(comunicado distribuido durante a manifestação de 21 de Janeiro de 2012)
O novo ano começa com mais e mais “medidas de austeridade”. Aumentaram as taxas moderadoras na saúde, a electricidade e os transportes; o IVA subiu em vários produtos e serviços; cortaram os subsídios de férias e de natal dos funcionários públicos… E agora vão cortar 4 feriados e 3 dias de férias; vai ser mais fácil e barato despedir; a aplicação do banco de horas alargará o horário de trabalho; o trabalho extraordinário vai ser mais mal pago; as novas leis de arrendamento facilitarão os despejos, etc., etc., etc…
Estas medidas, a juntar aos cortes nos apoios sociais, atingem centenas de milhares de pessoas: trabalhadores, desempregados, pensionistas, estudantes… Mas será que também irão cortar nos vencimentos de ministros, secretários de Estado e assessores? E nos magníficos ganhos dos gestores e directores das grandes empresas e bancos? E cortarão nas enormes pensões mensais vitalícias dos políticos que apenas trabalharam 8 ou 12 anos para as obterem? Será que vão afectar os 25 mais ricos de Portugal (como Américo Amorim, Soares dos Santos da Jerónimo Martins ou Belmiro de Azevedo da Sonae) que em 2010 aumentaram as suas fortunas em 17,8%, somando 17,4 mil milhões de euros, representando 10% do PIB?
Não! Sabemos que isso nunca irá acontecer. Pois a “crise” não é igual para todos. A maioria da população, sobretudo os pobres, sempre esteve em crise. Porque a “crise” verdadeira é a existência do actual sistema de Capitalismo e de Estado; porque para os governantes, gestores e patrões continuarem a enriquecer é preciso que haja muita miséria e desemprego para pressionar as pessoas a aceitar as mais miseráveis condições: os salários dos mais baixos da Europa, a pior segurança social, os inúmeros acidentes de trabalho, as longas jornadas de trabalho (às vezes 10, 12 e 14 horas por salários de 2,5 e 3€ por hora)…
Nada disto é novidade, só que está cada vez pior! Por isso não podemos confiar nos que só nos querem caçar o voto para comerem à mesa dos ricos e poderosos: nos partidos políticos e direcções sindicais, que apenas nos querem entreter com promessas ou então com protestozinhos bem-educados e serenos para engodar a malta e ir iludindo os que ainda acreditam que eles “representam o povo”...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
18 de Janeiro de 1934 – 18 de Janeiro de 2012 – Assinalar a memória histórica, tirar lições para a actualidade
Em 18 de Janeiro de 1934, os trabalhadores portugueses, organizados na antiga CGT - Confederação Geral do Trabalho (anarco-sindicalista) e noutras organizações , levantavam-se num movimento de resistência e protesto contra as novas leis do governo salazarista que pretendia proibir os sindicatos livres, obrigar os trabalhadores a entregarem os haveres das suas organizações ao Estado, proibir qualquer resistência dos trabalhadores contra a exploração capitalista, e obrigá-los a integrarem-se em ditos “sindicatos corporativos” controlados pelas autoridades salazaristas e pelo patronato.
Este movimento, derrotado apesar da atitude heróica dos trabalhadores, saldou-se em fuzilamentos sumários, numerosas prisões, na inauguração do campo de concentração do Tarrafal - onde morreram muitos dos combatentes mais decididos da classe operária - e no reforço da ditadura fascista, que duraria até ao 25 de Abril de 1974.
