quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cine Fórum - Chaves - 3 e 4 de Março


Desta vez com a organização e colaboração da AIT - Associação Internacional dos Trabalhadores, Secção Portuguesa / Núcleo Chaves e Coordinadora Anarquista del Noroeste

Dias 03 e 04 de Março

Local: Teatro Bento Martins,
Largo do Monumento, Edifício Nova York
Chaves

Entrada Gratuita

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Viva a justa luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Cerâmica de Valadares! Sigamos o seu exemplo!


O S.O.V.(Sindicato de Ofícios Vários) do Porto da AIT-SP – Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa, organização sindical libertária (continuadora da antiga CGT-AIT, proibida em 1933 pelo regime salazarista) e que agora continua a sua acção, por um sindicalismo revolucionário de luta de classes, de apoio mútuo, de acção directa, de autogestão e não de "concertação social" nem com o patronato nem com qualquer governo, independente de qualquer partido, constituído apenas por militantes trabalhadores voluntários e rejeitando qualquer dependência económica do Estado ou do patronato, vem por este meio saúdar e apoiar a justa luta d@s trabalhadoras/es da CERÂMICA DE VALADARES.

A ocupação da empresa pelos/as trabalhadores/as e o controlo de entradas e saídas de equipamentos e produção, a defesa da sua empresa – porque a produção são os trabalhadores que a dão, não o patronato! – a sua luta por aquilo que é não só um direito básico mas também algo do mais legítimo que há, contra todas as Troikas, FMI's e quaisquer governos e patronato, o pagamento dos seus salários, é um exemplo para os trabalhadores deste país! Não o fazer seria aceitar voltar à escravidão em que se trabalhava apenas por uma malga de má comida e à força do chicote!...

É de facto preciso que o patronato hoje se sinta com as costas muito quentes para ousar este tipo de terrorismo patronal contra os trabalhadores: não pagar salários, impor-lhes a fome, retirar direitos conquistados com árduas lutas do passado, provocar falências fraudulentas de empresas com centenas e milhares de trabalhadores, deslocalizá-las para países onde os salários ainda são mais miseráveis do que aqui, só para assegurar a sua ganância de o máximo de lucros com o mínimo de gastos... E nada disto é novo! É o que não têm nunca todos os patrões mais ávidos de lucros fáceis deixado de fazer, mesmo antes da actual "crise" (que foram eles e os banqueiros que provocaram mas que somos nós trabalhadores que sempre pagamos...).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Contra os poderes que nos esmagam, criemos contra-poderes que nos libertem!

Contra os poderes que nos esmagam (FMI, TROIKAS, banqueiros, patronato, Estado, governos, políticos, etc.), criemos contra-poderes que nos libertem (assembleias populares - de facto - sindicatos, mas não de "concertação" com o patronato, assembléias de moradores, de desempregados, de utentes de serviços públicos, associações, etc...), funcionando em democracia directa - a real e autêntica - e recusando o capitalismo, seja ele privado ou de Estado).


Ou isto... ou mais do mesmo, ou o ainda pior que aí pode vir!...
Porque... todos os governos se governam, nenhum nos liberta!

Não te feches na casca!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Os Seis de Belgrado voltarão a ser julgados

Gostaríamos de informar que em 8 de fevereiro de 2012 haverá um novo julgamento contra quatro membros da Iniciativa Anarco-Sindicalista (ASI) da Sérvia, e de dois anarquistas não afiliados, de Belgrado, como parte de um processo judicial contra os Seis de Belgrado (BG6).

Os seis libertários em Belgrado são acusados de incitar, auxiliar e executar um ataque contra a Embaixada da Grécia em Belgrado, no final de agosto de 2009, em solidariedade a um preso político grego em greve de fome. Imediatamente após o ataque à embaixada, os BG6 (Tadej Kurepa, Ratibor Trivunac, Ivan Savic, Ivan Vulovic, Nikola Mitrovic e Sanja Dojkic) foram detidos e mantidos presos durante os seguintes seis meses, acusados de “terrorismo internacional”. Graças à mobilização maciça de apoio, tanto global como localmente, foram liberados pouco antes da data do julgamento. Em junho de 2010, foram absolvidos completamente, finalmente, pelo Supremo Tribunal em Belgrado, que decidiu que não havia base para um veredito de culpabilidade em qualquer das acusações.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Pela readmissão das trabalhadoras e trabalhadores despedidos na Biblioteca Nacional de Espanha!

Neste 4 de Fevereiro, dia em que se realiza uma Jornada Europeia de Solidariedade contra os cortes nas bibliotecas públicas, solidarizamo-nos com os trabalhadores em luta contra a subcontratação ilegal na Biblioteca Nacional de Espanha.

