplicação do Estatuto do Trabalho Nacional, com o qual Salazar pretendia acabar com os sindicatos livres e revolucionários, transformando-os em organismos submissos perfeitamente integrados na organização corporativa do Estado Novo.  

A insurreição de 18 de Janeiro de 1934 levou a greves, múltiplas sabotagens e inclusive à famosa tomada da vila da Marinha Grande por operários. A revolta não pôde triunfar, mas significou o último grande acto de resistência do movimento anarco-sindicalista organizado. Um acto de dignidade pago com prisões, torturas e deportações de centenas de militantes.  

Conhecer, discutir e comemorar esta data significativa da história das lutas emancipatórias em Portugal é prestar homenagem a todas essas pessoas que arriscaram a vida pela liberdade. Significa também que nos queremos reapropriar da nossa história e memória enquanto movimento libertário, recusando activamente a longa tradição de submissão e “brandos costumes” ensinada nos livros de história e que constitui a memória oficial do Estado.  

Conhecer e discutir as lutas do passado significa então também lançar as bases para a teoria e para as práticas de agora, porque a longa noite do fascismo se estendeu muito para além do 25 de Abril de 1974, na cultura e nas instituições portuguesas, inclusive nas “contestatárias”, como os sindicatos actuais que continuam a prolongar o modelo corporativo dos sindicatos nacionais.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Estado Espanhol reprime e persegue manifestantes

No passado dia 28 de Novembro, em Espanha, 19 membros de diversos movimentos políticos, dois dos quais pertencentes à CNT (Confederação Nacional do Trabalho) e Juventudes Libertárias, foram presos e acusados de participarem no ataque contra cinco membros de uma associação fascista na Faculdade de Direito da Universidad Complutense de Madrid, durante uma manifestação anti-fascista que já vinha sendo realizada há anos a 20 de Novembro.

A maioria destes 19 presos nem sequer estiveram presentes na manifestação e foram levados de suas casas pela polícia, sem explicações, e só foram libertados 30 horas mais tarde, após recolhimento dos seus depoimentos e acusação formal de tais crimes como “violação de direitos fundamentais, atentado contra a integridade moral, danos e lesões com agravante de ódio, etc”.

Os meios de comunicação social não perderam tempo a distorcer e exagerar grosseiramente os factos, a fim de promover o medo e espalhar entre os cidadãos e movimentos sociais a noção de que a dissensão será esmagada com punho de ferro.

A acusação prepara-se para formalizar um pedido de prisão preventiva para os dois membros da CNT e JL e de medidas cautelares para o resto dos acusados, o que só vem confirmar a natureza repressora e o zelo fanático da tirania estatal espanhola.

Pela liberdade e absolvição dos companheiros perseguidos!

Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

XXV Congresso da AIT


O XXV Congresso da AIT celebrou-se nos dias 5, 6 e 7 de Dezembro de 2013 em Valência - Espanha com delegados das secções de França, Alemanha, Italia, Espanha, Portugal, Reino Unido, Brasil, Argentina, Noruega, Sérvia, Polónia, Rússia e Eslováquia.

A nossa Internacional aprovou como nova secção a ASF-Austrália e atribuiu à ASR-Bulgária e à FAS-Austria o estatuto de Amigos da AIT.

A ZSP-Polónia assume o Secretariato da AIT para os próximos 3 anos, sendo que em 2016 celebra-se o próximo Congresso regular da AIT na Polónia.

Decidiu-se realizar um congresso extraordinário para o próximo ano, em que se tratará de assuntos pendentes não resolvidos durante o atual encontro.

O intercâmbio de experiências e as discussões facilitaram a partilha de informações, tanto durante o congresso como nos encontros informais entre os companheiros de diferentes países.



Saudamos o trabalho e esforço de quem fez o encontro possível.

Saúde e anarquia!

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Isban-Grupo Santander explora e despede!