É para lembrar e honrar os nossos heróicos antepassados, trabalhadores libertários e revolucionários desses tempos (como Mário Castelhano, José Francisco, Acácio de Aquino e tantos outros) e para tirarmos algumas lições para os dias de hoje, que o SOV-Sindicato de Ofícios Vários do Porto, da AIT-SP (organização anarco-sindicalista portuguesa) e companheir@s do Espaço Musas, e da Terra Viva!AES , resolveram assinalar esta data com as seguintes realizações:
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Solidariedade com os trabalhadores da EULEN-ABB de Córdova, em greve indefinida desde 28 de Novembro
Desde 28 de Novembro, os trabalhadores da empresa de trabalho temporário EULEN (Flexiplan, em Portugal) contratados pela empresa ABB, permanecem em greve e acampados à porta da fábrica. Estes trabalhadores lutam contra a substituição nos seus postos de trabalho, após a ABB ter decidido transferir o contrato de outsourcing com a empresa EULEN para a empresa EUROCEN, uma filial da ADECCO. Desta forma, a ABB pretende ver-se livre de trabalhadores incómodos, que durante dois anos não têm cessado de lutar pelos seus direitos.
Comunicado da CNT-AIT (Confederação Nacional do Trabalho, secção da AIT em Espanha):
A CNT de Córdova mantém há mais de 2 anos uma secção sindical organizada na empresa EULEN, especialmente activa no centro de trabalho da multinacional Asea Crown Bovery (ABB).
Estes companheiros lutam há mais de 2 anos pela melhoria das suas condições de trabalho, reivindicando sobretudo a aplicação do convénio colectivo a que têm direito e o reconhecimento da relação laboral que os une à empresa ABB.
Perante esta situação, a ABB decidiu não renovar o contrato da EULEN, recorrendo a uma nova empresa para cumprir as funções que até agora eram levadas a cabo pelos trabalhadores da EULEN. Esta empresa é a EUROCEN, uma filial do grupo ADECCO, especializada na subcontratação de processos de logística.
Face a tudo isto, os trabalhadores e a CNT convocaram uma greve por tempo indefinido, desde o dia 28 de Novembro, com o objectivo de pôr fim à situação de despedimento ilegal, assegurar a estabilidade do quadro e, em último caso, a passagem de todos os trabalhadores para a nova empresa contratada. Esta é uma luta dos trabalhadores pela manutenção dos seus trabalhos.
Comunicado da CNT-AIT (Confederação Nacional do Trabalho, secção da AIT em Espanha):
A CNT de Córdova mantém há mais de 2 anos uma secção sindical organizada na empresa EULEN, especialmente activa no centro de trabalho da multinacional Asea Crown Bovery (ABB).Estes companheiros lutam há mais de 2 anos pela melhoria das suas condições de trabalho, reivindicando sobretudo a aplicação do convénio colectivo a que têm direito e o reconhecimento da relação laboral que os une à empresa ABB.
Perante esta situação, a ABB decidiu não renovar o contrato da EULEN, recorrendo a uma nova empresa para cumprir as funções que até agora eram levadas a cabo pelos trabalhadores da EULEN. Esta empresa é a EUROCEN, uma filial do grupo ADECCO, especializada na subcontratação de processos de logística.
Face a tudo isto, os trabalhadores e a CNT convocaram uma greve por tempo indefinido, desde o dia 28 de Novembro, com o objectivo de pôr fim à situação de despedimento ilegal, assegurar a estabilidade do quadro e, em último caso, a passagem de todos os trabalhadores para a nova empresa contratada. Esta é uma luta dos trabalhadores pela manutenção dos seus trabalhos.
Acção de solidariedade contra o processo e a repressão sindical aos trabalhadores da COB/AIT em Araxá, Minas Gerais
No dia 20 de Dezembro último alguns membros do SOV da AIT-SP Porto concentram-se em frente ao Consulado do Brasil, no Porto, com uma faixa e procederam à distribuição de panfletos para denunciar a situação dos trabalhadores na empresa têxtil FF Mercantil, assim como o processo movido pela mesma contra companheiros da COB-AIT.
