segunda-feira, 26 de julho de 2010

A FAU-Berlim ganha o recurso em tribunal da sentença que a tinha proibido de se autodenominar sindicato!


FAU-Berlim – sindicato berlinense federado na FAU, a secção da AIT na Alemanha
 
A FAU-Berlim ganha o recurso em tribunal da sentença que a tinha proibido de se autodenominar sindicato!

(mas continua a lutar pela obtenção duma efectiva liberdade sindical para os trabalhadores na Alemanha)


No dia 10 de Junho, o tribunal de apelação de Berlim revogou a sentença anteriormente emitida pelo tribunal de 1ª instância da mesma cidade, que proibia a FAU-Berlim de se autodenominar sindicato.

Esta tentativa de limitar a acção da FAU-Berlim enquanto sindicato teve origem no papel desempenhado por esta no conflito que opôs, desde Junho de 2009, os trabalhadores do cinema Babylon, o único semi-privado de Berlim, aos seus patrões. Desde essa altura que lutam por um contrato colectivo de trabalho – recebem salários de miséria e não vêem os seus direitos laborais serem respeitados, nomeadamente o pagamento dos dias de falta por doença e dos dias de férias.

De facto, a FAU-Berlim utilizou, nesse conflito, os métodos e meios de acção próprios do anarco-sindicalismo, ao basear toda a sua actividade nas próprias opiniões dos trabalhadores, que participavam directamente nas decisões, e ao utilizar, por exemplo, o boicote do cinema como meio de luta. Isto tornou-se inaceitável, quer para os partidos políticos do governo de Berlim, quer para o sindicato VER.di (sindicato alemão filiado na central sindical DGB – Confederação de Sindicatos Alemães, de tendência centralista e estatal), e, com a sua ajuda, o cinema Babylon conseguiu obter uma primeira decisão judicial proibindo a FAU de se autodenominar sindicato.


domingo, 18 de julho de 2010

Julgamento dos 11 acusados do 25 de Abril de 2007 termina com absolvição geral


No dia 14 de Julho, no 1º Juízo Criminal de Lisboa, situado no Campus de Justiça do Parque das Nações, deu-se a leitura do veredicto do julgamento contra os 11 detidos aquando da repressão policial sobre a manifestação anti-autoritária contra o fascismo e o capitalismo de 25 de Abril de 2007. Todos os arguidos foram absolvidos, uma vez que o Juiz considerou não existirem provas dos factos de que eram acusados.

Esta foi a decisão esperada, uma vez que as declarações das testemunhas da acusação – sobretudo polícias do Corpo de Intervenção – se revelaram repletas de contradições e por vezes quase anedóticas. Já na sessão de 5 de Julho – data das alegações finais do Procurador do Ministério Público e dos advogados de defesa – o Procurador teve de reconhecer a não existência de provas suficientes para condenar os arguidos. Começou as suas alegações afirmando que não existiu nenhuma motivação política por detrás deste julgamento – obviamente incomodado com os protestos contra o mesmo – mas tão só a punição de delitos comuns. Justificou a actuação da polícia como “necessária”, apesar de “musculada”, tendo criado uma dinâmica própria em virtude da qual se tornou difícil descobrir quem fez o quê e aonde.

Estamos obviamente muito contentes com este desfecho, mas não podemos deixar de condenar este processo como mais uma demonstração de como funciona a “justiça” do Estado, justificando a autoridade do Estado e garantindo a impunidade dos seus mercenários até ao fim, mesmo quando se tornou óbvio que estes tiveram uma actuação brutal e injustificada contra os manifestantes. Podemos observar paralelos entre a actuação da polícia nesta situação e muitos casos recentes de repressão e brutalidade policial não só em manifestações, mas sobretudo em bairros pobres, demonstrando que o braço “musculado” do Estado se está cada vez mais a revelar como fundamental para o funcionamento de um sistema social e económico baseado sobre a desigualdade, a opressão e a exploração.

sábado, 17 de julho de 2010

Acção de despejo do Centro de Cultura Libertária: Novo julgamento

Comunicado do Centro de Cultura Libertária acerca do resultado do recurso sobre a ordem de despejo deste ateneu anarquista situado em Almada:

No último dia 7 de Julho recebemos a resposta por parte do Tribunal da Relação de Lisboa ao recurso interposto pelo CCL relativamente à acção de despejo movida pelo seu senhorio. A decisão foi-nos favorável: anulou o primeiro julgamento e determinou a realização de um novo julgamento no Tribunal de Almada. A anulação teve por base contradições nos factos considerados provados no primeiro julgamento.

