terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Organiza-te e luta contra toda a repressão e exploração!

Os trabalhadores  da Tunísia confrontaram a velha ditadura e, agora, trabalhadores, desempregados e estudantes confrontam o regime de Mubarak. Os trabalhadores do Egipto e da Tunísia são uma inspiração para o movimento mundial da classe trabalhadora!

Eles estão a demonstrar, uma vez mais, o poder das pessoas comuns para mudarem as coisas pelas suas próprias forças. A Associação Internacional dos Trabalhadores, através do seu Secretariado, condena fortemente toda a repressão contra os manifestantes!

Não temos ilusões sobre aos políticos que agora lutam entre si para se tornarem nos novos líderes do Egipto. Eles hão-de utilizar os trabalhadores como carne para canhão na sua aposta para se verem livres de Mubarak mas, uma vez no poder, os mesmos líderes hão-de fazer uso das forças de repressão, o Estado, o Exército, e a Polícia, para restaurarem a ordem e tornarem o Egipto, uma vez mais, seguro para o lucro capitalista.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Novo protesto em frente ao Hotel Vincci de Lisboa

Na tarde de 29 de Janeiro, a AIT-Secção Portuguesa realizou um novo protesto em frente ao Hotel Vincci na Baixa de Lisboa. Nesta segunda concentração em solidariedade com o companheiro Manuel Puente, da CNT-AIT Granada (Espanha), que foi despedido pelo Hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa, após ter sofrido um acidente laboral, voltou a exibir-se uma faixa e um cartaz que informava sobre a situação e distribuíram-se vários comunicados a quem por ali passava, incluindo clientes e trabalhadores do hotel.

A certa altura, uma pessoa que se pensa estar ligada à gerência do hotel (o que não foi possível confirmar), tentou em vão intimidar as pessoas presentes, alegando que não era permitido permanecerem em frente ao hotel, mas não houve depois qualquer incidente.

Após duas horas de concentração frente ao hotel Vincci, distribuíram-se os restantes comunicados numa rua ali próxima.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Protesto em frente ao Hotel Vincci de Lisboa



 No dia 15 de Janeiro, a AIT-Secção Portuguesa realizou uma concentração de solidariedade em frente ao Hotel Vincci da Baixa de Lisboa (a única unidade desta cadeia de hotéis em Portugal). Durante cerca de uma hora foram distribuídos comunicados a trabalhadores e clientes do hotel, assim como aos transeuntes. Exibiu-se uma faixa e um cartaz onde se lia, respectivamente, “Face à exploração laboral não cruzes os braços! Organiza-te e luta!” e “Hotel Vincci-Granada explora e despede vítima de acidente laboral! Readmissão Manuel Puente!”.


Esta acção respondeu a um apelo do sindicato CNT-AIT de Granada (Espanha) para a realização de concentrações no dia 15 de Janeiro em frente a hotéis da cadeia Vincci, em solidariedade com o seu membro Manuel Puente, que foi despedido pelo Hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa, após ter sofrido um acidente laboral. Esta cadeia de hotéis tem unidades sobretudo em Espanha, mas também na Tunísia, Estados Unidos e Portugal.

Texto do comunicado distribuido: 
http://ait-sp.blogspot.com/2011/01/o-hotel-vincci-explora-e-despede.html

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Hotel Vincci explora e despede!


Solidariedade com Manuel Puente, vítima de acidente laboral e despedido pelo Hotel Vincci de Granada (Espanha)

Esta cadeia de hóteis possui um hotel na Baixa de Lisboa (Rua do Comércio, nº 32 a 38)

A cadeia de hotéis Vincci despediu Manuel Puente, membro do sindicato CNT – Confederación Nacional del Trabajo (secção da AIT em Espanha) que trabalhava há mais de sete anos no hotel Vincci de Granada, quando se encontrava de baixa após ter sofrido um acidente de trabalho. Este acidente provocou-lhe lesões físicas que o impedirão de trabalhar durante vários anos.

