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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Feira do Livro Anarquista de Compostela (Galiza)
A CNT de Compostela organiza a Primeira Feira do Livro Anarquista de Compostela. Diferentes editoras livres e anarquistas do Estado Português e Espanhol estarão presentes com suas bancas de venda durante os dias 9 a 11 de Setembro. O evento terá lugar na Casa das Asociacións do bairro de Conxo, e contará con diversas actividades paralelas e complementárias.
A quinta 9 de Setembro terá lugar a inauguração da Feira, às 16:30 horas. A continuação as bancas estarão disponíveis para o público. ÀS 19:30 terá lugar a primeira palestra da feira: Felix Rodrigo Mora disertará sobre Crise e utopia no século XXI.
A quinta 9 de Setembro terá lugar a inauguração da Feira, às 16:30 horas. A continuação as bancas estarão disponíveis para o público. ÀS 19:30 terá lugar a primeira palestra da feira: Felix Rodrigo Mora disertará sobre Crise e utopia no século XXI.
Na sexta 10 de Setembro Xabier VAlle oferecerá uma palestra, tambem às 19:30, sob o título Cem imagens para um centenário. CNT 1910 - 2010, no que falará dos cem anos de história da organização anarco-sindical em base a cem imagens.
O sábado 11 de Setembro terá lugar, às 19:30, uma mesa redonda na que participarão várias das editoras presentes na feira (Aldarull, FAL, La Felguera e Estaleiro) em base ao tema Edição à margem. Finalmente, o encerramento da feira terá lugar às 21:30.
Acompanhando à feira, poderá ser visitada em qualquer momento uma interessante exposição intitulada Dinamite cerebral. O livro anarquista na Galiza (1837 - 1974), preparada pelo historiador e militante libertário Eliseo Fernández.
Aliás, durante a feira suceder-se-ão diversas apresentações das novidades editoriais das editoras presentes na feira, actos que serão anunciados neste web durante a semana.
O horário da feira será o que segue:
Quinta: 16:30 - 21-30.
Sexta e Sábado: 9 - 14; 16:30 - 21-30.
Se alguma editora tem interesse em participar da feira, e não foi contatada pela CNT, pode fazé-lo nos vindouros dias ligando para o telefone 981 590 910 ou no correio-e compostela@cntgaliza.org
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Acerca da “caça às bruxas” anti-anarquista levada a cabo pela imprensa portuguesa
A maioria dos jornais da chamada “grande imprensa” desinforma, intoxica… Transforma-se em arauta do imobilismo, da acriticidade, do conformismo estupidificante, e é geradora de espíritos medrosos e estéreis, avessos à indignação e à revolta que tanta falta fazem neste país, como no Mundo inteiro!
Comunicado da AIT – Secção Portuguesa à opinião pública
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Conferência da AIT em León (Espanha)
Realizou-se nos dias 13, 14 e 15 de Agosto a Conferência da Associação Internacional dos Trabalhadores sobre “Precariedade, Autogestão e Cooperativas”. A Conferência teve como anfitriã a secção espanhola CNT, realizando-se no IX Acampamento da CNT em La Vecilla, León. Reproduzimos, em seguida, um largo excerto do informe da delegação da secção britânica Solidarity Federation acerca dos trabalhos da conferência.
Participaram cerca de 100 pessoas no acampamento e 60 na conferência. Estiveram representadas 10 secções: a CNT-F (França), a FAU (Alemanha), a Priama Akcia (Eslováquia), a ZSP (Polónia), a Solidarity Federation (Grã-Bretanha), a AIT-Secção Portuguesa, a USI (Itália), a KRAS (Rússia), a NSF (Noruega) e, claro, a CNT-E (Espanha). Também compareceram organizações convidadas: a MASA da Croácia e dois delegados do jornal peruano “Humanidad” que, no entanto, só chegaram várias horas após o encerramento da conferência devido a problemas com os vistos.
Na primeira parte da conferência, foram dados informes acerca da situação em cada país. Demonstrou-se particularmente interessante a experiência da ZSP polaca, que em três anos aumentou a sua afiliação para 50 membros, estando envolvida num grande número de lutas.
No seu informe, a secção russa KRAS descreveu as terríveis condições vividas pelos imigrantes ilegais que trabalham na construção civil na Rússia. As suas vidas são constantemente postas em risco pelos ataques da polícia e dos nazis, e quando se tentam organizar para lutar enfrentam ainda o risco da deportação e da violência das máfias.
