domingo, 7 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
AÇÃO INTERNACIONAL DA AIT PELO DIREITO À HABITAÇÃO
PELA HABITAÇÃO – AUTO-ORGANIZAÇÃO!
SE A RUA FÔR A NOSSA MORADA, NELA SERÁ O FIM
DOS GOVERNANTES!
Não contentes em
reduzir o povo à miséria, impor salários miseráveis e aumentar o desemprego
(que já ultrapassa o milhão) para
pressionar quem ainda tem trabalho a aceitar as condições mais miseráveis
e assim, com os baixos salários atrair a
gula e os investimentos dos mais ricos – como aliás o confessa, sem
qualquer vergonha, um figurão como o Belmiro…! - agora é o próprio “direito à habitação” que
está a ser posto em causa para centenas de milhar de pessoas, com as recentes
leis terroristas deste governo: primeiro a lei de facilitação dos despejos, em 2012
,e no início de 2013 a nova lei das rendas,
dita “dos arrendamentos urbanos”.
Já não bastavam os aumentos
da eletricidade, transformada em artigo de luxo, com os 23% de IVA, já não
bastavam os cortes drásticos no Rendimento Social de Inserção (RSI) aos mais
necessitados, nem os cortes nas reformas, subsídios de desemprego e diminuição
dos salários reais: agora é algo tão básico como a possibilidade de ter um teto, que está em causa para centenas de milhares de pessoas, sobretudo as mais idosas e que menos
se podem defender.
E no entanto vemos
CENTENAS DE PRÉDIOS ABANDONADOS, VAZIOS E ENTAIPADOS, vemos PALACETES e prédios
de apartamentos VAZIOS, vemos a ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA (pela mão de algumas
ditas IPSS, bem conhecidas) crescer cada vez mais, vemos MAIS GENTE SEM CASA e
mais CASAS SEM GENTE!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Relato da manifestação de 2 de Março no Porto
sábado, 9 de março de 2013
Iberia: CNT-AIT lança apelo para solidariedade com trabalhadores em luta
Os trabalhadores da empresa de aviação Iberia estão em luta contra os despedimentos massivos, a redução de direitos e o desmantelamento da empresa. A Secção Sindical da CNT-AIT (secção da AIT em Espanha) faz o seguinte apelo:
«A empresa Iberia apresentou um ERE [Expediente de Regulación de Empleo], através do qual pretende despedir 3807 trabalhadores, para além de baixar os salários (entre 20 e 40%), reduzir os dias de folga e férias, entre muitos outros ataques aos trabalhadores. Desta forma, num futuro próximo, será possível vender os trabalhadores da Iberia a preço de saldo.
«É por esta razão que estamos em greve por 10 dias (já em Fevereiro houve uma greve de 5 dias). A secção sindical da CNT-AIT na Ibéria apela a toda as medidas de pressão que considerem oportunas, a realizar em locais onde existam escritórios, delegações e/ou nos aeroportos onde haja voos da Iberia, com o fim de aumentar a pressão e pôr fim às pretensões de desmantelar a empresa.
«Também se podem realizar acções nos organismos oficiais espanhóis e nos interesses da British Airways [empresa com a qual a Iberia se fundiu]».
Mais informações em:
http://iberia.cnt.es/
http://www.facebook.com/CNTAITIberia
Delegações da Iberia:
http://www.iberia.com/oficinas/
«A empresa Iberia apresentou um ERE [Expediente de Regulación de Empleo], através do qual pretende despedir 3807 trabalhadores, para além de baixar os salários (entre 20 e 40%), reduzir os dias de folga e férias, entre muitos outros ataques aos trabalhadores. Desta forma, num futuro próximo, será possível vender os trabalhadores da Iberia a preço de saldo.
«É por esta razão que estamos em greve por 10 dias (já em Fevereiro houve uma greve de 5 dias). A secção sindical da CNT-AIT na Ibéria apela a toda as medidas de pressão que considerem oportunas, a realizar em locais onde existam escritórios, delegações e/ou nos aeroportos onde haja voos da Iberia, com o fim de aumentar a pressão e pôr fim às pretensões de desmantelar a empresa.