Continuamos com a mesma vontade de manter o nosso espaço pelo que tentaremos preparar o melhor que pudermos a nossa defesa para o julgamento que se realizará nos próximos meses. Desta forma vamos ser obrigados a suportar novas despesas com o advogado, que vão muito para além das capacidades de um ateneu que se mantém apenas devido às contribuições dos seus sócios e amigos.

Não fosse o apoio recebido por tantas pessoas que se solidarizaram contra a acção de despejo do CCL, há muito que tínhamos perdido este espaço. Devido a esta mesma ajuda, já temos a maior parte do dinheiro necessário, faltando-nos cerca de 800 euros para custear a nossa defesa legal.

Centro de Cultura Libertária
11 de Julho de 2010


Contacto:
 E-mail: ateneu2000@yahoo.com
Correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal

 
Dados da conta bancária do CCL, para donativos:

Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

Para transferências em Portugal:
NIB: 003501790000215493029

Para transferências do estrangeiro:
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Os seis anarquistas de Belgrado foram absolvidos!


No dia 16 de Junho, no Palácio de Justiça de Belgrado, os “Seis de Belgrado” foram absolvidos de todas as acusações. O juiz Gerasimovic afirmou que a decisão do tribunal não teve motivação política, baseando-se no facto de não existirem provas para sustentar as acusações contra os nossos companheiros.

Após nove meses desde o início deste processo, durante cinco dos quais permaneceram detidos sob condições terríveis, os nossos companheiros sérvios vêem-se finalmente livres das garras do sistema judicial.

Relembramos que existem ainda dois processos pendentes, relacionados com este caso: um contra o companheiro croata Davor Bilic, a quem as autoridades sérvias apreenderam o passaporte impedindo-o de abandonar a Sérvia, e outro contra três companheiros de Vrsac. Tanto Davor como os companheiros de Vrsac são acusados do crime de “obstrução à justiça”, o primeiro por mostrar um cartaz com a frase “Anarquismo não é terrorismo” na sessão do julgamento de 17 de Fevereiro, e os segundos por colarem cartazes na sua cidade exigindo a libertação dos “Seis de Belgrado”.

Artigo redigido segundo informaçãos da ASI (Iniciativa Anarco-Sindicalista), secção sérvia da AIT
 
Mais informação sobre este caso:
+ Liberdade para os Anarco-Sindicalistas Sérvios
+ Os "6 de Belgrado" são formalmente acusados! Agora mais do que nunca: solidariedade!
+ Começou o julgamento dos anarquistas de Belgrado. Os seis companheiros foram libertados!
+ Resumo e actualização do caso dos 6 de Belgrado

terça-feira, 13 de julho de 2010

UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES “A CRISE”!!!


A “CRISE” TEM AS COSTAS LARGAS…!

O dito Plano de Estabilidade e Crescimento (do governo!), foi a forma que ele e os grandes capitalistas encontraram para fazerem, como sempre, o povo pagar as azelhices económicas e políticas deles, a dita “crise”. Até aqui nada de novo!!