Mais informação sobre este caso:
http://ait-sp.blogspot.com/2011/12/contra-repressao-sindical-no-brasil.html
sábado, 24 de dezembro de 2011
Apelo urgente a protestos contra a "sexta-feira sangrenta" no Cazaquistão
No dia 16 de Dezembro de 2011, as autoridades do Cazaquistão dispararam contra uma concentração de trabalhadores da indústria petrolífera em greve em Zhanaozen (uma cidade do Cazaquistão Ocidental). A greve de cerca de 1500 trabalhadores, que reivindicam aumentos salariais e melhores condições de trabalho, começou em Maio, mas foi proibida. O campo petrolífero de Karazhanbas, onde o conflito rebentou, é explorado por uma empresa que pertence à China International Trust Investment Company e pela companhia cazaque KazMunayGaz.
A escala da repressão tem vindo a aumentar de forma constante: durante o conflito, centenas de trabalhadores foram despedidos; um activista sindical, Zhaksalyk Turbayev, foi assassinado por desconhecidos; foi incendiada a casa de outro activista, Aslambek Aydarbayev; e uma advogada sindical, Natália Sokolova, foi condenada a 6 anos de prisão por "incitar à discórdia social". Destacados sindicalistas como Akzhanat Aminov, Kuanysh Sisenbayev e mais de 30 outros activistas sindicais também foram presos e condenados.
A escala da repressão tem vindo a aumentar de forma constante: durante o conflito, centenas de trabalhadores foram despedidos; um activista sindical, Zhaksalyk Turbayev, foi assassinado por desconhecidos; foi incendiada a casa de outro activista, Aslambek Aydarbayev; e uma advogada sindical, Natália Sokolova, foi condenada a 6 anos de prisão por "incitar à discórdia social". Destacados sindicalistas como Akzhanat Aminov, Kuanysh Sisenbayev e mais de 30 outros activistas sindicais também foram presos e condenados.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Contra a repressão sindical no Brasil! Boicote à Lotto e à Finta! Exigimos a readmissão do trabalhador Ícaro!
FF Mercantil, uma empresa de Araxá-Minas Gerais, responsável pelos produtos da marca brasileira FINTA e da marca italiana LOTTO, mantém os seus trabalhadores num regime de extremas condições precárias de trabalho e recorre a meios diversos para evitar que eles se organizem para combater a exploração de que são vítimas: os trabalhadores não recebem pagamento extra pelo facto de trabalhar em condições insalubres, estão expostos a calor excessivo, recebem menos que o salário mínimo e muitos deles são vítimas de humilhação, perseguição e chantagem.
No dia 22 de Março o trabalhador Ícaro Poletto, membro do Sindivários de Araxá que pertence à Federação de Trabalhadores de Minas Gerais (COB-AIT), foi despedido. Encontrava-se em luta com os seus companheiros pela exigência do cumprimento dos seus direitos. Os trabalhadores que não se submetam às ordens dos seus chefes continuam a ser alvo de repressão.
No dia 22 de Março o trabalhador Ícaro Poletto, membro do Sindivários de Araxá que pertence à Federação de Trabalhadores de Minas Gerais (COB-AIT), foi despedido. Encontrava-se em luta com os seus companheiros pela exigência do cumprimento dos seus direitos. Os trabalhadores que não se submetam às ordens dos seus chefes continuam a ser alvo de repressão.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Acerca da condenação de manifestantes detidos no dia da Greve Geral
Ao tomarmos conhecimento da condenação de duas das nove pessoas detidas durante a manifestação de 24 de Novembro em frente à Assembleia da República, não podemos deixar de expressar a nossa solidariedade com as mesmas. Não conhecemos nenhuma das pessoas detidas e julgadas, e ignoramos os pormenores do processo que o Estado engendrou contra as mesmas, mas entendemos que isso pouco importa, pois entendemos que no lugar dessas pessoas poderia estar qualquer um de nós, que participámos nas mobilizações e manifestações da Greve Geral. E compreendemos como é dura a experiência de ser aprisionado, julgado e condenado por lutar contra a injustiça e a exploração.