A Isban, empresa de serviços informáticos do banco Santander, conta com mais de 10 000 trabalhadores em todo o mundo que lhes são cedidos por ETTs (Empresas de Trabalho Temporário). Desta forma consegue “mão-de-obra” barata e precária, podendo ainda despedir os seus funcionários sem qualquer custo adicional, bastando para isso comunicar o despedimento a uma dessas ETTs.

Em Espanha foi criada uma secção sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho) que começou a denunciar a transferência ilegal dos trabalhadores, os despedimentos massivos, a precariedade absoluta, as horas extra obrigatórias... Mas apenas duas semanas depois o delegado sindical foi despedido em retaliação pela actividade sindical desenvolvida!

A Isban-Grupo Santander e as ETTs envolvidas neste negócio desprezível de subcontratação que rende milhões pretendem impedir que os trabalhadores se organizem para lutar pelos seus direitos, despedindo e reprimindo qualquer acto de contestação.

Para denunciar a atitude criminosa desta multinacional, foi convocado para 12 de Dezembro um dia de acção internacional contra o Grupo Santander.

Sejamos solidários com esta luta pois apenas a solidariedade e o apoio mútuo entre os trabalhadores de todo o mundo poderão fazer frente à exploração de que todos somos alvo.

Readmissão imediata do companheiro despedido!

Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Solidariedade com trabalhador despedido na Redur

A 19 de Abril a Redur Logística S.L. despediu Israel que trabalhava na empresa em Espanha há 6 anos e era desde 2011 delegado sindical da CNT (Confederação Nacional do Trabalho).

A empresa alegou que este era “perigoso” pois um dia no armazém havia chocado com o seu carrito de compras contra o carro de outra funcionária! A verdadeira razão para o despedimento não foi a explicação completamente absurda utilizada pela empresa, mas sim o incómodo causado pela actividade sindical constante de Israel, denunciando a falta de segurança no trabalho e os abusos praticados pela Redur (por exemplo, horas extras ilegais, imposição de serviços mínimos em situação de greve, etc.). Para além disso, a empresa deve mais de 10000 euros a este trabalhador, dívida essa que se tem recusado até hoje a pagar.

Este despedimento e roubo são um claro exemplo de repressão sindical e não vão ficar sem resposta. Em Espanha, em Portugal e em todo o lado, a solidariedade entre trabalhadores e trabalhadoras em luta será sempre mais forte do que toda a repressão dos patrões!

Exigimos a readmissão imediata do trabalhador despedido na Redur em Espanha!

Basta de repressão laboral e sindical na Redur!

Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa

27/11/2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

BAIRROS SOCIAIS DO PORTO (Lagarteiro e Contumil) ALVOS DE CORTES MASSIVOS DE CORRENTE PELA EDP. PARA GAIA PREPARAM-SE MAIS 500

Apesar das situações de desemprego, extrema carência e pobreza que se vive nestes bairros sociais do Porto oriental, a EDP, prevendo 1000 cortes de luz só no Porto, resolveu “atacar” no passado dia 2 com a polícia e uma brigada técnica com vista a pôr fim às “situações fraudulentas” de aquisição de electricidade pelos moradores, que impossibilitados de pagar as contas exorbitantes impostos pelo Sr.Mexia + os 23% de IVA impostos pelo governo, recorrem a “puxadas” e à sabotagem dos contadores…

Muitos moradores simplesmente não abrem as portas e outros, voltam a estabelecer as ligações “ilegais”… porque o Inverno aproxima-se e é certo e sabido que alguns incêndios mortais verificados nos últimos anos na Zona Histórica do Porto, por exemplo, foram o resultado dos cortes de energia e retirada de contadores da EDP, obrigando várias famílias de desempregados a aqueçer-se e alumiar-se com braseiros e velas.

Cada caso NÃO é um caso – TODOS ELES é que são só um e o mesmo! NÃO NOS DEIXEMOS DIVIDIR!

RESISTÊNCIA E SOLIDARIEDADE POPULAR CONTRA OS CORTES DA LUZ!