«Também se podem realizar acções nos organismos oficiais espanhóis e nos interesses da British Airways [empresa com a qual a Iberia se fundiu]».
Mais informações em:
http://iberia.cnt.es/
http://www.facebook.com/CNTAITIberia
Delegações da Iberia:
http://www.iberia.com/oficinas/
quarta-feira, 6 de março de 2013
Apresentação da revista “Apoio Mútuo” e da AIT-SP em Coimbra e Guimarães
Apresentação da revista “Apoio Mútuo” e da AIT-SP
7 de Março | 18h
Teatro da Cerca de S. Bernardo (junto ao Pátio da Inquisição)
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
A luta pela autogestão da Vio.Me. – Grécia
Os trabalhadores da Vio.Me, uma fábrica de material de construção em Tessalónica, Grécia, foi abandonada pelos seus proprietários desde Maio de 2011 sem que sejam pagos os salários. Por uma decisão da assembleia geral, decidiram ocupar a fábrica sob o controlo operário e democracia directa. Após um ano de luta que atraiu a atenção e solidariedade na Grécia e em todo o mundo, estão a iniciar a produção a partir de 12 de Fevereiro 2013, depois de 3 dias de mobilização intensa.
O que fazer para ajudar?
- Difundir a mensagem! Enviar esta informação a seus amigos, contactos e organizações. A nossa arma contra a repressão é a nossa ligação com a sociedade! O segredo do nosso sucesso são as fortes ligações com a comunidade!
- Contribuir financeiramente! Os custos de produção são elevados e os primeiros meses serão críticos. Os trabalhadores têm um plano de negócios sólido e estão muito optimistas acerca do sucesso da empresa. No entanto, vai demorar algum tempo até à consolidação no mercado. Vamos contribuir para que seja assim. Use o botão "Donate" do blog, qualquer importância é crucial!
- Organizem os vossos locais de trabalho, no bairro, na cidade! Promovam a autogestão direta, sem intermediários, políticos profissionais ou burocratas! Criem cooperativas e assembleias de bairro, defendendo o bem comum, promovam uma nova civilização baseada na proximidade, reconhecimento mútuo e solidariedade!
- Enviem as vossas perguntas ou declarações de solidariedade para a Iniciativa Aberta de Solidariedade de Tessalónica: protbiometal@gmail.com.
Os trabalhadores da Vio.Me. serão gratos pela solidariedade internacional!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Apresentação da revista Apoio Mútuo em Évora - Sábado (23 Fevereiro) 16h30 - Colectivo Libertário de Évora
A Associação Internacional dos Trabalhadores foi formada há 90 anos e a ela pertenceram as grandes centrais sindicais da história do anarco-sindicalismo – CGT (Portugal), CNT (Espanha), FORA (Argentina), USI (Itália). Apesar da perda de influência do sindicalismo revolucionário durante grande parte do século XX, a AIT manteve-se firme na defesa das práticas libertárias no seio do movimento operário.
Com o ressurgir do anarquismo, em finais do século passado, o movimento anarco-sindicalista tem vindo a reorganizar-se em vários países do mundo, voltando a constituir já hoje uma força importante sobretudo no sul da Europa, Europa de Leste e América Latina.
Em Portugal a AIT é representada pela Secção Portuguesa que pretende pôr em prática e difundir, no meio dos trabalhadores, os princípios da acção directa, sem intermediários nem profissionais do sindicalismo. A AIT/SP tem neste momento núcleos em Lisboa, Porto, Chaves, Guimarães, Setúbal e Algarve.
Autogestionária e defendendo que a “emancipação dos trabalhadores é obra dos próprios trabalhadores”, a AIT/SP situa-se à margem dos partidos políticos e assenta toda a sua prática em torno da solidariedade e do apoio-mútuo entre os explorados.
“Apoio Mútuo” é também o nome da sua revista, de que saiu recentemente o número 2.
A AIT/SP publica também regularmente o “Boletim Anarco-Sindicalista”.
Este sábado companheiros da AIT/SP vão estar connosco para nos falarem das suas publicações e desta organização anarco-sindicalista.
Sessão aberta a todos. Esperamos a vossa presença.
Sábado, dia 23 de fevereiro, na Cafetaria do Convento dos Remédios (junto ao Eborae Musica), pelas 16,30 horas.