Em Setembro de 2010, o sindicato CNT-AIT de Madrid, Espanha, iniciou uma campanha contra a Biblioteca Nacional de Espanha pela readmissão de três trabalhadoras despedidas desta instituição por denunciarem a sua situação de subcontratação ilegal. Actualmente, dos mais de 400 trabalhadores subcontratados que sofrem uma grave situação de exploração laboral, muitos já denunciaram a sua situação. A resposta da actual direcção da Biblioteca Nacional veio sob a forma de represálias e despedimentos massivos.

A nossa exigência é muito clara: queremos a contratação directa dos mais de 400 trabalhadores subcontratados na Biblioteca Nacional Espanhola e queremos a readmissão dos despedidos. Nas bibliotecas públicas espanholas, a contratação directa do pessoal subcontratado significaria uma poupança de 40% nos orçamentos públicos, actualmente desviados para empresas privadas com total impunidade. No caso da Biblioteca Nacional de Espanha estamos a falar numa poupança de milhões de euros.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Novo núcleo da AIT-SP

Aos poucos, a AIT-SP vai expandindo o seu alcance e chegando, mesmo que de maneira embrionária, aos sítios mais ao interior do país, como é o caso de Chaves, cidade do novo núcleo da AIT-SP.

AIT-SP - Núcleo de Chaves
Contacto: anarquismo.chaves@yahoo.com

Contra os aumentos nos transportes públicos! Contra os cortes nas linhas e trajectos!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Assina a petição online - pela readmissão dos grevistas despedidos pela ABB de Córdova

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A Luta das(os) Trabalhadoras(es) é Internacional!


(panfleto distribuido durante uma acção de solidariedade com os trabalhadores em greve da EULEN-ABB de Córdova, Espanha)

Solidariedade com os trabalhadores da EULEN-ABB de Córdova, em greve indefinida desde 28 de Novembro!

Boicote internacional à ABB e ADECCO!

Desde 28 de Novembro, os trabalhadores da empresa multinacional de trabalho temporário EULEN (Flexiplan, em Portugal) contratados pela empresa ABB, permanecem em greve, acampados à porta da fábrica. Estes trabalhadores lutam contra a sua substituição nos postos de trabalho, após a ABB ter decidido transferir o contrato de outsourcing com a empresa EULEN para a empresa EUROCEN, uma filial da ADECCO. Desta forma, a ABB pretende ver-se livre de trabalhadores incómodos, que durante dois anos não têm cessado de lutar pelos seus direitos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Novo período negro de miséria… E tu? Aceita-lo?!

(comunicado distribuido durante a manifestação de 21 de Janeiro de 2012)

O novo ano começa com mais e mais “medidas de austeridade”. Aumentaram as taxas moderadoras na saúde, a electricidade e os transportes; o IVA subiu em vários produtos e serviços; cortaram os subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos… E agora vão cortar 4 feriados e 3 dias de férias; vai ser mais fácil e barato despedir; a aplicação do banco de horas alargará o horário de trabalho; o trabalho extraordinário vai ser mais mal pago; as novas leis de arrendamento facilitarão os despejos, etc., etc., etc…

Estas medidas, a juntar aos cortes nos apoios sociais, atingem centenas de milhares de pessoas: trabalhadores, desempregados, pensionistas, estudantes… Mas será que também irão cortar nos vencimentos de ministros, secretários de Estado e assessores? E nos magníficos ganhos dos gestores e directores das grandes empresas e bancos? E cortarão nas enormes pensões mensais vitalícias dos políticos que apenas trabalharam 8 ou 12 anos para as obterem? Será que vão afectar os 25 mais ricos de Portugal (como Américo Amorim, Soares dos Santos da Jerónimo Martins ou Belmiro de Azevedo da Sonae) que em 2010 aumentaram as suas fortunas em 17,8%, somando 17,4 mil milhões de euros, representando 10% do PIB?

Não! Sabemos que isso nunca irá acontecer. Pois a “crise” não é igual para todos. A maioria da população, sobretudo os pobres, sempre esteve em crise. Porque a “crise” verdadeira é a existência do actual sistema de Capitalismo e de Estado; porque para os governantes, gestores e patrões continuarem a enriquecer é preciso que haja muita miséria e desemprego para pressionar as pessoas a aceitar as mais miseráveis condições: os salários dos mais baixos da Europa, a pior segurança social, os inúmeros acidentes de trabalho, as longas jornadas de trabalho (às vezes 10, 12 e 14 horas por salários de 2,5 e 3€ por hora)…

Nada disto é novidade, só que está cada vez pior! Por isso não podemos confiar nos que só nos querem caçar o voto para comerem à mesa dos ricos e poderosos: nos partidos políticos e direcções sindicais, que apenas nos querem entreter com promessas ou então com protestozinhos bem-educados e serenos para engodar a malta e ir iludindo os que ainda acreditam que eles “representam o povo”...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

18 de Janeiro de 1934 – 18 de Janeiro de 2012 – Assinalar a memória histórica, tirar lições para a actualidade


Em 18 de Janeiro de 1934, os trabalhadores portugueses, organizados na antiga CGT - Confederação Geral do Trabalho (anarco-sindicalista) e noutras organizações , levantavam-se num movimento de resistência e protesto contra as novas leis do governo salazarista que pretendia proibir os sindicatos livres, obrigar os trabalhadores a entregarem os haveres das suas organizações ao Estado, proibir qualquer resistência dos trabalhadores contra a exploração capitalista, e obrigá-los a integrarem-se em ditos “sindicatos corporativos” controlados pelas autoridades salazaristas e pelo patronato.