A prática laboral desta cadeia de hotéis destaca-se pelos despedimentos premeditados nos últimos meses, pelo recurso reiterado a empresas de trabalho temporário em detrimento do emprego fixo e pelo incumprimento sistemático do acordo colectivo do sector. Mas destaca-se fundamentalmente pelos níveis cada vez maiores de exploração exercida sobre os trabalhadores, que se vêem obrigados a trabalhar horas extraordinárias, em funções diferentes daquelas para que foram contratados e sujeitos a todo o tipo de agressões contra os direitos mais básicos de qualquer trabalhador.

Por isso, solidarizamo-nos com o companheiro Manuel Puente e com o sindicato CNT de Granada, que vêm denunciando e lutando contra este despedimento, que não é um caso isolado no quadro da exploração a que se encontram submetidos os trabalhadores. Neste dia, juntamo-nos às acções de protesto realizadas simultaneamente em hotéis da cadeia Vincci por toda a Península Ibérica.

Sabemos que a exploração e os atropelos à dignidade dos trabalhadores são comuns na indústria hoteleira e apelamos à auto-organização, união e solidariedade entre os trabalhadores - de todos os sectores e situações -, única forma de fazer frente aos desmandos dos patrões.


Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa

aitport@yahoo.com
http://ait-sp.blogspot.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um relato sobre Greve Geral de 24 de Novembro: Acções da AIT-SP em Lisboa e no Porto

Esta foi a primeira greve geral convocada conjuntamente pela CGTP e pela UGT nos últimos 22 anos e isto, por si só, deveria lançar alguma luz sobre a situação social neste país. De facto, a conflitualidade social em Portugal é bastante baixa e o número de greves tem vindo mesmo a descer nos últimos 30 anos, apesar da degradação da situação da classe trabalhadora. As taxas de sindicalização também tendem a baixar, dado que as duas principais centrais sindicais portuguesas, controladas por partidos políticos, servem mais para tranquilizar e conter os conflitos do que para lutar contra a exploração, e isto não tem passado despercebido.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cimeira da NATO em Lisboa: Nas vésperas da Greve Geral, o terror do Estado impôs-se sobre o protesto autónomo

A Cimeira da NATO, realizada nos dias 19 e 20 de Novembro em Lisboa, poucos dias antes da Greve Geral de 24 de Novembro, foi objecto de um conjunto de acções e manifestações de protesto, contra os quais foi mobilizado um conjunto inédito de meios policiais. A contestação contra a NATO e a guerra ficou claramente marcada pela divisão entre o protesto “autorizado” e “não autorizado” e pela separação preventiva entre meios de protesto ditos “violentos” e “não-violentos”.

Para além do conjunto de acções e pequenas manifestações que decorreram sobretudo entre o dia 18 e o dia 21, destacamos dois protestos que tiveram lugar no dia 20.
Um destes protestos foi a acção levada a cabo na manhã de dia 20 nas imediações do Parque das Nações, na qual várias dezenas de activistas bloquearam durante algum tempo, com os próprios corpos, uma das vias de acesso ao local de realização da cimeira. Em resultado desta acção foram detidas 42 pessoas, que foram levadas para o tribunal de alta-segurança de Monsanto, situado num local isolado e afastado do centro de Lisboa, onde permaneceram largas horas sem direito a falarem com um advogado.

Outro protesto, que destacamos, foi a manifestação realizada durante a tarde na Avenida da Liberdade, no centro de Lisboa, na qual terão participado cerca de 30 mil pessoas. Esta manifestação, “autorizada”, foi convocada pela plataforma “Paz Sim, NATO Não”, composta por cerca de 100 organizações com predominância do Partido Comunista Português e de sindicatos da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses). Para o mesmo local e hora foi lançada uma convocatória da Plataforma Anti-Guerra Anti-NATO (PAGAN), responsável pela organização, entre outras iniciativas, de uma contra-cimeira no Liceu Camões. As cerca de 500 pessoas que acudiram a esta convocatória, “não autorizada”, foram tratadas pelas autoridades e pelo serviço de ordem da manifestação “autorizada” como um perigo público, isoladas do resto da manifestação e cercadas por três linhas de polícias do Corpo de Intervenção, que impediram, ao longo do percurso, que qualquer pessoa entrasse ou saísse do quadrado a que estavam confinadas.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Àcerca do "Ano Europeu contra a Pobreza"

CONTRA AS DESIGUALDADES SOCIAIS CONTRA O CAPITALISMO E O ESTADO – RESISTAMOS!!!
                            