A segunda parte da conferência foi dedicada a conflitos específicos nos quais as secções têm estado envolvidas. A CNT-F de Pau descreveu o seu trabalho de organização através de ‘comités’, grupos criados fora do sindicato de forma a envolver outros trabalhadores militantes que possuíam uma profunda desconfiança face aos sindicatos, extendida, de início, à própria CNT-F. A sua acção mais inspiradora foi a ocupação de uma autoridade estatal do trabalho levada a cabo pelo comité de desempregados. Esta acção envolveu algumas mães de família, que recorreram à acção directa pela primeira vez nas suas vidas, e que se demonstraram as mais militantes – permanecendo até serem retiradas pela polícia. Alguns dos membros mais activos destes comités acabaram por se juntar à CNT-F à medida que as lutas particulares foram acalmando.
A ZSP também deu conta do seu trabalho com um trabalhador polaco emigrado que, após ter sido colocado por uma empresa de trabalho temporário num trabalho sem condições de segurança num estaleiro na Holanda, acabou por ficar com uma conta de hospital de 2.000 euros para pagar e teve de pagar do próprio bolso as despesas de viagem. Não teve direito a seguro nem a formação e não sabia sequer o nome do estaleiro onde esteve a trabalhar. Utilizando métodos argutos, a ZSP conseguiu localizar o estaleiro e organizou acções na Polónia e na Holanda juntamente com um grupo holandês (Grupo Anarquista de Amesterdão – AGA), conseguindo não só que o trabalhador recebesse o dinheiro devido como também a melhoria das condições para os futuros trabalhadores.
O informe da CNT-E sobre a luta na Ryanair destacou os problemas enfrentados pelos activistas sindicais. Neste caso, um militante da CNT foi despedido após se ter recusado a assinar um documento em que se dissociava do sindicato. Apesar de a CNT ter obtido do tribunal uma sentença a favor da readmissão do trabalhador, isto levou a um debate dentro do sindicato sobre legalismo, acção directa e como se organizar contra multinacionais poderosas, que também se reflectiu na discussão subsequente. Dois membros da FAU do cinema Babylon em Berlim também forneceram uma actualização acerca deste conflito, após a proibição do tribunal que pesava sobre as actividades sindicais da FAU ter sido revogada.
Participaram cerca de 100 pessoas no acampamento e 60 na conferência. Estiveram representadas 10 secções: a CNT-F (França), a FAU (Alemanha), a Priama Akcia (Eslováquia), a ZSP (Polónia), a Solidarity Federation (Grã-Bretanha), a AIT-Secção Portuguesa, a USI (Itália), a KRAS (Rússia), a NSF (Noruega) e, claro, a CNT-E (Espanha). Também compareceram organizações convidadas: a MASA da Croácia e dois delegados do jornal peruano “Humanidad” que, no entanto, só chegaram várias horas após o encerramento da conferência devido a problemas com os vistos.
Na primeira parte da conferência, foram dados informes acerca da situação em cada país. Demonstrou-se particularmente interessante a experiência da ZSP polaca, que em três anos aumentou a sua afiliação para 50 membros, estando envolvida num grande número de lutas.
No seu informe, a secção russa KRAS descreveu as terríveis condições vividas pelos imigrantes ilegais que trabalham na construção civil na Rússia. As suas vidas são constantemente postas em risco pelos ataques da polícia e dos nazis, e quando se tentam organizar para lutar enfrentam ainda o risco da deportação e da violência das máfias.
A segunda parte da conferência foi dedicada a conflitos específicos nos quais as secções têm estado envolvidas. A CNT-F de Pau descreveu o seu trabalho de organização através de ‘comités’, grupos criados fora do sindicato de forma a envolver outros trabalhadores militantes que possuíam uma profunda desconfiança face aos sindicatos, extendida, de início, à própria CNT-F. A sua acção mais inspiradora foi a ocupação de uma autoridade estatal do trabalho levada a cabo pelo comité de desempregados. Esta acção envolveu algumas mães de família, que recorreram à acção directa pela primeira vez nas suas vidas, e que se demonstraram as mais militantes – permanecendo até serem retiradas pela polícia. Alguns dos membros mais activos destes comités acabaram por se juntar à CNT-F à medida que as lutas particulares foram acalmando.
A ZSP também deu conta do seu trabalho com um trabalhador polaco emigrado que, após ter sido colocado por uma empresa de trabalho temporário num trabalho sem condições de segurança num estaleiro na Holanda, acabou por ficar com uma conta de hospital de 2.000 euros para pagar e teve de pagar do próprio bolso as despesas de viagem. Não teve direito a seguro nem a formação e não sabia sequer o nome do estaleiro onde esteve a trabalhar. Utilizando métodos argutos, a ZSP conseguiu localizar o estaleiro e organizou acções na Polónia e na Holanda juntamente com um grupo holandês (Grupo Anarquista de Amesterdão – AGA), conseguindo não só que o trabalhador recebesse o dinheiro devido como também a melhoria das condições para os futuros trabalhadores.