Este movimento, derrotado apesar da atitude heróica dos trabalhadores, saldou-se em fuzilamentos sumários, numerosas prisões, na inauguração do campo de concentração do Tarrafal - onde morreram muitos dos combatentes mais decididos da classe operária - e no reforço da ditadura fascista, que duraria até ao 25 de Abril de 1974.

É para lembrar e honrar os nossos heróicos antepassados, trabalhadores libertários e revolucionários desses tempos (como Mário Castelhano, José Francisco, Acácio de Aquino e tantos outros) e para tirarmos algumas lições para os dias de hoje, que o SOV-Sindicato de Ofícios Vários do Porto, da AIT-SP (organização anarco-sindicalista portuguesa) e companheir@s do Espaço Musas, e da Terra Viva!AES , resolveram assinalar esta data com as seguintes realizações:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Solidariedade com os trabalhadores da EULEN-ABB de Córdova, em greve indefinida desde 28 de Novembro

Desde 28 de Novembro, os trabalhadores da empresa de trabalho temporário EULEN (Flexiplan, em Portugal) contratados pela empresa ABB, permanecem em greve e acampados à porta da fábrica. Estes trabalhadores lutam contra a substituição nos seus postos de trabalho, após a ABB ter decidido transferir o contrato de outsourcing com a empresa EULEN para a empresa EUROCEN, uma filial da ADECCO. Desta forma, a ABB pretende ver-se livre de trabalhadores incómodos, que durante dois anos não têm cessado de lutar pelos seus direitos.

Comunicado da CNT-AIT (Confederação Nacional do Trabalho, secção da AIT em Espanha):

A CNT de Córdova mantém há mais de 2 anos uma secção sindical organizada na empresa EULEN, especialmente activa no centro de trabalho da multinacional Asea Crown Bovery (ABB).

Estes companheiros lutam há mais de 2 anos pela melhoria das suas condições de trabalho, reivindicando sobretudo a aplicação do convénio colectivo a que têm direito e o reconhecimento da relação laboral que os une à empresa ABB.

Perante esta situação, a ABB decidiu não renovar o contrato da EULEN, recorrendo a uma nova empresa para cumprir as funções que até agora eram levadas a cabo pelos trabalhadores da EULEN. Esta empresa é a EUROCEN, uma filial do grupo ADECCO, especializada na subcontratação de processos de logística.

Face a tudo isto, os trabalhadores e a CNT convocaram uma greve por tempo indefinido, desde o dia 28 de Novembro, com o objectivo de pôr fim à situação de despedimento ilegal, assegurar a estabilidade do quadro e, em último caso, a passagem de todos os trabalhadores para a nova empresa contratada. Esta é uma luta dos trabalhadores pela manutenção dos seus trabalhos.

Acção de solidariedade contra o processo e a repressão sindical aos trabalhadores da COB/AIT em Araxá, Minas Gerais


No dia 20 de Dezembro último alguns membros do SOV da AIT-SP Porto concentram-se em frente ao Consulado do Brasil, no Porto, com uma faixa e procederam à distribuição de panfletos para denunciar a situação dos trabalhadores na empresa têxtil FF Mercantil, assim como o processo movido pela mesma contra companheiros da COB-AIT.

Mais informação sobre este caso:
http://ait-sp.blogspot.com/2011/12/contra-repressao-sindical-no-brasil.html

sábado, 24 de dezembro de 2011

Apelo urgente a protestos contra a "sexta-feira sangrenta" no Cazaquistão

No dia 16 de Dezembro de 2011, as autoridades do Cazaquistão dispararam contra uma concentração de trabalhadores da indústria petrolífera em greve em Zhanaozen (uma cidade do Cazaquistão Ocidental). A greve de cerca de 1500 trabalhadores, que reivindicam aumentos salariais e melhores condições de trabalho, começou em Maio, mas foi proibida. O campo petrolífero de Karazhanbas, onde o conflito rebentou, é explorado por uma empresa que pertence à China International Trust Investment Company e pela companhia cazaque KazMunayGaz.

A escala da repressão tem vindo a aumentar de forma constante: durante o conflito, centenas de trabalhadores foram despedidos; um activista sindical, Zhaksalyk Turbayev, foi assassinado por desconhecidos; foi incendiada a casa de outro activista, Aslambek Aydarbayev; e uma advogada sindical, Natália Sokolova, foi condenada a 6 anos de prisão por "incitar à discórdia social". Destacados sindicalistas como Akzhanat Aminov, Kuanysh Sisenbayev e mais de 30 outros activistas sindicais também foram presos e condenados.