Assinalou-se hipocritamente o ano de 2010 como “ano europeu de combate  à pobreza  e à exclusão social”... Dever-se- ia antes assinalá-lo como ano do AUMENTO das DESIGUALDADES, do AUMENTO DA DOMINAÇÃO, DA MENTIRA E  DA EXPLORAÇÃO DAS PESSOAS E DO PLANETA – factores ESSES que geram a pobreza!… Falamos da gritante desigualdade entre uma minoria de privilegiados e a imensa maioria dos pobres ou em vias de pobreza. Falamos das desigualdades entre países ricos e países pobres  – por exemplo, os do hemisfério Sul – MAS, SOBRETUDO, falamos das desigualdades  em TODOS os países e Estados, entre a elite de privilegiados e os próprios povos, a quem as “ajudas económicas” dos “grandes” (FMI, BANCO MUNDIAL, etc.) nunca chegam – embora cheguem sempre os efeitos  das dívidas que os próprios governos fazem recair sobre o “seu” povo… Falamos, enfim,  de todas as relações de DOMINAÇÃO entre governantes e governad@s, e de EXPLORAÇÃO desenfreada, tanto das pessoas como do planeta Terra, por uma minoria de gestores e políticos no topo das máquinas financeiras, das grandes empresas multinacionais e dos aparelhos de Estado…
                                                         
 Os mesmos que nos enchem os ouvidos com discursos de “paz social”, "concertação”, “consenso” e “coesão social” tentam convencer a opinião pública de que tudo isso é possível com as actuais gritantes DESIGUALDADES SOCIAIS… Deveremos então entender esses apelos à “coesão social” como apelos ao SILÊNCIO, à MORDAÇA, à DOMESTICAÇÃO e ao CONFORMISMO com as desigualdades, de todos aqueles que mais sentem  e ressentem  as “crises” dos tempos presentes (reajam já contra elas ou ainda não)… Tais  apelos, vindos dos poderes, equivalem à “PAX” do  Império Romano, a “paz” imposta à custa da espada e do chicote sobre @s dominad@s…
  

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Proposta Anarco-Sindicalista – Apresentação de programa e proposta de organização local e regional

Texto para debate alargado proposto pelo Núcleo do Porto da AIT-Secção Portuguesa.


1. DO TEXTO DE APRESENTAÇÃO DO DEBATE NAS “JORNADAS ANARQUISTAS E ANARCOSINDICALISTAS” Porto - Out.2010
“A quant@s vêem no Anarquismo e no Anarco-sindicalismo umas relíquias inúteis do passado, a realidade actual (…) desmente essa visão redutora e falsa(...) . Os inúmeros “sites” e publicações libertárias, a recente vitória laboral e judicial da FAU (secção alemã da A.I.T anarco-sindicalista) em Berlim, o avanço e alargamento da actividade da CNT anarco-sindicalista e das juventudes anarquistas (FIJA) no território do Estado espanhol, a implantação das organizações específicas anarquistas em lutas populares na América latina e em África, as Feiras do Livro e Medias anarquistas (Galiza, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Sérvia, Portugal …), com a divulgação de centenas de publicações, entre tantas outras actividades e lutas, fazem hoje do Anarquismo (nota: o SOCIAL e não o meramente “filosófico“ou “existencial”) e da sua expressão laboral, o ANARCOSINDICALISMO, algo mais do que apenas um “morto recalcitrante” como desejariam os seus detractores.”

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Porque não há uma greve geral?

Todos sabemos que a greve geral marcada para o dia 24 de Novembro não resultará numa paragem total da economia capitalista, ou seja, numa verdadeira greve geral. Mas também sabemos que isso não se deve à discordância da maioria dos trabalhadores com a necessidade de protestar ante as injustiças e a exploração de que são alvos ou com a greve como forma de luta.