Assistimos, desde o dia da Greve Geral, a uma campanha mediática, lançada pelas autoridades policiais com a cumplicidade da “comunicação social”, que pretendeu retratar todos os manifestantes que transgrediram os limites legais impostos à contestação, no dia 24 de Novembro, como “perigosos radicais anarquistas”. Pretendeu-se com isto justificar a acção da polícia – particularmente a conduta de um agente à paisana filmado a espancar um manifestante detido –, deslegitimar e isolar qualquer forma de protesto fora do quadro legal e preparar o caminho para a repressão.
Certamente, as autoridades entenderão que podem facilmente alargar a repressão a que já vêm submetendo os anti-autoritários, nos últimos anos, a uma camada mais vasta de revoltados, bastando para tal atribuir-lhes o rótulo de “anarquistas” e, para reforçar, porque não, “violentos”, “perigosos”, “extremistas”, “radicais”, “cadastrados”… A verdade é que, neste campo, o da repressão policial contra a resistência à violência institucionalizada do Estado, desde que vimos a polícia a dispersar ao tiro uma manifestação anarquista no último 1º de Maio em Setúbal, podemos dizer que já pouco nos surpreende.
Assistimos, desde o dia da Greve Geral, a uma campanha mediática, lançada pelas autoridades policiais com a cumplicidade da “comunicação social”, que pretendeu retratar todos os manifestantes que transgrediram os limites legais impostos à contestação, no dia 24 de Novembro, como “perigosos radicais anarquistas”. Pretendeu-se com isto justificar a acção da polícia – particularmente a conduta de um agente à paisana filmado a espancar um manifestante detido –, deslegitimar e isolar qualquer forma de protesto fora do quadro legal e preparar o caminho para a repressão.
Certamente, as autoridades entenderão que podem facilmente alargar a repressão a que já vêm submetendo os anti-autoritários, nos últimos anos, a uma camada mais vasta de revoltados, bastando para tal atribuir-lhes o rótulo de “anarquistas” e, para reforçar, porque não, “violentos”, “perigosos”, “extremistas”, “radicais”, “cadastrados”… A verdade é que, neste campo, o da repressão policial contra a resistência à violência institucionalizada do Estado, desde que vimos a polícia a dispersar ao tiro uma manifestação anarquista no último 1º de Maio em Setúbal, podemos dizer que já pouco nos surpreende.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Comunicado do Grupo de Apoio Legal aos detidos durante a Greve Geral de 24 de Novembro
Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o "direito de resposta" para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.
Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:
I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.
II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente - veremos mesmo se não aprisionar - pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.
III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os "anarquistas" ou os "extremistas de esquerda" ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.
Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:
I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.
II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente - veremos mesmo se não aprisionar - pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.
III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os "anarquistas" ou os "extremistas de esquerda" ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Porque não há uma greve geral?
Todos sabemos que a greve geral marcada para 24 de Novembro não resultará numa paragem total da economia capitalista, numa verdadeira greve geral.
Mas também sabemos que isso não se deve à discordância da maioria dos trabalhadores com a necessidade de protestar ante as injustiças e a exploração de que são alvos ou com a greve como forma de luta.
Que trabalhador não acredita que é necessário lutar contra a situação de precariedade e miséria em que se encontra a maioria dos trabalhadores neste país, causando algum dano àqueles que são os seus principais responsáveis e beneficiários – a classe política e patronal?
Que trabalhador, a quem ainda reste um pouco de dignidade, não sente uma raiva a crescer-lhe nos dentes quando ouve os mesmos facínoras de sempre, com a barriga cheia de luxos e privilégios, a pedirem-lhe novos sacrifícios? Mas então, porque não há uma greve geral?