Mas a maioria da população, jovens e velhos, com e sem trabalho, nas zonas mais degradadas e bairros sociais, sempre estiveram em “crise”… Porque A CRISE verdadeira é a existência do actual sistema de CAPITALISMO e de ESTADO que, para que governantes, políticos, gestores e patrões continuem a enriquecer, precisa que haja muita miséria e desemprego para pressionar os que ainda trabalham a aceitar as mais miseráveis condições: os SALÁRIOS MAIS BAIXOS DA EUROPA, a pior SEGURANÇA SOCIAL, a criminosa “SEGURANÇA” no trabalho, as longas jornadas de trabalho (às vezes 10, 12 e 14 horas por salários de 2,5 e 3 E. por hora), etc, etc. Nada disto é novidade só que NUNCA ESTEVE TÃO MAU! Perante isto, que fazem os partidos políticos e as direcções dos sindicatos a eles ligados?

Os da “direita”, onde surgem novos chefes “iluminados” a mexer-se nos bastidores , dão graxa ao governo e querem ajudá-lo a fazer os mais pobres pagar e salvar os “coitadinhos” dos gestores dos bancos e respectivas famílias políticas. Os da “esquerda” pretendem ajudar os governantes e os seus amigos capitalistas a evitar uma revolta popular como na Grécia e organizam uns protestozinhos bem-educados e “serenos” para engodar a malta e ir entretendo os que ainda acreditam que eles “representam o povo”... Pretendem com isso, além de vir a ganhar mais uns votinhos, ser os “salvadores da pátria” e da “economia nacional”…

MAS A “ECONOMIA NACIONAL” É DE QUEM?... Durante anos temos visto os gestores das grandes empresas engordar as suas contas, adquirir carros cada vez mais caros, fazer brilhar os seus lindos cartões de crédito, encerrando empresas – da têxtil, no Vale do Ave, por exemplo - e estabelecerem eles os seus próprios ordenados, de dezenas de milhar de euros por mês, à custa da miséria que pagam a quem trabalha… Essa “Economia Nacional”portanto é A DELES e dos políticos corruptos que os protegem. A NOSSA são os baixos salários, a precariedade laboral, as pensões miseráveis, os RSI, os subsídios de desemprego ou as moedas que se podem ganhar a arrumar carros, a vender ou empenhar o que se possa…

O QUE É POSSÍVEL FAZER?... Salvar este sistema de exploração e dominação que reproduz diariamente as desigualdades gritantes e a pobreza da maioria, pôr o seu comando na mão de outros, pretensamente com “um novo rumo” e “outra política” NÃO É SOLUÇÃO ! Se os chefes dos partidos e dos sindicatos que eles controlam quisessem mesmo lutar contra o DESEMPREGO e a EXPLORAÇÃO reclamariam, por exemplo, a semana de trabalho de 30 horas para criar mais postos de trabalho, reclamariam SALÁRIOS EUROPEUS, proporiam e dinamizariam a ocupação das empresas e o controlo da produção pelos próprios trabalhadores em seu próprio benefício– chama-se a isso AUTOGESTÃO. Também estudariam e criariam formas de economia social ( hortas comunitárias, cooperativas de produção, cozinhas populares…) sem espaço para a especulação e enriquecimento de alguns “espertalhões”( gestores, dirigentes, intermediários) à custa da exploração da maioria…- e proporiam e dinamizariam formas de luta capazes de, pelo menos, diminuir a miséria e a degradação social (a que vemos nas ruas e nunca nas televisões!..) : forums populares nas praças e ruas, ocupações de casas vazias, ocupação de grandes espaços comerciais, greves às rendas e aos pagamentos de alguns serviços públicos cada vez mais caros, ocupação das instituições de “apoio social” que não funcionam, distribuição gratuita de artigos de 1ª necessidade - e que permanecem nos grandes armazéns à espera de ser destruídos ou vendidos por preço mais baixo…

SE NÃO FAZEM NADA DISTO é porque são CÚMPLICES com os MISERÁVEIS VAMPIROS -que governam e gerem a tal “economia nacional” (deles!) e que “comem tudo e não deixam nada”!

JÁ BASTA! NÃO NOS FIEMOS NOS QUE SÓ NOS QUEREM CAÇAR O VOTO PARA COMEREM À MESA DOS RICOS E PODEROSOS!