Colectivo Libertário de Évora
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
19 de Janeiro (Sábado): Apresentação da Revista Apoio Mútuo #2 no Centro de Cultura Libertária + Jantar

17h30 - Apresentação da Revista Apoio Mútuo
Segundo número desta publicação da Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores.
20h00 - Jantar vegetariano - Celebração do 90º Aniversário da Associação Internacional dos Trabalhadores.
no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas, Almada
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
A CGT portuguesa e a fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores
Os anarco-sindicalistas e sindicalistas revolucionários portugueses foram, desde a primeira hora, defensores da criação de uma Internacional do sindicalismo revolucionário, um desejo que se viria a concretizar no Congresso de Berlim, realizado entre os dias 25 de Dezembro de 1922 e 2 de Janeiro de 1923, que criou a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT). Este artigo, redigido para assinalar o 90º aniversário da Associação Internacional dos Trabalhadores, pretende recuperar alguns elementos da história das relações internacionais da organização operária portuguesa – constituída como Confederação Geral do Trabalho (CGT) a partir de 1919 – e do seu contributo para a criação da AIT.
Já no Congresso Pró-Paz realizado em 1915 na cidade portuária galega de Ferrol, no qual o anarquista Manuel Joaquim de Sousa representou a secção Norte da União Operária Nacional (UON), os delegados portugueses e espanhóis haviam concordado na necessidade de “estreitar os laços de solidariedade entre o proletariado de ambos os países, dando-se assim princípio à organização da Federação Ibérica, célula inicial da Federação Internacional dos Sindicatos Operários, contra a guerra, contra todas as guerras, contra a exploração capitalista e contra a tirania do estado”.
Em Setembro de 1919, realiza-se em Coimbra o 2º Congresso Operário Nacional, no qual é criada a Confederação Geral do Trabalho, que agrupa cerca de duas centenas de sindicatos, representando pelo menos 85 mil trabalhadores. A fundação da CGT tem lugar num contexto de expansão e radicalização do movimento sindical. Sucedem-se os movimentos grevistas que colocam violentamente em confronto o operariado, o patronato e o Estado. A 23 de Fevereiro de 1919, inicia-se a publicação do diário A Batalha, ainda como órgão da UON, que rapidamente se torna no terceiro jornal de maior tiragem em Portugal.
Ler o artigo completo [pdf]
Já no Congresso Pró-Paz realizado em 1915 na cidade portuária galega de Ferrol, no qual o anarquista Manuel Joaquim de Sousa representou a secção Norte da União Operária Nacional (UON), os delegados portugueses e espanhóis haviam concordado na necessidade de “estreitar os laços de solidariedade entre o proletariado de ambos os países, dando-se assim princípio à organização da Federação Ibérica, célula inicial da Federação Internacional dos Sindicatos Operários, contra a guerra, contra todas as guerras, contra a exploração capitalista e contra a tirania do estado”.
Em Setembro de 1919, realiza-se em Coimbra o 2º Congresso Operário Nacional, no qual é criada a Confederação Geral do Trabalho, que agrupa cerca de duas centenas de sindicatos, representando pelo menos 85 mil trabalhadores. A fundação da CGT tem lugar num contexto de expansão e radicalização do movimento sindical. Sucedem-se os movimentos grevistas que colocam violentamente em confronto o operariado, o patronato e o Estado. A 23 de Fevereiro de 1919, inicia-se a publicação do diário A Batalha, ainda como órgão da UON, que rapidamente se torna no terceiro jornal de maior tiragem em Portugal.
Ler o artigo completo [pdf]
sábado, 5 de janeiro de 2013
Solidariedade com Myriam Zaluar que irá ser julgada por “manifestação não autorizada”
A AIT-SP solidariza-se com Myriam Zaluar e apela à participação na acção de apoio que está a ser convocada pelo movimento “Que se lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas”, para o dia 10 de Janeiro, às 11h, altura em que será julgada pelo Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa. Myriam está acusada de “convocar uma manifestação sem a devida autorização” por no dia 6 de Março, com mais três pessoas, ter distribuído panfletos e tentado fazer uma inscrição colectiva no Centro de Emprego do Conde de Redondo, em Lisboa.
