


Os 20 trabalhadores da pastelaria Lua de Mel, situada na Baixa de Lisboa, estão diariamente em vigília frente às instalações desde o dia 15 de Novembro, aguardando por um esclarecimento dos patrões que teima em não aparecer. Tudo começou no dia 14 de Novembro à noite, sexta-feira, quando após um dia normal de trabalho, os trabalhadores receberam um telefonema informando que a pastelaria iria encerrar durante três dias para limpezas. Estranhando a situação, pois o sócio gerente, José Fernandes, não havia mencionado qualquer limpeza e até tinha recebido vários pedidos de encomendas para os dias seguintes, os funcionários decidiram voltar à pastelaria no sábado de manhã, dia 15, encontrando vários homens a “limpar” a pastelaria de todos os bens que lá existiam, retirando todas as máquinas e equipamentos que encheram pelo menos sete carrinhas. Os trabalhadores tentaram impedir a saída das carrinhas com o recheio das instalações e foi chamada a PSP. As forças policiais (que incluíam vários elementos do corpo de Intervenção) esperaram até cerca das 19h45, hora em que as lojas das redondezas já tinham fechado e o número de pessoas que por ali passava era reduzido (evitando assim que a população se juntasse ao protesto e assistisse ao que se iria passar), para cercar as instalações da pastelaria (desde a Rua da Prata onde esta se situa até ao fim da Rua de Santa Justa) para deixar sair as carrinhas com o material da pastelaria e agredir os trabalhadores que protestavam. Dois deles, Mário Sousa e António Mendes Costa, tiveram mesmo de receber assistência hospitalar devido aos ferimentos.
Os operários e operárias da Fidar puderam, no passado dia 17 de Outubro, desmobilizar o piquete que vinham mantendo por turnos à porta da empresa desde o dia 1 de Agosto, para evitar a retirada dos bens da empresa, após terem sido despedidos sem qualquer garantia de pagamento dos direitos salariais e indemnizações devidas. Isto porque o tribunal de Guimarães decidiu, no dia 15 de Outubro, a favor dos trabalhadores que pediam a insolvência da empresa e a nomeação de um administrador judicial, que assegurasse o pagamento das dívidas da empresa aos trabalhadores.

Em Portugal, o processo de Bolonha foi aplicado praticamente sem contestação, mas em Espanha, como noutras regiões da Europa, sucedem-se as manifestações contra o Plano Bolonha e contra todas as leis que vão levando à destruição da escola pública e à transformação das escolas e universidades em espaços privatizados e elitistas, que apenas reforçam a competição e a ausência de solidariedade, próprias das sociedades capitalistas.
O dia 22 de Outubro foi data de mobilizações, em várias cidades do Estado espanhol, contra a reforma educativa associada ao Plano Bolonha, contra a privatização do ensino e contra a degradação da escola pública.
Sobre o processo de Bolonha escreve o Sindicato do Ensino e Intervenção Social da CNT-AIT de Madrid (http://ensemad.cnt.es/):
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A “crise” do sistema financeiro mundial, consequência da voracidade intrínseca dos capitalistas pela obtenção de mais e mais lucros, que os levou, sobretudo nos EUA, a darem crédito para compra de habitação, garantido pela hipoteca da própria casa “comprada”, a pessoas que sabiam perfeitamente incapazes de pagar os juros correspondentes, não se deve, ao contrário do que é afirmado nos mass media, a um funcionamento deficiente dos sistemas de controle das bolsas americanas, que deveriam ter impedido a proliferação de títulos baseados nas hipotecas cujo “valor” não assentava em nenhuma criação real de riqueza e que foram rechear os “activos” de bancos e empresas pelo mundo fora.
Ao contrário do que se poderia esperar, os gestores ligados aos bancos e às empresas que supostamente entraram em “colapso” devido à chamada crise do crédito de alto risco, dos quais aqui apresentamos alguns, foram recompensados pelos lucros fabulosos que proporcionaram aos respectivos accionistas. No caso de John Thain, contemplado com um bónus de 10,6 milhões de euros pelo seu “desempenho” durante o ano de 2007, trata-se do presidente executivo da Merril Lynch, que apenas entrou naquela corretora em Dezembro. Nada mau, como recompensa de um mês de “trabalho”...