Que trabalhador, a quem ainda reste um pouco de dignidade, não acredita que é necessário protestar contra a situação de precariedade e miséria a que se encontra submetida a maioria dos trabalhadores neste país, causando algum dano àqueles que são os seus principais responsáveis e beneficiários – a classe política e patronal?

Que trabalhador, a quem ainda reste um pouco de dignidade, não sente uma raiva a crescer-lhe nos dentes quando ouve os mesmos facínoras de sempre, com a barriga cheia de luxos e privilégios, a pedirem-lhe nova dose de sacríficios?

Mas então, porque não há uma greve geral?


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

[França] Informe de membros da CNT-AIT sobre as manifestações contra os planos de Sarkozy

[Informe escrito em 19/10/2010 por membros de Paris da CNT-AIT, secção da AIT em França, sobre as recentes mobilizações populares. A tradução é da Agência de Notícias Anarquistas do Brasil]

A situação na França está subindo de temperatura:

Por um lado, os jovens alunos estão participando efetivamente da luta. O governo teme que essa situação possa levar a um "cenário grego". Em 2006, a luta dos estudantes contra a "reforma do CPE" conseguiu derrubar uma lei que tinha sido aprovada.

A juventude francesa, que está sob repressão policial constante, expressa agora a sua raiva contra o sistema e especialmente contra a polícia. Houve alguns confrontos muito duros contra os agentes antidistúrbios nas cidades mais populares, nos subúrbios ao redor de Paris, mas também em cidades de toda a França.

Num primeiro momento, o governo criticou os jovens por serem manipulados e disseram que o lugar deles era na sala de aula, não na rua. Mas como o governo aprovou uma lei anos atrás que estabelecia que os adolescentes podiam ser penalmente responsáveis pelos seus atos, a juventude respondeu que se eles tinham idade suficiente para ir para a cadeia com 13 anos, também podiam discutir política e se manifestar nas ruas.
Agora o governo está tentando incitar o medo dos "jovens delinqüentes" que participam do movimento apenas para quebrar tudo e pela violência. Mas, na realidade, esses argumentos não funcionam muito bem (até agora) e as pessoas continuam apoiando o movimento.

Ademais, os trabalhadores em determinados setores estratégicos, como transportes, portos e transportes de combustível, essencialmente, mantém sua greve e até mesmo aumentaram o seu nível de luta.

Pelo menos dois terços dos depósitos de combustíveis foram deixados vazios (em parte pelo bloqueio, em parte porque as pessoas estavam com medo da escassez e correram para as bombas de gasolina... este sentimento irracional de pânico foi uma grande ajuda para os grevistas pela confusão que foi criada).

A rede de abastecimento esteve prestes a entrar em colapso. Isso levaria a um colapso total da economia, assim o próprio presidente decidiu hoje enviar o exército e a polícia para interromper o bloqueio. Os trabalhadores decidiram evitar o confronto e continuar a luta por outros meios.

Além disso, vemos o início da auto-organização em algumas áreas e cidades. Mesmo que isso ainda não tenha um caráter massivo pode ter um impacto significativo no movimento geral.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Porto: SEF não prova acusação a activistas

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artigo retirado de: http://pt.indymedia.org/conteudo/editorial/2461

AACILUS; CNLI; ESSALAM – Associação de Imigrantes Magrebinos e de Amizade Luso – Árabe; Espaço MUSAS; SOS Racismo; TERRA VIVA!/Terra Vivente AES foram as seis associações que subscreveram o comunicado de Imprensa que em Junho de 2006 atribuía responsabilidade moral aos serviços do Porto do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) pelo suicídio do imigrante paquistanês Ahmed Hussein. Na sequência dessas notícias (1 e 2), o SEF processou quatro dessas associações AACILUS; ESSALAM; Espaço MUSAS; e TERRA VIVA. Em julgamento estiveram representantes destas quatro associações. De fora ficaram, por razões que ficam por explicar, SOS Racismo e CNLI.