Uma vez mais o Estado responde através da única maneira que conhece: impondo a sua violência como meio de amedrontar quem se rebela e luta pela sua vida. Mas a repressão não vai parar a nossa revolta!
Solidariedade total com Myriam Zaluar!
Mais info aqui e aqui.
Uma vez mais o Estado responde através da única maneira que conhece: impondo a sua violência como meio de amedrontar quem se rebela e luta pela sua vida. Mas a repressão não vai parar a nossa revolta!
Solidariedade total com Myriam Zaluar!
Mais info aqui e aqui.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
A repressão não vai parar a nossa revolta!
Face às notícias que têm vindo a público, através das redes sociais e da imprensa, sobre a notificação e constituição como arguidas, pelo Departamento de Investigação e Acção Penal, de várias pessoas que terão participado na manifestação da Greve Geral de 14 de Novembro de 2012 em frente à Assembleia da República, o Núcleo de Lisboa da AIT-SP não pode deixar de manifestar a sua inequívoca solidariedade com os visados por mais esta campanha repressiva.
Através do que tem sido publicado, é possível concluir que as autoridades policiais e judiciais vêm conduzindo uma actividade notória de perseguição ideológica, com referenciação de pessoas que participam em manifestações e recolha de informação sobre as mesmas, destinada a amedrontar quem se recusa a conformar-se com este estado de coisas.
Obviamente, não é com repressão que esta gente, que ganha a vida com a miséria dos outros, vai conseguir parar a nossa revolta. É necessário que nos mantenhamos mobilizados para apoiar quem vier a ser alvo de processos judiciais por participação em manifestações e movimentos sociais. Não estamos sozinhos, nem nas manifestações, nem fora delas.
Solidariedade!
Através do que tem sido publicado, é possível concluir que as autoridades policiais e judiciais vêm conduzindo uma actividade notória de perseguição ideológica, com referenciação de pessoas que participam em manifestações e recolha de informação sobre as mesmas, destinada a amedrontar quem se recusa a conformar-se com este estado de coisas.
Obviamente, não é com repressão que esta gente, que ganha a vida com a miséria dos outros, vai conseguir parar a nossa revolta. É necessário que nos mantenhamos mobilizados para apoiar quem vier a ser alvo de processos judiciais por participação em manifestações e movimentos sociais. Não estamos sozinhos, nem nas manifestações, nem fora delas.
Solidariedade!
Associação Internacional dos Trabalhadores - Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Conferência “AIT e Anarco-sindicalismo: alternativa atual e raízes históricas”
José Rocha Paiva, da Associação Internacional de Trabalhadores - Secção Portuguesa (AIT-SP), profere, dia 6 de dezembro, às 14H30, no anfiteatro 7.22 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UBI, a conferência “AIT e Anarco-sindicalismo: alternativa atual e raízes históricas”.
A génese ideológica do anarco-sindicalismo, a história do mesmo em Portugal e seu impacto, o percurso histórico da AIT e as perspetivas futuras são os temas a tratar na iniciativa organizada pelo Grupo de Estudos Políticos da UBI.
Entrada livre.
Mais informação em: https://www.ubi.pt/Noticia.aspx?id=3220
A génese ideológica do anarco-sindicalismo, a história do mesmo em Portugal e seu impacto, o percurso histórico da AIT e as perspetivas futuras são os temas a tratar na iniciativa organizada pelo Grupo de Estudos Políticos da UBI.
Entrada livre.
Mais informação em: https://www.ubi.pt/Noticia.aspx?id=3220
Informe sobre a Plenária da AIT em Modena 23-25 de Novembro e o Centenário da USI-AIT
Delegados do Brasil, França, Grã-Bretanha, Itália, Noruega, Polónia, Portugal, Sérvia, Eslováquia, e de Espanha como observadores, estiveram presentes em Modena e a Plenária foi excelentemente organizada pela USI-AIT. Sábado à noite celebrou-se o Centenário da USI-AIT com uma manifestação, discursos e vários eventos à noite, uma vez que Modena é o sítio em que foi fundada a USI há cem anos. Tanto a Plenária como o Centenário realizaram-se num espírito de grande companheirismo!