Criemos SINDICATOS REVOLUCIONÁRIOS e ASSEMBLEIAS AUTÓNOMAS DE TRABALHADORES, DE DESEMPREGADOS E DE MORADORES! USEMOS A ARMA DA ACÇÃO DIRECTA POPULAR!

UNID@S E AUTO-ORGANIZAD@S NÓS DAMOS-LHES “A CRISE”!!!

“A LIBERTAÇÃO D@S TRABALHADORAS/ES SÓ PODE SER OBRA D@S PRÓPRI@S”

AIT-SP (Associação Internacional d@s Trabalhadoras/es - Secção Portuguesa) - Núcleo Porto

PORTO, JUNHO de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Acções de solidariedade além-fronteiras com os processados da manifestação de 25 de Abril de 2007

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Algumas acções de solidariedade além-fronteiras com os processados da manifestação de 25 de Abril de 2007:

28 de Abril – Salamanca (Espanha) – Companheiros da CNT-AIT manifestaram-se em frente ao Consulado de Portugal, distribuindo informação aos transeuntes e entoando cânticos contra o Estado português e a polícia, apesar da proibição policial do uso do megafone.

29 de Abril – Kiev (Ucrânia) – Membros do sindicato estudantil “Acção Directa” dirigiram-se à Emabixada de Portugal em Kiev onde entregaram uma carta de protesto ao embaixador.

15 de Maio – Barcelona (Espanha) - Concentração realizada pela CNT-AIT em frente do consulado português, exigindo o fim do processo judicial. Foram distribuídos 2000 panfletos e comunicados os motivos do protesto aos transeuntes através de um megafone.

18 de Maio – Madrid (Espanha) – Companheiros da CNT concentraram-se em frente da Embaixada de Portugal, informando os transeuntes sobre o caso com panfletos e uma faixa. Foi lido um manifesto anti-repressivo perante um representante da Embaixada.

19 de Maio – Compostela (Espanha) – 15-20 companheiros e companheiras da CNT concentraram-se na Praça do Toral, com faixas e distribuição de panfletos, explicando por megafone as razões do protesto.

19 de Maio – Varsóvia (Polónia) – Numa acção de protesto contra vários casos de repressão estatal a nível internacional, organizada pela ZSP (secção polaca da AIT), foi lembrado o julgamento que decorre em Lisboa. Foi exibida uma faixa anti-repressiva em português.

19 de Maio – Granada (Espanha) - A CNT de Granada realizou uma concentração em frente ao tribunal de Granada, onde exibiu uma faixa e distribuiu panfletos informativos sobre o caso durante duas horas.

domingo, 16 de maio de 2010

Feira do Livro Anarquista 2010 - Programa e alteração do local

A Feira do Livro Anarquista mudou de espaço e vai-se realizar na BOESG
Biblioteca dos Operários ou Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada
Rua das Janelas Verdes, 13-1ºesq. - Santos - Lisboa



sábado, 15 de maio de 2010

Apelo à solidariedade com os “11 de Lisboa”

No dia 25 de Abril de 2007 teve lugar na Baixa de Lisboa uma manifestação anti autoritária contra o fascismo e o capitalismo, em protesto contra a crescente influência dos grupos fascistas em Portugal e contra a tentativa de reabilitar a figura do ex-ditador, António de Oliveira Salazar. Nessa altura foram publicados vários livros sobre Salazar e foi inaugurado um museu em Santa Comba Dão, localidade natal do ditador. Um concurso de televisão, destinado a fomentar as atitudes nacionalistas e chauvinistas entre os portugueses, conseguiu mesmo eleger Salazar como "o maior português de todos os tempos". Além disso, o PNR, um partido de extrema-direita, envolvido com grupos de skins nazis, começou a mostrar sinais de grande actividade, com uma campanha em grande escala de promoção da xenofobia e várias manifestações de rua, uma das quais teve lugar, como provocação, num conhecido bairro de imigrantes no centro de Lisboa.