O processo arrastou-se. A primeira audiência foi marcada para Dezembro 2008, mas foi adiada por ausência do país de um dos arguidos. Em Janeiro seguinte, veio a público que o processo tinha transitado para as Varas Criminais.

A primeira sessão, no Tribunal do Bolhão, no Porto, realizou-se quase dois anos depois, em 15 de Setembro passado, na qual foram ouvidas duas testemunhas de acusação e adiada a sessão para duas semanas depois, por falta da terceira testemunha do SEF, elemento da instituição a gozar licença sem vencimento, algures no estrangeiro.

A testemunha de acusação também não compareceu no dia 30 e as testemunhas de defesa foram prescindidas. A promotora pública tomou posse da palavra: apesar de considerar que as acusações aos serviços do Porto do SEF, subscritas em comunicado de imprensa pelas associações arguidas, podiam, pelo seu carácter genérico, denegrir a imagem daquela instituição, afirmou não haver matéria suficiente para formalizar culpa.

À defesa, constituída por três advogados, coube pedir por justiça. Dois em jeito um tanto tímido, outro muito destemido: “Este é um caso em que há o puro arbítrio de uma instituição que se melindra. As pessoas melindram-se por tudo e por nada. Estamos num tempo em que há democracia mas não há democracia nenhuma. Este é um processo absurdo do ponto de vista social”. Frisou ainda que os quatro arguidos foram, durante quatro anos e meio, e sem formalização de culpa, sujeitos a medidas de coação, nomeadamente a termo de residência.

A leitura da sentença ficou então marcada para dia 6, mas só veio a concretizar-se dia 8 de Outubro. A absolvição já era esperada.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

À RUA! À LUTA! BASTA DE ENGANOS! BASTA DE EXPLORAÇÃO!


29   DE   SETEMBRO  (QUARTA)  - PORTO

-ENCONTRO  DE  LIBERTÁRI@s  - 14:30
- NO CENTRO DO JARDIM  DA CORDOARIA
  
-CONCENTRAÇÃO E MANIFESTAÇÃO UNITÁRIA - 15:00 - na Praça dos Leões


UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHE$ A “CRISE”!!!

 - Frente aos diversos cortes nos apoios sociais aos mais carenciados entre nós  (desempregados, reformados, sem-abrigo, etc…), que o actual governo vem fazendo;

 - Frente às condições miseráveis de trabalho impostas  pelo  patronato  e pelo governo (baixos salários, desprezo pelas contratações colectivas, horários de trabalho mais longos, sonegação de direitos conquistados por lutas de várias gerações de  trabalhadores (o limite das 8 horas diárias, uma bandeira de luta levantada pelos anarco-sindicalistas da UON - União Operária Nacional - e antiga CGT portuguesa, há mais de  100 anos, são um exemplo);

- Frente a outras “medidas” com as quais, à escala nacional e internacional,  o Capital e os seus amigalhaços do alto dos Estados, tentam fazer os trabalhadores e os povos, pagar a “crise”  - que a azelhice e a gula de lucros fáceis de capitalistas, gestores e políticos,  sempre cria e criou  - as JORNADAS DE LUTA E GREVES DA PRÓXIMA QUARTA–FEIRA, 29 DE SETEMBRO, que estão anunciadas à escala europeia, SÃO MAIS QUE JUSTIFICADAS!... SOBRETUDO AQUI -  ONDE TEMOS AS PIORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E SOCIAIS DA EUROPA OCIDENTAL !