No período decorrido desde a última Plenária da AIT em Varsóvia, no final de Outubro de 2011 até à Plenária de Modena, não houve apenas medidas de austeridade e cortes, mas também uma campanha ideológica contra os trabalhadores. Esta campanha tenta convencer os trabalhadores que a austeridade e a crise é “culpa deles” e não da especulação incansável e da desregulamentação da economia global. A “solução” dos estados e dos capitalistas passa por obrigar os trabalhadores a aceitarem o que eles chamam de “lógica de mercado” e as medidas de austeridade e os ataques são apresentados como necessidades “financeiras” e “leis”.
Os websites das Secções, o website da AIT e o Boletim Externo da AIT mostram que a AIT e as suas Secções e Amigos aumentam dia após dia as mobilizações, a presença, as actividades e as acções directas: nestes onze meses deste a última Plenária tiveram lugar Dias de Acção da AIT contra as medidas de austeridade, contra a exploração e opressão durante 29 a 31 de Março, uma Greve Geral em Espanha no dia 29 de Março e uma Greve Geral em Espanha e Portugal, etc. no dia 14 de Novembro que foram apoiadas pelas Secções, como também muitas outras ações de apoio urgente para conflitos laborais.
No período decorrido desde a última Plenária da AIT em Varsóvia, no final de Outubro de 2011 até à Plenária de Modena, não houve apenas medidas de austeridade e cortes, mas também uma campanha ideológica contra os trabalhadores. Esta campanha tenta convencer os trabalhadores que a austeridade e a crise é “culpa deles” e não da especulação incansável e da desregulamentação da economia global. A “solução” dos estados e dos capitalistas passa por obrigar os trabalhadores a aceitarem o que eles chamam de “lógica de mercado” e as medidas de austeridade e os ataques são apresentados como necessidades “financeiras” e “leis”.
Os websites das Secções, o website da AIT e o Boletim Externo da AIT mostram que a AIT e as suas Secções e Amigos aumentam dia após dia as mobilizações, a presença, as actividades e as acções directas: nestes onze meses deste a última Plenária tiveram lugar Dias de Acção da AIT contra as medidas de austeridade, contra a exploração e opressão durante 29 a 31 de Março, uma Greve Geral em Espanha no dia 29 de Março e uma Greve Geral em Espanha e Portugal, etc. no dia 14 de Novembro que foram apoiadas pelas Secções, como também muitas outras ações de apoio urgente para conflitos laborais.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Sobre a carga policial em São Bento
No dia 14 de Novembro, na maior manifestação em dia de greve geral, os chefes da polícia, o ministro da administração interna e outros políticos tentaram justificar a carga policial sobre os manifestantes em São Bento, dizendo que as "forças de segurança" tinham sido muito tolerantes porque durante mais de uma hora “com serenidade e firmeza” levaram com pedras e garrafas atiradas por “meia dúzia de profissionais da provocação”.
Houve várias pessoas a atirar pedras e outros objectos ao cordão policial que defendia o Parlamento e não só eram bem mais do que meia dúzia, como muitos outros permaneceram por ali bastante tempo, sem arredar pé.
Também é verdade que houve uma carga violentíssima sobre os manifestantes, homens, mulheres, idosos, crianças, tudo o que se mexia foi varrido, atirado ao chão, ameaçado com gritos e balas de borracha. Houve ainda uma perseguição por várias ruas, onde se prenderam pessoas indiscriminadamente. Dezenas de pessoas foram identificadas sem saberem porquê. Nas esquadras não lhes foi dada a possibilidade de falar com um advogado, ir ao wc ou até de receber assistência médica.
Sobre a repressão policial temos apenas a dizer o seguinte: violência não é atirar pedras contra o corpo de intervenção, protegido com os seus fatos especiais, capacetes, escudos, cassetetes e armas. Violência não é a revolta de quem trabalha e não tem dinheiro suficiente para viver, de quem nem trabalho tem e desespera à procura, de quem passa fome, dos idosos que vêem as suas pensões reduzidas, de quem não explora ninguém e vive uma vida inteira a ser explorado pelos mesmos de sempre: políticos, banqueiros e empresários. Violência não é atacar a polícia quando esta defende o sistema ao qual pertence: o Estado, esse mesmo Estado que concedeu um aumento salarial de 10% para as forças de intervenção enquanto milhares de pessoas vivem em pobreza e outros para lá caminham.