Como resposta ao crescimento das forças e atitudes reaccionárias na sociedade portuguesa, teve lugar uma grande manifestação no dia da comemoração da “Revolução dos Cravos”, o 25 de Abril, quando a ditadura fascista foi derrubada. A manifestação reuniu mais de 500 pessoas, atravessou o centro de Lisboa, sendo sempre seguida de perto pela polícia, e parou no Largo de Camões, onde a maioria das pessoas dispersou. De lá, começou uma segunda manifestação e, quando os manifestantes estavam a descer a Rua do Carmo, o Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) fechou todas as saídas da rua, encurralando os manifestantes, e carregou violentamente sobre eles. Várias pessoas ficaram feridas, algumas delas com gravidade, e 11 manifestantes foram detidos e enfrentam actualmente um julgamento, por alegada desobediência civil, injúrias e agressões a agentes policiais, arriscando penas entre os seis meses e os cinco anos de prisão.

Apelamos à solidariedade com os 11 inculpados e ao protesto contra esta farsa judicial, à divulgação de informação sobre esta situação e ao envio de cartas, faxes e e-mails de protesto ao Tribunal onde está a decorrer o julgamento.


Modelo de carta de protesto para ser enviada:

Vimos por meio da presente carta protestar contra a ida a julgamento dos 11 detidos aquando da realização da manifestação anti-autoritária contra o fascismo e o capitalismo, em 25 de Abril de 2007.

Denunciamos o comportamento claramente ofensivo e discriminatório demonstrado pela polícia no decorrer dos acontecimentos, assim como a brutalidade com que a mesma reagiu à manifestação, carregando indiscriminadamente sobre os manifestantes e demais transeuntes presentes na Rua do Carmo, numa acção cujo objectivo manifesto não foi a dispersão da manifestação, mas antes o espancamento do maior número de pessoas possível, posto que todas as saídas da rua foram cortadas pela polícia de forma a não deixar aos manifestantes fuga possível.

Afigura-se-nos que as pessoas detidas o foram de forma aleatória e arbitrária, e que a sua ida a tribunal não serve outro propósito que não seja o de mascarar e ilibar a violência policial, culpando os manifestantes pelo sucedido. Consequentemente, exigimos o encerramento deste processo e a absolvição de todos os arguidos. 

Com os melhores cumprimentos,

Assinado: (...)

Direcção do Tribunal:
1º Juízo Criminal
Av. D. João II, nº 1.08.01 - Bloco B
1990-097 Lisboa
Portugal

E-mail: lisboa.jcr1@tribunais.org.pt
Telefone: (+351) 213 505 500
Fax: (+351) 211 545 164

Número do processo:
42/07.5PALSB (por favor indicá-lo nas cartas, faxes e e-mails enviados)

Data da próxima audiência do julgamento:
- 19 de Maio

quarta-feira, 28 de abril de 2010

1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista em Setúbal


1º Maio Antiautoritário e Anticapitalista
CONCENTRAÇÃO
SETÚBAL - Largo da Misericórdia - 13:30h

Tudo o que nos resta nestes 124 anos que nos separam das origens do 1º de Maio é o exemplo e a história daqueles milhões de trabalhadores, desempregados e oprimidos que pelo mundo inteiro se uniram e se levantaram para resgatar a dignidade roubada e encarcerada juntamente com aqueles 8 anarquistas de Chicago.

Aquilo que se aprendeu então, não foram as lições dos democratas e traidores de hoje em dia que nos prometem uma exploração mais humana, uma miséria mais tolerável, uma escravatura menos precária: foi, isso sim, o valor da solidariedade, da luta sem cedências, do assalto colectivo aos antros de poder e corrupção assim como de rebelião individual contra toda a autoridade.

Contra um 1º de Maio institucionalizado, que comemora a exploração laboral, a opressão e a hipocrisia dos sindicatos perante este sistema, contra uma sociedade capitalista e autoritária, de vencedores e vencidos, propomos a recuperação da rua enquanto espaço onde há um combate a travar por uma existência autónoma e, por isso, livre.

Divulga e Aparece!