O informe da CNT-E sobre a luta na Ryanair destacou os problemas enfrentados pelos activistas sindicais. Neste caso, um militante da CNT foi despedido após se ter recusado a assinar um documento em que se dissociava do sindicato. Apesar de a CNT ter obtido do tribunal uma sentença a favor da readmissão do trabalhador, isto levou a um debate dentro do sindicato sobre legalismo, acção directa e como se organizar contra multinacionais poderosas, que também se reflectiu na discussão subsequente. Dois membros da FAU do cinema Babylon em Berlim também forneceram uma actualização acerca deste conflito, após a proibição do tribunal que pesava sobre as actividades sindicais da FAU ter sido revogada.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Novo período negro de miséria… E tu?... - Aceita-lo?!...
O governo anunciou, no passado domingo, 1 de Agosto, a entrada em vigor de vários cortes nos apoios sociais até aqui existentes.
Esses cortes atingem centenas de milhares de pessoas: trabalhadores de baixos rendimentos, desempregad@s, famílias com crianças, doentes e idosos a cargo e, em geral, todos os sectores mais carenciados da população.
Com tais medidas o governo pretende “poupar”cerca de 10% de tudo aquilo que ainda pretende “poupar” nos próximos tempos…
E como vai fazer para a “poupança” dos restantes 90% de “dinheiros públicos”que faltam?!... Será que vai cortar nos altos vencimentos de ministros, secretários de Estado, acessores e outros altos funcionários da administração pública central e local?... Será que vai cortar sobretudo nos fabulosos ganhos dos gestores e directores das grandes empresas e instituições bancárias?… Se tivermos em conta que têm sido e continuam a ser @s mais pobres, @s mais fragilizad@s, @s que têm menores rendimentos, a quem o governo tem ido buscar as suas “poupanças”, bem podemos substituir a palavra “poupança” por simples “ladroança”!
A partir de agora, pela mão do governo e com aplausos de todos os que o apoiam (ou dos que se lhe opõem apenas porque os querem vir a substituir na roubalheira…), famílias de desempregad@s, precári@s, inválid@s, reformad@s e outras pessoas até aqui apoiadas pela dita “Segurança Social” - por necessidade extrema, para poderem sobreviver – irão dormir para as ruas e irão engrossar as filas d@s que esperam comida nas carrinhas e refeitórios caritativos. Porque a dita “Segurança Social” diz…”não ter dinheiro”…
O QUE FAZER ENTÃO?...
Decerto que importa denunciar a hipocrisia e o cinismo – que não podiam ser maiores! – dos discursos eleitorais e das “lágrimas de crocodilo” de governantes e responsáveis de “fogos de vista” – como a comemoração do “ano europeu de combate à pobreza e exclusão social”…
Decerto que é legítimo indignar-se pela perversidade e sadismo dos governantes – que vêm agora retirar apoios sociais antes disponíveis para @s mais necessitad@s, e que continuam a afirmar-se pelo “estado previdência”!...
É - e será sempre - legítimo denunciar a cobardia, a mentira, a prepotência, a imoralidade e a injustiça dos que se julgam eternamente impunes no alto dos seus previlégios e que têm o desplante de tentar roubar o direito à vida precisamente aos sectores mais fragilizados da população, que pensam não lhes poder fazer frente – porque dependentes de uma assistência que não liberta mas condiciona e subjuga e de um Estado que ao menor sobressalto vomita “políticas sociais” desnorteadas, acreditando ser eterno e intocável…
Mas, denunciar e indignar-se à mesa do café ou em privado em casa já não basta!
Organizar-se, sair à rua, ocupar e boicotar os espaços de mentira e de “roubo social”, mostrar a nossa revolta não só é absolutamente necessário como urgente!
Apelamos a tod@s @s atingid@s por estas medidas a que se não deixem amedrontar – isso é o que os “cães grandes” querem ! – e às outras, sensíveis a este actual flagelo ( anti-)social e verdadeiramente solidárias, a que se comprometam com as causas d@s desempregad@s, precári@s, sem-abrigo e de tod@s @s “excluíd@s” em geral de forma a organizarmo-nos em grupos de acção solidária popular, que dinamizem assembleias populares nos meios de maior pobreza e desemprego – assembleias livres, funcionando em democracia directa, onde tod@ e qualquer afectad@ pelos problemas actuais – ou com ela/es solidári@ - possa ter a palavra, para ajudar a promover e organizar a contestação, a recusa e o boicote – pelos meios que cada assembleia local decidir serem os mais eficazes – de forma a travarmos estes autênticos roubos oficiais.