Houve várias pessoas a atirar pedras e outros objectos ao cordão policial que defendia o Parlamento e não só eram bem mais do que meia dúzia, como muitos outros permaneceram por ali bastante tempo, sem arredar pé.
Também é verdade que houve uma carga violentíssima sobre os manifestantes, homens, mulheres, idosos, crianças, tudo o que se mexia foi varrido, atirado ao chão, ameaçado com gritos e balas de borracha. Houve ainda uma perseguição por várias ruas, onde se prenderam pessoas indiscriminadamente. Dezenas de pessoas foram identificadas sem saberem porquê. Nas esquadras não lhes foi dada a possibilidade de falar com um advogado, ir ao wc ou até de receber assistência médica.
Sobre a repressão policial temos apenas a dizer o seguinte: violência não é atirar pedras contra o corpo de intervenção, protegido com os seus fatos especiais, capacetes, escudos, cassetetes e armas. Violência não é a revolta de quem trabalha e não tem dinheiro suficiente para viver, de quem nem trabalho tem e desespera à procura, de quem passa fome, dos idosos que vêem as suas pensões reduzidas, de quem não explora ninguém e vive uma vida inteira a ser explorado pelos mesmos de sempre: políticos, banqueiros e empresários. Violência não é atacar a polícia quando esta defende o sistema ao qual pertence: o Estado, esse mesmo Estado que concedeu um aumento salarial de 10% para as forças de intervenção enquanto milhares de pessoas vivem em pobreza e outros para lá caminham.
domingo, 11 de novembro de 2012
GREVE GERAL - 14 NOVEMBRO ESPANHA E PORTUGAL: OS MESMOS ROUBOS, A MESMA LUTA!
A AIT-SP e a CNT-AIT apelam conjuntamente à participação de todos os trabalhadores ibéricos, com ou sem trabalho, na greve geral de 14 de Novembro, porque em ambos os países:
- governos e patronato recorrem a medidas de austeridade com o pretexto do combate à “crise”, que são autênticos roubos e intensificação da exploração da classe trabalhadora e aos sectores da população mais fragilizados;
- os governos sobem os impostos aos trabalhadores, diminuem-lhes os salários e reduzem direitos conquistados no passado com as suas lutas;
- os governos cortam nas pensões, nos subsídios de desemprego e nos vários apoios sociais, pagos de antemão pelos trabalhadores com os seus descontos, passando-se o mesmo tanto na saúde como na educação, em benefício sempre dos mesmos: o capital financeiro e o patronato em geral;
- os bancos recebem apoio financeiro do Estado enquanto as pessoas são obrigadas a entregar as suas casas aos bancos; o desemprego atinge mais de cinco milhões de pessoas em Espanha e cerca de um milhão em Portugal e a maioria da população enfrenta diariamente uma vida de pobreza e exploração;
- a economia capitalista e o Estado favorecerão sempre o patronato e os ricos, porém são os trabalhadores os verdadeiros produtores da riqueza social.
- governos e patronato recorrem a medidas de austeridade com o pretexto do combate à “crise”, que são autênticos roubos e intensificação da exploração da classe trabalhadora e aos sectores da população mais fragilizados;
- os governos sobem os impostos aos trabalhadores, diminuem-lhes os salários e reduzem direitos conquistados no passado com as suas lutas;
- os governos cortam nas pensões, nos subsídios de desemprego e nos vários apoios sociais, pagos de antemão pelos trabalhadores com os seus descontos, passando-se o mesmo tanto na saúde como na educação, em benefício sempre dos mesmos: o capital financeiro e o patronato em geral;
- os bancos recebem apoio financeiro do Estado enquanto as pessoas são obrigadas a entregar as suas casas aos bancos; o desemprego atinge mais de cinco milhões de pessoas em Espanha e cerca de um milhão em Portugal e a maioria da população enfrenta diariamente uma vida de pobreza e exploração;
- a economia capitalista e o Estado favorecerão sempre o patronato e os ricos, porém são os trabalhadores os verdadeiros produtores da riqueza social.
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