Sexta-feira, 30 de Abril às 20:30 - Apresentação da Federação de Estudantes Libertários em Almada


Sexta-feira, 30 de Abril às 20:30 - Apresentação da Federação de Estudantes Libertários



Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

Apresentação da FEL - Federação de Estudantes Libertários

A FEL é composta por pessoas que estão organizadas em grupos duma forma livre e estes têm um funcionamento autónomo. Nestes grupos, as decisões são tomadas na assembleia, que é o mais alto órgão decisório de cada grupo. Tanto nos diferentes grupos como a nível federal, as decisões são tomadas por consenso.
Deste modo, asseguramos que todas as opiniões e posições são apreciadas e valorizadas de igual modo, e afastamo-nos da politiquice e das lutas internas grupusculares. Temos também de garantir que as decisões de um grupo, ou da federação, são apoiadas por todxs xs envolvidxs.

Os indivíduos que compõem os diferentes grupos que integram a FEL são partidários das ideias anarquistas e comprometem-se a divulgá-las. Além disso, marcam o seu posicionamento contra qualquer opressão de tipo político, económico, cultural, sexual, racial ou militar, ou seja, são totalmente contra o autoritarismo exercido por uma pessoa contra outra, independentemente da área onde ele se manifesta.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Conversa em Salamanca: "Represión y situación actual del movimiento libertario en Portugal"


Sábado 24 de Abril, 18:00
"Represión y situación actual del movimiento libertario en Portugal"
a cargo de la sección portuguesa de la AIT (AIT-SP)

en el local de CNT-AIT (Avenida de Italia, 24-26) - Salamanca (Espanha)

organiza: CNT-AIT Salamanca e F.I.J.A.
http://salamanca.cnt.es/

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Resumo e actualização do caso dos 6 de Belgrado


Reproduzimos a tradução para português de uma declaração da Iniciativa Anarco-Sindicalista (ASI), secção sérvia da AIT, datada de 4 de Abril de 2010, sobre  o caso dos 6 de Belgrado e a repressão exercida pelo Estado da Sérvia sobre o movimento libertário. Apela-se à realização de acções de protesto que conduzam ao fim da repressão sobre os anarquistas neste país.


A classe dirigente da Sérvia continua a repressão reforçada contra o movimento libertário, uma repressão que teve início com a detenção dos seis de Belgrado – Sanja Dojkić, Tadej Kurepa, Ratibor Trivunac, Ivan Vulović, Nikola Mitrović e Ivan Savić – em Setembro de 2009. O grupo “Crni Ilija”, até então desconhecido, reivindicou a responsabilidade pelo lançamento de duas garrafas de líquido inflamável no pavimento perto da Embaixada da Grécia em Belgrado, como reacção contra o tratamento desumano dado pelo Estado Grego aos rebeldes, causando danos à Embaixada no valor de 18 euros. Os media do regime, apoiados pelos analistas do regime e por “fontes bem informadas”, lançaram uma perseguição contra a única organização anarquista que actua publicamente na Sérvia – a Confederação Sindical “Iniciativa Anarco-Sindicalista” (ASI), secção da Associação Internacional dos Trabalhadores. Aquilo que começou como uma especulação mediática sobre a ligação entre a ASI e os acontecimentos da Embaixada foi completado com a detenção de quatro membros do grupo local da ASI em Belgrado e de outros dois anarquistas desta cidade e, mais tarde, após a intervenção de “altos cargos”, com o agravamento da primeira acusação para a de crime de “terrorismo internacional”. Os 6 de Belgrado passaram cerca de cinco meses e meio em terríveis condições de isolamento e de tortura na Prisão Central de Belgrado.