A resposta está no medo e no isolamento que nos foram impostos, o medo de sermos despedidos e de perdermos os poucos euros que nos dão ao fim do mês, impedem-nos de resistir, quando não nos levam mesmo a ver um inimigo, não naquele que nos explora, mas no colega que é explorado como nós. Sem termos nenhuma defesa face ao patrão, somos obrigados a aceitar todos os sacrifícios e humilhações. O isolamento reforça ainda mais o medo e impede-nos de procurar a nossa força na união com os nossos iguais, os demais explorados e humilhados.
Mas também sabemos que isso não se deve à discordância da maioria dos trabalhadores com a necessidade de protestar ante as injustiças e a exploração de que são alvos ou com a greve como forma de luta.
Que trabalhador não acredita que é necessário lutar contra a situação de precariedade e miséria em que se encontra a maioria dos trabalhadores neste país, causando algum dano àqueles que são os seus principais responsáveis e beneficiários – a classe política e patronal?
Que trabalhador, a quem ainda reste um pouco de dignidade, não sente uma raiva a crescer-lhe nos dentes quando ouve os mesmos facínoras de sempre, com a barriga cheia de luxos e privilégios, a pedirem-lhe novos sacrifícios? Mas então, porque não há uma greve geral?
A resposta está no medo e no isolamento que nos foram impostos, o medo de sermos despedidos e de perdermos os poucos euros que nos dão ao fim do mês, impedem-nos de resistir, quando não nos levam mesmo a ver um inimigo, não naquele que nos explora, mas no colega que é explorado como nós. Sem termos nenhuma defesa face ao patrão, somos obrigados a aceitar todos os sacrifícios e humilhações. O isolamento reforça ainda mais o medo e impede-nos de procurar a nossa força na união com os nossos iguais, os demais explorados e humilhados.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
AIT-SP - Porto - Conhece os teus direitos antes que tos tirem - workshops de organização no local de trabalho.
Trabalhador/a, ESTEJAS OU NÃO FILIADA/O NOUTRO SINDICATO, INSCREVE-TE E PARTICIPA GRATUÍTAMENTE NAS NOSSAS OFICINAS / WORKSHOPS – A COMEÇAREM EM DEZEMBRO 2011.
CONHECE OS TEUS DIREITOS ANTES QUE TOS TIREM... e LUTA POR ELES! – conhece os teus direitos laborais – salário mínimo, horário de trabalho, tipo de contractos, subsídios especiais, tempo e remuneração de férias, etc. – pós laboral, duração 1 h.30 min.
O QUE É O ANARCO-SINDICALISMO E A AIT-SP?... – origens e actualidade, quem pode e quem não pode fazer parte, princípios básicos, orgânica base, voluntariado e ausência de cargos pagos, autonomia-apoio mútuo-acção directa. - pós laboral, duração 1 h.30 min.
ORGANIZA-TE NO TEU LOCAL DE TRABALHO – como criares um grupo de luta/uma secção da AIT-SP na tua empresa, cuidados com a repressão patronal e das chefias, tácticas de luta anarco-sindicalista e sindicalista-revolucionária, conhece o teu patrão/gestor e as suas manhas, como descobrires e ligares-te aos companheiros com mais consciência de classe, como fazer um plano de luta, como criar redes de solidariedade… - um domingo ou um sábado, duração 6 h.30 min.
INSCRIÇÕES E ATENDIMENTOS
SEMANALMENTE, QUARTAS 18 - 20 HORAS, na nossa sede provisória, Rua dos Caldeireiros, 213, sala A – PORTO (à Cordoaria)
CONHECE OS TEUS DIREITOS ANTES QUE TOS TIREM... e LUTA POR ELES! – conhece os teus direitos laborais – salário mínimo, horário de trabalho, tipo de contractos, subsídios especiais, tempo e remuneração de férias, etc. – pós laboral, duração 1 h.30 min.