BASTA! NÃO AO CONFORMISMO ! NÃO Á MISÉRIA! NÃO AO ROUBO SOCIAL!
CHEGA DE REPRESENTANTES E REPRESENTAÇÕES ! ACÇÃO DIRECTA POPULAR!
PORTO, 3 DE AGOSTO DE 2010
Comunicado conjunto de:
- Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es – Secção Portuguesa - Núcleo Porto (sovaitporto@gmail.com) SOV-Sindicato de Ofícios Vários – Porto - 967684816
- MPDP - Movimento Popular de Desempregad@s e Precári@s – PORTO (mpdp.porto@gmail.com)
________________________________________________________________________
”ÀQUELE QUE TE ROUBA UM PÃO, CHAMAS LADRÃO… MAS NÃO SALTAS AO PESCOÇO DO TEU LADRÃO QUE NUNCA TEVE FOME…” - B. BRECHT
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A FAU-Berlim ganha o recurso em tribunal da sentença que a tinha proibido de se autodenominar sindicato!
A FAU-Berlim ganha o recurso em tribunal da sentença que a tinha proibido de se autodenominar sindicato!
(mas continua a lutar pela obtenção duma efectiva liberdade sindical para os trabalhadores na Alemanha)
No dia 10 de Junho, o tribunal de apelação de Berlim revogou a sentença anteriormente emitida pelo tribunal de 1ª instância da mesma cidade, que proibia a FAU-Berlim de se autodenominar sindicato.
Esta tentativa de limitar a acção da FAU-Berlim enquanto sindicato teve origem no papel desempenhado por esta no conflito que opôs, desde Junho de 2009, os trabalhadores do cinema Babylon, o único semi-privado de Berlim, aos seus patrões. Desde essa altura que lutam por um contrato colectivo de trabalho – recebem salários de miséria e não vêem os seus direitos laborais serem respeitados, nomeadamente o pagamento dos dias de falta por doença e dos dias de férias.
De facto, a FAU-Berlim utilizou, nesse conflito, os métodos e meios de acção próprios do anarco-sindicalismo, ao basear toda a sua actividade nas próprias opiniões dos trabalhadores, que participavam directamente nas decisões, e ao utilizar, por exemplo, o boicote do cinema como meio de luta. Isto tornou-se inaceitável, quer para os partidos políticos do governo de Berlim, quer para o sindicato VER.di (sindicato alemão filiado na central sindical DGB – Confederação de Sindicatos Alemães, de tendência centralista e estatal), e, com a sua ajuda, o cinema Babylon conseguiu obter uma primeira decisão judicial proibindo a FAU de se autodenominar sindicato.
De facto, a FAU-Berlim utilizou, nesse conflito, os métodos e meios de acção próprios do anarco-sindicalismo, ao basear toda a sua actividade nas próprias opiniões dos trabalhadores, que participavam directamente nas decisões, e ao utilizar, por exemplo, o boicote do cinema como meio de luta. Isto tornou-se inaceitável, quer para os partidos políticos do governo de Berlim, quer para o sindicato VER.di (sindicato alemão filiado na central sindical DGB – Confederação de Sindicatos Alemães, de tendência centralista e estatal), e, com a sua ajuda, o cinema Babylon conseguiu obter uma primeira decisão judicial proibindo a FAU de se autodenominar sindicato.
domingo, 18 de julho de 2010
Julgamento dos 11 acusados do 25 de Abril de 2007 termina com absolvição geral
No dia 14 de Julho, no 1º Juízo Criminal de Lisboa, situado no Campus de Justiça do Parque das Nações, deu-se a leitura do veredicto do julgamento contra os 11 detidos aquando da repressão policial sobre a manifestação anti-autoritária contra o fascismo e o capitalismo de 25 de Abril de 2007. Todos os arguidos foram absolvidos, uma vez que o Juiz considerou não existirem provas dos factos de que eram acusados.
Esta foi a decisão esperada, uma vez que as declarações das testemunhas da acusação – sobretudo polícias do Corpo de Intervenção – se revelaram repletas de contradições e por vezes quase anedóticas. Já na sessão de 5 de Julho – data das alegações finais do Procurador do Ministério Público e dos advogados de defesa – o Procurador teve de reconhecer a não existência de provas suficientes para condenar os arguidos. Começou as suas alegações afirmando que não existiu nenhuma motivação política por detrás deste julgamento – obviamente incomodado com os protestos contra o mesmo – mas tão só a punição de delitos comuns. Justificou a actuação da polícia como “necessária”, apesar de “musculada”, tendo criado uma dinâmica própria em virtude da qual se tornou difícil descobrir quem fez o quê e aonde.