A reacção à manifesta arrogância e às visíveis acções repressivas do Estado, reflectidas na fabricação de provas contra os anarquistas e na absurda qualificação desta acção como “terrorismo internacional”, serviu de base para a mobilização massiva da opinião pública crítica contra este processo, que foi imediatamente rotulado como um processo político contra os críticos do regime. Durante o período em que os 6 de Belgrado permaneceram sob custódia, a opinião pública, tanto na Sérvia e na sua região como no mundo inteiro, reagiu energicamente contra o comportamento das autoridades sérvias. Além de grande número de petições públicas e de cartas de protesto, o movimento libertário organizou uma série de acções de protesto – na Sérvia, bem como na Croácia, Macedónia, Eslovénia, Polónia, Eslováquia, Portugal, Áustria, Austrália, Grã-Bretanha, Rússia, Ucrânia, Grécia, República Checa, Holanda, Bulgária, Alemanha, Hungria, Itália, França, Turquia, EUA, Suíça, Suécia, Espanha, etc... Os protestos e actividades de apoio aos anarquistas presos contaram com a participação de muitos intelectuais, artistas e figuras públicas, críticos de todo o território da antiga Jugoslávia. O interesse provocado pelo caso e a pressão pública desempenharam, sem dúvida, um papel crucial na revogação da detenção dos 6 de Belgrado. Durante a primeira audiência, que teve lugar no dia 17 de Fevereiro, à qual tentaram assistir mais de 200 pessoas da Sérvia e de outros países, o tribunal decidiu pela revogação da detenção preventiva após ouvir as declarações dos réus, permitindo aos anarquistas acusados a continuação da sua defesa em liberdade.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Amadeu Casellas libertado


O preso anarquista Amadeu Casellas foi libertado no dia 9 de Março, depois de vinte e quatro anos de prisão. Após três greves de fome e uma campanha internacional pela sua libertação
(ver Solidariedade com Amadeu Casellas em Lisboa), o director do estabelecimento prisional de Girona unificou os expedientes do antigo e do novo código penal e, uma vez feita a soma das penas, concluiu que Casellas cumpriu mais oito anos de pena do que o estipulado.

Congratulamo-nos com a libertação do companheiro Amadeu Casellas e fazemos nossas as palavras do comunicado do grupo de familiares, amigas e amigos de Amadeu Casellas que a seguir reproduzimos.

*   *   *   *   *

Comunicado do grupo de familiares, amigas e amigos de Amadeu Casellas
[Tradução: Agência de Notícias Anarquistas - ANA]

Na segunda-feira, 9 de março, ao meio-dia, estava prevista a saída em liberdade de Amadeu Casellas da prisão de Girona. Um grupo de pessoas desta localidade e de Barcelona esperavam desde segunda-feira a sua saída, realizando um ato de presença em frente à prisão tanto na segunda quanto na terça-feira, dia em que ele finalmente saiu. Amadeu, que estava carregado com 3 grandes bolsas cheias de objetos pessoais e uma trajetória de luta de 24 anos na prisão, foi recebido entre gritos de alegria, liberdade e abraços, enquanto de um edifício da prisão vários presos em terceiro grau olhavam curiosos e ansiosos este esperado e emocionado reencontro com a liberdade.

Nós, como o grupo de familiares, amigas e amigos de Amadeu, queremos compartilhar este instante de emoção e alegria com todas as pessoas que em qualquer ou em todos os momentos acompanharam esta luta. Além disso, queremos fazer chegar a vocês não só o nosso agradecimento, mas também um profundo reconhecimento por manter este apoio, apesar das circunstâncias estranhas e adversas que rodearam esta luta tão esgotadora, complicada e longa.


quinta-feira, 18 de março de 2010

Feira do Livro Anarquista - Lisboa - 2010


 
Feira do Livro Anarquista
- 21, 22 e 23 de Maio 2010 
- Lisboa

retirado de feiradolivroanarquista.blogspot.com:

Estamos de volta!

A partir das publicações, do convívio e dos debates queremos partilhar experiências, discutir ideias e possíveis esforços futuros na luta contra a autoridade em todas as suas formas e manifestações.

Numa tentativa de descobrir potenciais cúmplices, continuamos a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.
  
21, 22 e 23 de Maio 2010
Lisboa


Entrega de proposta de actividades até dia 8 de Abril e bancas até 24 de Abril

Para mais informação:
feiradolivroanarquista.blogspot.com
feiradolivroanarquista@gmail.com