O QUE É O ANARCO-SINDICALISMO E A AIT-SP?... – origens e actualidade, quem pode e quem não pode fazer parte, princípios básicos, orgânica base, voluntariado e ausência de cargos pagos, autonomia-apoio mútuo-acção directa. - pós laboral, duração 1 h.30 min.
ORGANIZA-TE NO TEU LOCAL DE TRABALHO – como criares um grupo de luta/uma secção da AIT-SP na tua empresa, cuidados com a repressão patronal e das chefias, tácticas de luta anarco-sindicalista e sindicalista-revolucionária, conhece o teu patrão/gestor e as suas manhas, como descobrires e ligares-te aos companheiros com mais consciência de classe, como fazer um plano de luta, como criar redes de solidariedade… - um domingo ou um sábado, duração 6 h.30 min.
INSCRIÇÕES E ATENDIMENTOS
SEMANALMENTE, QUARTAS 18 - 20 HORAS, na nossa sede provisória, Rua dos Caldeireiros, 213, sala A – PORTO (à Cordoaria)
ABAIXO O "Plano Estratégico dos Transportes"! ABAIXO O ORÇAMENTO DOS GATUNOS!
TODO O APOIO À LUTA DOS TRABALHADORES DOS STCP!
PELOS DIREITOS DOS TRABALHADORES E DOS UTENTES!
O chamado actual "Plano Estratégico dos Transportes" é mais um assalto aos bolsos dos utentes e aos direitos dos trabalhadores dos transportes!
Já o plano da chamada "Nova Rede" dos STCP, durante o governo de Sócrates, veio piorar as condições de mobilidade dos utentes (alterando e eliminando linhas e carreiras, aumentando já então as tarifas -para benefício de um punhado de administradores cujo total de remunerações ascendia nessa altura a 425,9 mil Euros e, lembremos bem: NÃO PARA BENEFÍCIO DOS TRABALHADORES dos STCP e em geral, com os salários mais baixos da "União Europeia") e constituiu um autêntico atentado à vida da população do Porto metropolitano.
Este actual "Plano Estratégico", seguido aos últimos aumentos dos preços dos transportes em Agosto passado É PIOR! Mas é afinal apenas mais uma maneira de fazer o povo e os trabalhadores pagarem a "crise" que os banqueiros, os governos e os capitalistas em geral criaram – e que é próprio deste sistema de exploração chamado CAPITALISMO. Também é uma forma de o actual governo FORÇAR a PRIVATIZAÇÃO DOS TRANSPORTES e dos serviços públicos em geral, piorando nesse caso ainda mais as condições de transportes públicos e lançando mais trabalhadores no desemprego.
Frente aos aumentos dos tarifários, frente à ameaça de piorar as condições de trabalho e frente aos "cortes" em direitos conquistados ao longo dos anos pelas várias lutas dos trabalhadores, a UNIÃO DOS UTENTES DOS TRANSPORTES PÚBLICOS com OS TRABALHADORES deste sector é absolutamente necessária e URGENTE!
PELOS DIREITOS DOS TRABALHADORES E DOS UTENTES!
O chamado actual "Plano Estratégico dos Transportes" é mais um assalto aos bolsos dos utentes e aos direitos dos trabalhadores dos transportes!
Já o plano da chamada "Nova Rede" dos STCP, durante o governo de Sócrates, veio piorar as condições de mobilidade dos utentes (alterando e eliminando linhas e carreiras, aumentando já então as tarifas -para benefício de um punhado de administradores cujo total de remunerações ascendia nessa altura a 425,9 mil Euros e, lembremos bem: NÃO PARA BENEFÍCIO DOS TRABALHADORES dos STCP e em geral, com os salários mais baixos da "União Europeia") e constituiu um autêntico atentado à vida da população do Porto metropolitano.
