segunda-feira, 21 de março de 2011

Com o nosso sangue acumulam fortunas!

À memória de Carlos dos Santos - trabalhador morto na construção de um El Corte Inglés em Jaén - Espanha

Os companheiros do Sindicato de Ofícios Vários da CNT de Jaén (Espanha), realizaram hoje uma homenagem ao trabalhador português Carlos dos Santos, de 52 anos, que com outros portugueses trabalhava nas obras de construção do El Corte Inglés na cidade de Jaén e morreu na sequência de uma queda de dez metros de altura, depois de terem cedido os pilares que suportavam a plataforma onde se encontrava. Após vários dias no hospital, não resisitiu aos traumatismos e faleceu a 21 de Março de 2007.

domingo, 20 de março de 2011

Relato da Assembleia Popular do Porto realizada no dia 19/3

[texto retirado daqui]

Realizou-se ontem uma Assembleia Popular na Praça D.João I por iniciativa de vários colectivos da cidade do Porto que se identificam com os valores da liberdade, solidariedade, cooperação e emancipação social, que contou com a presença de meia centena de pessoas.
Depois de um momento inicial para explicar a génese e os objectivos da Assembleia, deu-se a palavra a todos os interessados - e foram muitos – que pretendessem apresentar os seus problemas ou fazer uma rápida abordagem de assuntos que considerassem relevantes para serem ali discutidos.

POVO "À RASCA"

Trabalhadoras/es empregad@s e desempregad@s, manuais ou intelectuais “à rasca”, novos e velhos “à rasca”:

Ponhamos nós “à rasca” todos os privilegiados, políticos e poderosos do Estado e do dinheiro…


REVOLTEMO-NOS CONTRA A MISÉRIA!

Exijamos a igualdade, o fim dos privilégios e mordomias de gestores e homens de Estado, o fim das misérias e dos “cortes” nos apoios sociais a desempregad@s, precári@s e reformad@s!

Recusemos os aumentos dos preços, os abusos patronais, os cortes nos salários, a redução de direitos sociais e laborais (que as direitas querem e os centros e esquerdas parlamentares consentem!...) E que todos os governos de ladrões promovem!

terça-feira, 15 de março de 2011

ASSEMBLEIA POPULAR - SÁBADO, 19 de Março - Pr. D. João I, Porto – 14h

O que é e para que serve?
É uma reunião pública e popular, geralmente num local aberto, onde as pessoas que o desejarem são convidadas a exprimir livremente e de forma organizada, as suas opiniões e ideias sobre uma situação ou questão de interesse geral ou a tomarem resoluções em comum, votando por maioria. Ao contrário de um parlamento ou assembleia estatal, aqui as pessoas participam directamente na resolução de problemas comuns em vez de elegerem “representantes” para o fazer por elas. Se escolherem alguém eleito nestas assembleias para alguma tarefa especial, esse alguém pode ser revogável a qualquer momento por nova assembleia, se não cumpriu, por qualquer razão o que se comprometeu perante o povo.
Tais assembleias funcionam pois em DEMOCRACIA DIRECTA, propondo e votando coisas a fazer - sobretudo- e não, em regra, pessoas para decidirem pelas outras o que fazer.

segunda-feira, 14 de março de 2011

AIT-SP nos protestos de 12 de Março

A Secção Portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores marcou a sua presença, juntamente com outros militantes libertários, nos protestos de 12 de Março contra a precariedade laboral.
 
No Porto e em Lisboa, marcámos presença com as nossas faixas, bandeiras, comunicados e palavras de ordem.
Em Lisboa foi distribuído um comunicado com o título "A precariedade é o estado normal das nossas vidas sob o domínio do Estado e do Capital".
No Porto, no final da manifestação, realizou-se uma assembleia popular com a presença de duas centenas de pessoas na Praça D. João I. Para o próximo sábado, dia 19 de Março, os libertários do Porto convocaram uma nova assembleia popular.

domingo, 13 de março de 2011

A precariedade é o estado normal das nossas vidas sob o domínio do Estado e do Capital

Todos sabemos que a precariedade laboral, o desemprego e os salários de miséria não são um problema só dos jovens licenciados, mas da grande maioria dos trabalhadores. Portanto, reivindicar trabalho estável e salários dignos apenas para quem é jovem e tem formação universitária não poderá passar de uma piada de mau-gosto.