Estamos obviamente muito contentes com este desfecho, mas não podemos deixar de condenar este processo como mais uma demonstração de como funciona a “justiça” do Estado, justificando a autoridade do Estado e garantindo a impunidade dos seus mercenários até ao fim, mesmo quando se tornou óbvio que estes tiveram uma actuação brutal e injustificada contra os manifestantes. Podemos observar paralelos entre a actuação da polícia nesta situação e muitos casos recentes de repressão e brutalidade policial não só em manifestações, mas sobretudo em bairros pobres, demonstrando que o braço “musculado” do Estado se está cada vez mais a revelar como fundamental para o funcionamento de um sistema social e económico baseado sobre a desigualdade, a opressão e a exploração.
Mais informação sobre este caso:
+ http://ait-sp.blogspot.com/search/label/julgamento%2025%20Abril%202007
sábado, 17 de julho de 2010
Acção de despejo do Centro de Cultura Libertária: Novo julgamento
Comunicado do Centro de Cultura Libertária acerca do resultado do recurso sobre a ordem de despejo deste ateneu anarquista situado em Almada:No último dia 7 de Julho recebemos a resposta por parte do Tribunal da Relação de Lisboa ao recurso interposto pelo CCL relativamente à acção de despejo movida pelo seu senhorio. A decisão foi-nos favorável: anulou o primeiro julgamento e determinou a realização de um novo julgamento no Tribunal de Almada. A anulação teve por base contradições nos factos considerados provados no primeiro julgamento.
Continuamos com a mesma vontade de manter o nosso espaço pelo que tentaremos preparar o melhor que pudermos a nossa defesa para o julgamento que se realizará nos próximos meses. Desta forma vamos ser obrigados a suportar novas despesas com o advogado, que vão muito para além das capacidades de um ateneu que se mantém apenas devido às contribuições dos seus sócios e amigos.
Não fosse o apoio recebido por tantas pessoas que se solidarizaram contra a acção de despejo do CCL, há muito que tínhamos perdido este espaço. Devido a esta mesma ajuda, já temos a maior parte do dinheiro necessário, faltando-nos cerca de 800 euros para custear a nossa defesa legal.
Centro de Cultura Libertária
11 de Julho de 2010
Contacto:
E-mail: ateneu2000@yahoo.com
Correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal
Dados da conta bancária do CCL, para donativos:
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
Para transferências em Portugal:
NIB: 003501790000215493029
Para transferências do estrangeiro:
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Os seis anarquistas de Belgrado foram absolvidos!
No dia 16 de Junho, no Palácio de Justiça de Belgrado, os “Seis de Belgrado” foram absolvidos de todas as acusações. O juiz Gerasimovic afirmou que a decisão do tribunal não teve motivação política, baseando-se no facto de não existirem provas para sustentar as acusações contra os nossos companheiros.
Após nove meses desde o início deste processo, durante cinco dos quais permaneceram detidos sob condições terríveis, os nossos companheiros sérvios vêem-se finalmente livres das garras do sistema judicial.
Relembramos que existem ainda dois processos pendentes, relacionados com este caso: um contra o companheiro croata Davor Bilic, a quem as autoridades sérvias apreenderam o passaporte impedindo-o de abandonar a Sérvia, e outro contra três companheiros de Vrsac. Tanto Davor como os companheiros de Vrsac são acusados do crime de “obstrução à justiça”, o primeiro por mostrar um cartaz com a frase “Anarquismo não é terrorismo” na sessão do julgamento de 17 de Fevereiro, e os segundos por colarem cartazes na sua cidade exigindo a libertação dos “Seis de Belgrado”.
Artigo redigido segundo informaçãos da ASI (Iniciativa Anarco-Sindicalista), secção sérvia da AIT
Mais informação sobre este caso:
+ Liberdade para os Anarco-Sindicalistas Sérvios+ Os "6 de Belgrado" são formalmente acusados! Agora mais do que nunca: solidariedade!
+ Começou o julgamento dos anarquistas de Belgrado. Os seis companheiros foram libertados!
+ Resumo e actualização do caso dos 6 de Belgrado
terça-feira, 13 de julho de 2010
UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES “A CRISE”!!!
A “CRISE” TEM AS COSTAS LARGAS…!
O dito Plano de Estabilidade e Crescimento (do governo!), foi a forma que ele e os grandes capitalistas encontraram para fazerem, como sempre, o povo pagar as azelhices económicas e políticas deles, a dita “crise”. Até aqui nada de novo!!