É IMPORTANTE QUE NINGUÉM FIQUE EM CASA, QUE @S MAIS ATINGID@S PELA “CRISE” SE JUNTEM E FAÇAM TAMBÉM OUVIR A SUA VOZ !
… Até porque, “ainda a procissão vai no adro” e, para “poupar” mais uns milhões, os do Poder se preparam para EXECUTAR AINDA MAIS CORTES nos apoios sociais e NOS DIREITOS D@S TRABALHADORAS/ES!... Mas não, isso nunca - “jamais”! - nos “ordenados” chorudos de ministros, secretários de Estado e outros cargos políticos, nem nos de administradores bancários e de outras grandes empresas!...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Jornadas Anarquistas e Anarco-Sindicalistas – Porto - 15 a 17 Outubro 2010


+ 1ª Circular (em PDF)
+ Textos para introdução aos temas dos debates (em PDF)


PROGRAMA

15 Outubro (sexta-feira)

- 19.00h - ABERTURA: Boas-vindas aos colectivos e pessoas participantes -Apresentação dos objectivos das Jornadas - Informações adicionais sobre logística (espaços para bancas informativas, refeições, dormidas, etc.)

- 19.30h - DEBATE: “RAÍZES  E LEGADO DO ANARQUISMO E ANARCO-SINDICALISMO EM PORTUGAL – UON , CGT, UAP, FARP, etc…”

- 20.30h - JANTAR

- 21.30h - vídeo “Memória Subversiva” (de J. Tavares) seguido de DEBATE: “ACTUALIDADE DO ANARQUISMO E DO ANARCO-SINDICALISMO: PRESERVAR AS RAÍZES – AGARRAR O PRESENTE”

16 Outubro (sábado)

- 10.00h - TRILHA PEDESTRE DA MEMÓRIA LIBERTÁRIA DO PORTO

- 12.30h – ALMOÇO

- 14.30h - DEBATE: “A REVOLUÇÃO SOCIAL COMO PROCESSO (Experiências históricas, reflexões, vídeos, textos, etc.)”

- 16.00h - Pausa p/ café

- 16.15h - DEBATE: “OS MOVIMENTOS SOCIAIS E @S ANARQUISTAS EM PORTUGAL HOJE – possíveis estratégias de ligação aos meios laborais e populares”

- 18.30h - DEBATE E EXPERIMENTAÇÕES: “ANIMAÇÃO ANARQUISTA -  RECUPERAÇÃO DAS “VELADAS SOCIAIS”, TEATRO INVISÍVEL, CANTO E ANIMAÇÃO DE RUA, etc.”

- 20.00h - JANTAR

- 21.00h - vídeo “THE TAKE” (ocupação de fábricas e autogestão na Argentina) seguida de DEBATE: “AUTOGESTÃO E COOPERATIVISMO em contexto capitalista” – com alguma informação também sobre a discussão deste tema na última  Conferência da AIT/IWA, em León, organizada pela CNT-E, em Agosto.

17 Outubro (domingo)

- 10.00h – vídeo “ARTE E ANARQUIA” seguido de DEBATE: “ARTE/S E COMPROMETIMENTO SOCIAL REVOLUCIONÁRIO D@S ARTISTAS”
                                                 
- 11.30h - DEBATE: “EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E PEDAGOGIA ANARQUISTA – contributos recentes sobre o tema” (experiências educativas formais e informais: círculos de estudos, universidades populares, proj. REGRALL, grupos escolares, etc…)

- 13.00h - Almoço

- 14.30h - “OS CEM ANOS DA CNT em Espanha e no Mundo” - apresentação de vídeos, depoimentos de companheir@s da CNT, etc.
DEBATE: “ANARQUISMO E ANARCO-SINDICALISMO - COMPLEMENTARIEDADE OU OPOSIÇÃO?”

- 18.00h - Espaço exclusivo para a EXPOSIÇÃO E DIVULGAÇÃO DE “MEDIAS “(SITES, PUBLICAÇÕES, EDITORAS) sobre ANARQUISMO E ANARCOSINDICALISMO (c/intercâmbio e apresentações informais - iniciativas e projectos) - poderá funcionar em simultâneo com a realização das jornadas ou em horário especial

- 19.30 - JANTAR CONJUNTO DE DESPEDIDA, CONVÍVIO INFORMAL, TROCA DE CONTACTOS, ETC.


Organização da iniciativa:

AIT - Secção Portuguesa | SOV.AIT-SP – Porto | CESL (Círculo de Estudos Sociais Libertários) - Porto + outros colectivos e indivíduos libertários