Quando falamos de precariedade estamos a falar de grande maioria da população: trabalhadores contratados ou não, desempregados, reformados, jovens à procura de um modo de vida e sem-abrigo, sejam eles portugueses ou imigrantes.

A percentagem de trabalhadores precarizados pode ser estimada entre 40 e 50% da população total, se contarmos com os trabalhadores “contratados” através de empresas de trabalho temporário, os desempregados, os sub-empregados (trabalho parcial), os que estão sujeitos a formas encapotadas de desemprego (“empregados” em acções de formação, com reformas antecipadas, vítimas de rescisões por “acordo mútuo”, etc.) e ainda os chamados trabalhadores ilegais. Segundo dados oficiais, mais de um terço dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal recebiam em 2010 menos de 600 euros mensais, não chegando o salário médio aos 800 euros.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Organiza-te e luta contra toda a repressão e exploração!

Os trabalhadores  da Tunísia confrontaram a velha ditadura e, agora, trabalhadores, desempregados e estudantes confrontam o regime de Mubarak. Os trabalhadores do Egipto e da Tunísia são uma inspiração para o movimento mundial da classe trabalhadora!

Eles estão a demonstrar, uma vez mais, o poder das pessoas comuns para mudarem as coisas pelas suas próprias forças. A Associação Internacional dos Trabalhadores, através do seu Secretariado, condena fortemente toda a repressão contra os manifestantes!

Não temos ilusões sobre aos políticos que agora lutam entre si para se tornarem nos novos líderes do Egipto. Eles hão-de utilizar os trabalhadores como carne para canhão na sua aposta para se verem livres de Mubarak mas, uma vez no poder, os mesmos líderes hão-de fazer uso das forças de repressão, o Estado, o Exército, e a Polícia, para restaurarem a ordem e tornarem o Egipto, uma vez mais, seguro para o lucro capitalista.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Novo protesto em frente ao Hotel Vincci de Lisboa

Na tarde de 29 de Janeiro, a AIT-Secção Portuguesa realizou um novo protesto em frente ao Hotel Vincci na Baixa de Lisboa. Nesta segunda concentração em solidariedade com o companheiro Manuel Puente, da CNT-AIT Granada (Espanha), que foi despedido pelo Hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa, após ter sofrido um acidente laboral, voltou a exibir-se uma faixa e um cartaz que informava sobre a situação e distribuíram-se vários comunicados a quem por ali passava, incluindo clientes e trabalhadores do hotel.

A certa altura, uma pessoa que se pensa estar ligada à gerência do hotel (o que não foi possível confirmar), tentou em vão intimidar as pessoas presentes, alegando que não era permitido permanecerem em frente ao hotel, mas não houve depois qualquer incidente.

Após duas horas de concentração frente ao hotel Vincci, distribuíram-se os restantes comunicados numa rua ali próxima.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Protesto em frente ao Hotel Vincci de Lisboa



 No dia 15 de Janeiro, a AIT-Secção Portuguesa realizou uma concentração de solidariedade em frente ao Hotel Vincci da Baixa de Lisboa (a única unidade desta cadeia de hotéis em Portugal). Durante cerca de uma hora foram distribuídos comunicados a trabalhadores e clientes do hotel, assim como aos transeuntes. Exibiu-se uma faixa e um cartaz onde se lia, respectivamente, “Face à exploração laboral não cruzes os braços! Organiza-te e luta!” e “Hotel Vincci-Granada explora e despede vítima de acidente laboral! Readmissão Manuel Puente!”.


Esta acção respondeu a um apelo do sindicato CNT-AIT de Granada (Espanha) para a realização de concentrações no dia 15 de Janeiro em frente a hotéis da cadeia Vincci, em solidariedade com o seu membro Manuel Puente, que foi despedido pelo Hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa, após ter sofrido um acidente laboral. Esta cadeia de hotéis tem unidades sobretudo em Espanha, mas também na Tunísia, Estados Unidos e Portugal.

Texto do comunicado distribuido: 
http://ait-sp.blogspot.com/2011/01/o-hotel-vincci-explora-e-despede.html

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Hotel Vincci explora e despede!