Mas a maioria da população, jovens e velhos, com e sem trabalho, nas zonas mais degradadas e bairros sociais, sempre estiveram em “crise”… Porque A CRISE verdadeira é a existência do actual sistema de CAPITALISMO e de ESTADO que, para que governantes, políticos, gestores e patrões continuem a enriquecer, precisa que haja muita miséria e desemprego para pressionar os que ainda trabalham a aceitar as mais miseráveis condições: os SALÁRIOS MAIS BAIXOS DA EUROPA, a pior SEGURANÇA SOCIAL, a criminosa “SEGURANÇA” no trabalho, as longas jornadas de trabalho (às vezes 10, 12 e 14 horas por salários de 2,5 e 3 E. por hora), etc, etc. Nada disto é novidade só que NUNCA ESTEVE TÃO MAU! Perante isto, que fazem os partidos políticos e as direcções dos sindicatos a eles ligados?
Os da “direita”, onde surgem novos chefes “iluminados” a mexer-se nos bastidores , dão graxa ao governo e querem ajudá-lo a fazer os mais pobres pagar e salvar os “coitadinhos” dos gestores dos bancos e respectivas famílias políticas. Os da “esquerda” pretendem ajudar os governantes e os seus amigos capitalistas a evitar uma revolta popular como na Grécia e organizam uns protestozinhos bem-educados e “serenos” para engodar a malta e ir entretendo os que ainda acreditam que eles “representam o povo”... Pretendem com isso, além de vir a ganhar mais uns votinhos, ser os “salvadores da pátria” e da “economia nacional”…
MAS A “ECONOMIA NACIONAL” É DE QUEM?... Durante anos temos visto os gestores das grandes empresas engordar as suas contas, adquirir carros cada vez mais caros, fazer brilhar os seus lindos cartões de crédito, encerrando empresas – da têxtil, no Vale do Ave, por exemplo - e estabelecerem eles os seus próprios ordenados, de dezenas de milhar de euros por mês, à custa da miséria que pagam a quem trabalha… Essa “Economia Nacional”portanto é A DELES e dos políticos corruptos que os protegem. A NOSSA são os baixos salários, a precariedade laboral, as pensões miseráveis, os RSI, os subsídios de desemprego ou as moedas que se podem ganhar a arrumar carros, a vender ou empenhar o que se possa…
O QUE É POSSÍVEL FAZER?... Salvar este sistema de exploração e dominação que reproduz diariamente as desigualdades gritantes e a pobreza da maioria, pôr o seu comando na mão de outros, pretensamente com “um novo rumo” e “outra política” NÃO É SOLUÇÃO ! Se os chefes dos partidos e dos sindicatos que eles controlam quisessem mesmo lutar contra o DESEMPREGO e a EXPLORAÇÃO reclamariam, por exemplo, a semana de trabalho de 30 horas para criar mais postos de trabalho, reclamariam SALÁRIOS EUROPEUS, proporiam e dinamizariam a ocupação das empresas e o controlo da produção pelos próprios trabalhadores em seu próprio benefício– chama-se a isso AUTOGESTÃO. Também estudariam e criariam formas de economia social ( hortas comunitárias, cooperativas de produção, cozinhas populares…) sem espaço para a especulação e enriquecimento de alguns “espertalhões”( gestores, dirigentes, intermediários) à custa da exploração da maioria…- e proporiam e dinamizariam formas de luta capazes de, pelo menos, diminuir a miséria e a degradação social (a que vemos nas ruas e nunca nas televisões!..) : forums populares nas praças e ruas, ocupações de casas vazias, ocupação de grandes espaços comerciais, greves às rendas e aos pagamentos de alguns serviços públicos cada vez mais caros, ocupação das instituições de “apoio social” que não funcionam, distribuição gratuita de artigos de 1ª necessidade - e que permanecem nos grandes armazéns à espera de ser destruídos ou vendidos por preço mais baixo…
SE NÃO FAZEM NADA DISTO é porque são CÚMPLICES com os MISERÁVEIS VAMPIROS -que governam e gerem a tal “economia nacional” (deles!) e que “comem tudo e não deixam nada”!
JÁ BASTA! NÃO NOS FIEMOS NOS QUE SÓ NOS QUEREM CAÇAR O VOTO PARA COMEREM À MESA DOS RICOS E PODEROSOS!
Criemos SINDICATOS REVOLUCIONÁRIOS e ASSEMBLEIAS AUTÓNOMAS DE TRABALHADORES, DE DESEMPREGADOS E DE MORADORES! USEMOS A ARMA DA ACÇÃO DIRECTA POPULAR!
UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES “A CRISE”!!!