Este actual "Plano Estratégico", seguido aos últimos aumentos dos preços dos transportes em Agosto passado É PIOR! Mas é afinal apenas mais uma maneira de fazer o povo e os trabalhadores pagarem a "crise" que os banqueiros, os governos e os capitalistas em geral criaram – e que é próprio deste sistema de exploração chamado CAPITALISMO. Também é uma forma de o actual governo FORÇAR a PRIVATIZAÇÃO DOS TRANSPORTES e dos serviços públicos em geral, piorando nesse caso ainda mais as condições de transportes públicos e lançando mais trabalhadores no desemprego.
Frente aos aumentos dos tarifários, frente à ameaça de piorar as condições de trabalho e frente aos "cortes" em direitos conquistados ao longo dos anos pelas várias lutas dos trabalhadores, a UNIÃO DOS UTENTES DOS TRANSPORTES PÚBLICOS com OS TRABALHADORES deste sector é absolutamente necessária e URGENTE!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
5 de Outubro - Percurso pedestre pela memória anarquista e social de Almada
10h00 - Percurso pedestre pela memória anarquista e social de Almada, seguido de piquenique (traz merenda!)
Ponto de encontro em Cacilhas, junto à saída do terminal fluvial
Ponto de encontro em Cacilhas, junto à saída do terminal fluvial
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Sabado, 1 de Outubro - Documentário "Cenas da luta de classes em Portugal", de Robert Kramer e Philip Spinelli
16h30 - Portugal: a revolução impossível?
Documentário "Cenas da luta de classes em Portugal", de Robert Kramer e Philip Spinelli, seguido de debate
20h00 - Jantar vegetariano
no Centro de Cultura Libertária - Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada
Documentário "Cenas da luta de classes em Portugal", de Robert Kramer e Philip Spinelli, seguido de debate
20h00 - Jantar vegetariano
no Centro de Cultura Libertária - Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Sábado, 24 de Setembro, no Centro de Cultura Libertaria - Acção anarco-sindicalista em Granada (Espanha)
16h30 - Acção anarco-sindicalista em Granada (Espanha), com a presença de membros do sindicato CNT (Confederación Nacional del Trabajo)
Apresentação dos conflitos laborais contra as empresas ASM e Hotel Vincci.
A ASM, empresa de transporte de mercadorias que obriga os trabalhadores a pagar do seu bolso um seguro para a mercadoria que transportam, a jornadas diárias de 10 ou mais horas, e reduziu os salários em 10%, despediu em 2010 o delegado sindical da CNT, ameaçando ainda os restantes trabalhadores com represálias. Após três meses de luta o companheiro foi readmitido.
http://asmdespideyexplota.blogspot.com/
A cadeia de Hotéis Vincci despediu Manuel Puente, que trabalhava há mais de sete anos no hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa após ter sofrido um acidente de trabalho. Este acidente provocou-lhe lesões físicas que o impedirão de trabalhar durante vários anos. Mantém-se ainda o conflito com a empresa.
http://www.vinccidespideyexplota.blogspot.com/
20h00 - Jantar vegetariano
no Centro de Cultura Libertária - Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada
Apresentação dos conflitos laborais contra as empresas ASM e Hotel Vincci.
A ASM, empresa de transporte de mercadorias que obriga os trabalhadores a pagar do seu bolso um seguro para a mercadoria que transportam, a jornadas diárias de 10 ou mais horas, e reduziu os salários em 10%, despediu em 2010 o delegado sindical da CNT, ameaçando ainda os restantes trabalhadores com represálias. Após três meses de luta o companheiro foi readmitido.
http://asmdespideyexplota.blogspot.com/
A cadeia de Hotéis Vincci despediu Manuel Puente, que trabalhava há mais de sete anos no hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa após ter sofrido um acidente de trabalho. Este acidente provocou-lhe lesões físicas que o impedirão de trabalhar durante vários anos. Mantém-se ainda o conflito com a empresa.
http://www.vinccidespideyexplota.blogspot.com/
20h00 - Jantar vegetariano
no Centro de Cultura Libertária - Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada
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