Solidariedade com Manuel Puente, vítima de acidente laboral e despedido pelo Hotel Vincci de Granada (Espanha)

Esta cadeia de hóteis possui um hotel na Baixa de Lisboa (Rua do Comércio, nº 32 a 38)

A cadeia de hotéis Vincci despediu Manuel Puente, membro do sindicato CNT – Confederación Nacional del Trabajo (secção da AIT em Espanha) que trabalhava há mais de sete anos no hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa após ter sofrido um acidente de trabalho. Este acidente provocou-lhe lesões físicas que o impedirão de trabalhar durante vários anos.

A prática laboral desta cadeia de hotéis destaca-se pelos despedimentos premeditados nos últimos meses, pelo recurso reiterado a empresas de trabalho temporário em detrimento do emprego fixo e pelo incumprimento sistemático do acordo colectivo do sector. Mas destaca-se fundamentalmente pelos níveis cada vez maiores de exploração exercida sobre os trabalhadores, que se vêem obrigados a trabalhar horas extraordinárias, em funções diferentes daquelas para que foram contratados e sujeitos a todo o tipo de agressões contra os direitos mais básicos de qualquer trabalhador.

Por isso, solidarizamo-nos com o companheiro Manuel Puente e com o sindicato CNT de Granada, que vêm denunciando e lutando contra este despedimento, que não é um caso isolado no quadro da exploração a que se encontram submetidos os trabalhadores. Neste dia, juntamo-nos às acções de protesto realizadas simultaneamente em hotéis da cadeia Vincci por toda a Península Ibérica.

Sabemos que a exploração e os atropelos à dignidade dos trabalhadores são comuns na indústria hoteleira e apelamos à auto-organização, união e solidariedade entre os trabalhadores - de todos os sectores e situações -, única forma de fazer frente aos desmandos dos patrões.


Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

aitport@yahoo.com
http://ait-sp.blogspot.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um relato sobre Greve Geral de 24 de Novembro: Acções da AIT-SP em Lisboa e no Porto

Esta foi a primeira greve geral convocada conjuntamente pela CGTP e pela UGT nos últimos 22 anos e isto, por si só, deveria lançar alguma luz sobre a situação social neste país. De facto, a conflitualidade social em Portugal é bastante baixa e o número de greves tem vindo mesmo a descer nos últimos 30 anos, apesar da degradação da situação da classe trabalhadora. As taxas de sindicalização também tendem a baixar, dado que as duas principais centrais sindicais portuguesas, controladas por partidos políticos, servem mais para tranquilizar e conter os conflitos do que para lutar contra a exploração, e isto não tem passado despercebido.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cimeira da NATO em Lisboa: Nas vésperas da Greve Geral, o terror do Estado impôs-se sobre o protesto autónomo

A Cimeira da NATO, realizada nos dias 19 e 20 de Novembro em Lisboa, poucos dias antes da Greve Geral de 24 de Novembro, foi objecto de um conjunto de acções e manifestações de protesto, contra os quais foi mobilizado um conjunto inédito de meios policiais. A contestação contra a NATO e a guerra ficou claramente marcada pela divisão entre o protesto “autorizado” e “não autorizado” e pela separação preventiva entre meios de protesto ditos “violentos” e “não-violentos”.

Para além do conjunto de acções e pequenas manifestações que decorreram sobretudo entre o dia 18 e o dia 21, destacamos dois protestos que tiveram lugar no dia 20.
Um destes protestos foi a acção levada a cabo na manhã de dia 20 nas imediações do Parque das Nações, na qual várias dezenas de activistas bloquearam durante algum tempo, com os próprios corpos, uma das vias de acesso ao local de realização da cimeira. Em resultado desta acção foram detidas 42 pessoas, que foram levadas para o tribunal de alta-segurança de Monsanto, situado num local isolado e afastado do centro de Lisboa, onde permaneceram largas horas sem direito a falarem com um advogado.