“A LIBERTAÇÃO D@S TRABALHADORAS/ES SÓ PODE SER OBRA D@S PRÓPRI@S”
AIT-SP (Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es - Secção Portuguesa) - Núcleo Porto
PORTO, JUNHO de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Acções de solidariedade além-fronteiras com os processados da manifestação de 25 de Abril de 2007
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Algumas acções de solidariedade além-fronteiras com os processados da manifestação de 25 de Abril de 2007:
28 de Abril – Salamanca (Espanha) – Companheiros da CNT-AIT manifestaram-se em frente ao Consulado de Portugal, distribuindo informação aos transeuntes e entoando cânticos contra o Estado português e a polícia, apesar da proibição policial do uso do megafone.
29 de Abril – Kiev (Ucrânia) – Membros do sindicato estudantil “Acção Directa” dirigiram-se à Emabixada de Portugal em Kiev onde entregaram uma carta de protesto ao embaixador.
15 de Maio – Barcelona (Espanha) - Concentração realizada pela CNT-AIT em frente do consulado português, exigindo o fim do processo judicial. Foram distribuídos 2000 panfletos e comunicados os motivos do protesto aos transeuntes através de um megafone.
18 de Maio – Madrid (Espanha) – Companheiros da CNT concentraram-se em frente da Embaixada de Portugal, informando os transeuntes sobre o caso com panfletos e uma faixa. Foi lido um manifesto anti-repressivo perante um representante da Embaixada.
19 de Maio – Compostela (Espanha) – 15-20 companheiros e companheiras da CNT concentraram-se na Praça do Toral, com faixas e distribuição de panfletos, explicando por megafone as razões do protesto.
19 de Maio – Varsóvia (Polónia) – Numa acção de protesto contra vários casos de repressão estatal a nível internacional, organizada pela ZSP (secção polaca da AIT), foi lembrado o julgamento que decorre em Lisboa. Foi exibida uma faixa anti-repressiva em português.
19 de Maio – Granada (Espanha) - A CNT de Granada realizou uma concentração em frente ao tribunal de Granada, onde exibiu uma faixa e distribuiu panfletos informativos sobre o caso durante duas horas.
28 de Abril – Salamanca (Espanha) – Companheiros da CNT-AIT manifestaram-se em frente ao Consulado de Portugal, distribuindo informação aos transeuntes e entoando cânticos contra o Estado português e a polícia, apesar da proibição policial do uso do megafone.
29 de Abril – Kiev (Ucrânia) – Membros do sindicato estudantil “Acção Directa” dirigiram-se à Emabixada de Portugal em Kiev onde entregaram uma carta de protesto ao embaixador.
15 de Maio – Barcelona (Espanha) - Concentração realizada pela CNT-AIT em frente do consulado português, exigindo o fim do processo judicial. Foram distribuídos 2000 panfletos e comunicados os motivos do protesto aos transeuntes através de um megafone.
18 de Maio – Madrid (Espanha) – Companheiros da CNT concentraram-se em frente da Embaixada de Portugal, informando os transeuntes sobre o caso com panfletos e uma faixa. Foi lido um manifesto anti-repressivo perante um representante da Embaixada.
19 de Maio – Compostela (Espanha) – 15-20 companheiros e companheiras da CNT concentraram-se na Praça do Toral, com faixas e distribuição de panfletos, explicando por megafone as razões do protesto.
19 de Maio – Varsóvia (Polónia) – Numa acção de protesto contra vários casos de repressão estatal a nível internacional, organizada pela ZSP (secção polaca da AIT), foi lembrado o julgamento que decorre em Lisboa. Foi exibida uma faixa anti-repressiva em português.
19 de Maio – Granada (Espanha) - A CNT de Granada realizou uma concentração em frente ao tribunal de Granada, onde exibiu uma faixa e distribuiu panfletos informativos sobre o caso durante duas horas.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Boletim Anarco-Sindicalista nº 35 (Abril-Junho 2010)
Boletim Anarco-Sindicalista nº 35 (Abril-Junho 2010)
Descarregar em PDF: http://www.freewebs.com/aitbas/bas/BAS_35.pdf
domingo, 16 de maio de 2010
Feira do Livro Anarquista 2010 - Programa e alteração do local
A Feira do Livro Anarquista mudou de espaço e vai-se realizar na BOESG
Biblioteca dos Operários ou Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada
Rua das Janelas Verdes, 13-1ºesq. - Santos - Lisboa

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sábado, 15 de maio de 2010
Apelo à solidariedade com os “11 de Lisboa”
No dia 25 de Abril de 2007 teve lugar na Baixa de Lisboa uma manifestação anti autoritária contra o fascismo e o capitalismo, em protesto contra a crescente influência dos grupos fascistas em Portugal e contra a tentativa de reabilitar a figura do ex-ditador, António de Oliveira Salazar. Nessa altura foram publicados vários livros sobre Salazar e foi inaugurado um museu em Santa Comba Dão, localidade natal do ditador. Um concurso de televisão, destinado a fomentar as atitudes nacionalistas e chauvinistas entre os portugueses, conseguiu mesmo eleger Salazar como "o maior português de todos os tempos". Além disso, o PNR, um partido de extrema-direita, envolvido com grupos de skins nazis, começou a mostrar sinais de grande actividade, com uma campanha em grande escala de promoção da xenofobia e várias manifestações de rua, uma das quais teve lugar, como provocação, num conhecido bairro de imigrantes no centro de Lisboa.
Como resposta ao crescimento das forças e atitudes reaccionárias na sociedade portuguesa, teve lugar uma grande manifestação no dia da comemoração da “Revolução dos Cravos”, o 25 de Abril, quando a ditadura fascista foi derrubada. A manifestação reuniu mais de 500 pessoas, atravessou o centro de Lisboa, sendo sempre seguida de perto pela polícia, e parou no Largo de Camões, onde a maioria das pessoas dispersou. De lá, começou uma segunda manifestação e, quando os manifestantes estavam a descer a Rua do Carmo, o Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) fechou todas as saídas da rua, encurralando os manifestantes, e carregou violentamente sobre eles. Várias pessoas ficaram feridas, algumas delas com gravidade, e 11 manifestantes foram detidos e enfrentam actualmente um julgamento, por alegada desobediência civil, injúrias e agressões a agentes policiais, arriscando penas entre os seis meses e os cinco anos de prisão.
Apelamos à solidariedade com os 11 inculpados e ao protesto contra esta farsa judicial, à divulgação de informação sobre esta situação e ao envio de cartas, faxes e e-mails de protesto ao Tribunal onde está a decorrer o julgamento.
Modelo de carta de protesto para ser enviada:
Vimos por meio da presente carta protestar contra a ida a julgamento dos 11 detidos aquando da realização da manifestação anti-autoritária contra o fascismo e o capitalismo, em 25 de Abril de 2007.
Denunciamos o comportamento claramente ofensivo e discriminatório demonstrado pela polícia no decorrer dos acontecimentos, assim como a brutalidade com que a mesma reagiu à manifestação, carregando indiscriminadamente sobre os manifestantes e demais transeuntes presentes na Rua do Carmo, numa acção cujo objectivo manifesto não foi a dispersão da manifestação, mas antes o espancamento do maior número de pessoas possível, posto que todas as saídas da rua foram cortadas pela polícia de forma a não deixar aos manifestantes fuga possível.
Afigura-se-nos que as pessoas detidas o foram de forma aleatória e arbitrária, e que a sua ida a tribunal não serve outro propósito que não seja o de mascarar e ilibar a violência policial, culpando os manifestantes pelo sucedido. Consequentemente, exigimos o encerramento deste processo e a absolvição de todos os arguidos.
Com os melhores cumprimentos,
Assinado: (...)
Direcção do Tribunal:
1º Juízo Criminal
Av. D. João II, nº 1.08.01 - Bloco B
1990-097 Lisboa
Portugal
E-mail: lisboa.jcr1@tribunais.org.pt
Telefone: (+351) 213 505 500
Fax: (+351) 211 545 164
Número do processo:
42/07.5PALSB (por favor indicá-lo nas cartas, faxes e e-mails enviados)
Data da próxima audiência do julgamento:
- 19 de Maio
quarta-feira, 28 de abril de 2010
1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista em Setúbal
1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h
Tudo o que nos resta nestes 124 anos que nos separam das origens do 1º de Maio é o exemplo e a história daqueles milhões de trabalhadores, desempregados e oprimidos que pelo mundo inteiro se uniram e se levantaram para resgatar a dignidade roubada e encarcerada juntamente com aqueles 8 anarquistas de Chicago.
Aquilo que se aprendeu então, não foram as lições dos democratas e traidores de hoje em dia que nos prometem uma exploração mais humana, uma miséria mais tolerável, uma escravatura menos precária: foi, isso sim, o valor da solidariedade, da luta sem cedências, do assalto colectivo aos antros de poder e corrupção assim como de rebelião individual contra toda a autoridade.
Contra um 1º de Maio institucionalizado, que comemora a exploração laboral, a opressão e a hipocrisia dos sindicatos perante este sistema, contra uma sociedade capitalista e autoritária, de vencedores e vencidos, propomos a recuperação da rua enquanto espaço onde há um combate a travar por uma existência autónoma e, por isso, livre.
Divulga e Aparece!
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