Outro protesto, que destacamos, foi a manifestação realizada durante a tarde na Avenida da Liberdade, no centro de Lisboa, na qual terão participado cerca de 30 mil pessoas. Esta manifestação, “autorizada”, foi convocada pela plataforma “Paz Sim, NATO Não”, composta por cerca de 100 organizações com predominância do Partido Comunista Português e de sindicatos da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses). Para o mesmo local e hora foi lançada uma convocatória da Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN), responsável pela organização, entre outras iniciativas, de uma contra-cimeira no Liceu Camões. As cerca de 500 pessoas que acudiram a esta convocatória, “não autorizada”, foram tratadas pelas autoridades e pelo serviço de ordem da manifestação “autorizada” como um perigo público, isoladas do resto da manifestação e cercadas por três linhas de polícias do Corpo de Intervenção, que impediram, ao longo do percurso, que qualquer pessoa entrasse ou saísse do quadrado a que estavam confinadas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Àcerca do "Ano Europeu contra a Pobreza"

CONTRA AS DESIGUALDADES SOCIAIS CONTRA O CAPITALISMO E O ESTADO – RESISTAMOS!!!
                            
Assinalou-se hipocritamente o ano de 2010 como “ano europeu de combate  à pobreza  e à exclusão social”... Dever-se- ia antes assinalá-lo como ano do AUMENTO das DESIGUALDADES, do AUMENTO DA DOMINAÇÃO, DA MENTIRA E  DA EXPLORAÇÃO DAS PESSOAS E DO PLANETA – factores ESSES que geram a pobreza!… Falamos da gritante desigualdade entre uma minoria de privilegiados e a imensa maioria dos pobres ou em vias de pobreza. Falamos das desigualdades entre países ricos e países pobres  – por exemplo, os do hemisfério Sul – MAS, SOBRETUDO, falamos das desigualdades  em TODOS os países e Estados, entre a elite de privilegiados e os próprios povos, a quem as “ajudas económicas” dos “grandes” (FMI, BANCO MUNDIAL, etc.) nunca chegam – embora cheguem sempre os efeitos  das dívidas que os próprios governos fazem recair sobre o “seu” povo… Falamos, enfim,  de todas as relações de DOMINAÇÃO entre governantes e governad@s, e de EXPLORAÇÃO desenfreada, tanto das pessoas como do planeta Terra, por uma minoria de gestores e políticos no topo das máquinas financeiras, das grandes empresas multinacionais e dos aparelhos de Estado…
                                                         
 Os mesmos que nos enchem os ouvidos com discursos de “paz social”, "concertação”, “consenso” e “coesão social” tentam convencer a opinião pública de que tudo isso é possível com as actuais gritantes DESIGUALDADES SOCIAIS… Deveremos então entender esses apelos à “coesão social” como apelos ao SILÊNCIO, à MORDAÇA, à DOMESTICAÇÃO e ao CONFORMISMO com as desigualdades, de todos aqueles que mais sentem  e ressentem  as “crises” dos tempos presentes (reajam já contra elas ou ainda não)… Tais  apelos, vindos dos poderes, equivalem à “PAX” do  Império Romano, a “paz” imposta à custa da espada e do chicote sobre @s dominad@s…
  

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Proposta Anarco-Sindicalista – Apresentação de programa e proposta de organização local e regional

Texto para debate alargado proposto pelo Núcleo do Porto da AIT-Secção Portuguesa.


1. DO TEXTO DE APRESENTAÇÃO DO DEBATE NAS “JORNADAS ANARQUISTAS E ANARCOSINDICALISTAS” Porto - Out.2010
“A quant@s vêem no Anarquismo e no Anarco-sindicalismo umas relíquias inúteis do passado, a realidade actual (…) desmente essa visão redutora e falsa(...) . Os inúmeros “sites” e publicações libertárias, a recente vitória laboral e judicial da FAU (secção alemã da A.I.T anarco-sindicalista) em Berlim, o avanço e alargamento da actividade da CNT anarco-sindicalista e das juventudes anarquistas (FIJA) no território do Estado espanhol, a implantação das organizações específicas anarquistas em lutas populares na América latina e em África, as Feiras do Livro e Medias anarquistas (Galiza, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Sérvia, Portugal …), com a divulgação de centenas de publicações, entre tantas outras actividades e lutas, fazem hoje do Anarquismo (nota: o SOCIAL e não o meramente “filosófico“ou “existencial”) e da sua expressão laboral, o ANARCOSINDICALISMO, algo mais do que apenas um “morto recalcitrante” como desejariam os seus detractores.”