sábado, 24 de janeiro de 2015

Trabalhadores da Amazon, na Polónia, organizam-se com a ZSP para lutar por condições de trabalho dignas!

Concentração da ZSP, secção da AIT na Polónia
Os trabalhadores sentem que foram mal informados acerca das condições de trabalho quando foram recrutados através da Manpower e Adecco.
São sujeitos a dias de trabalho de 10,5 horas, sendo que meia hora dessas é intervalo de almoço não pago; não possuem mais intervalos; são pagos a cerca de 3€ por hora, para realizar um trabalho altamente desgastante, envolvendo ter de transportar à mão caixas grandes e pesadas pelo armazém, devido à falta de empilhadoras. 
As agências deram-lhes a entender que iriam ganhar mais dinheiro, não explicaram que não iriam ganhar mais por trabalhar à noite ou aos Domingos e não mostram claramente nos recibos como calculam os salários.
A AIT-SP está solidária com a luta que a nossa secção irmã, a ZSP, está a travar na Polónia.

Basta de exploração na Amazon!
No more exploitation in Amazon! 
Dość wyzysku

Não somos máquinas!
We are not machines!
Nie jesteśmy maszynami!

Para o envio de protestos: http://amazon.zsp.net.pl/for-better-working-conditions-in-amazon/emailpage/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Contra a precariedade na Orange/Arvato-Qualytel!

Concentração da CNT, secção da AIT em Espanha
A Arvato-Qualytel é uma empresa de serviços de telemarketing e assistência ao cliente para a Orange em Salamanca (Espanha). Essa destrói a possibilidade de emprego estável, ao substituir trabalhos regulares por trabalhos temporários, mantendo assim a maior parte dos trabalhadores em condições de absoluta precariedade.
São centenas de trabalhadores e trabalhadoras que renovam os seus contratos a cada 10, 15, ou 30 dias, tendo a constante ameaça de serem despedidos se não alcançarem os objectivos marcados pela Arvato-Qualytel e a Orange.
Não têm férias, têm menos dias de folga e, obviamente, não têm direito a indemnização se forem despedidos. Isso ocorre apesar de ser garantido o despedimento dos trabalhadores a cada dois anos, de forma a que as empresas não sejam assim forçadas a oferecer contratos permanentes aos seus funcionários.
A inspecção de trabalho confirmou o óbvio: estes contratos temporários são realizados "em fraude". A CNT e a AIT-IWA querem denunciar publicamente este esquema que afecta vários dos nossos filiados que estão à espera dos julgamentos.
Exigimos a contratação directa e permanente de todas as pessoas com contratos temporários, e a readmissão imediata dos nossos companheiros despedidos.
Um ataque a um, é um ataque a todos nós.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Basta de discriminação, assédio sexual e perseguição no Citibank!

Concentração da ZSP, secção da AIT na Polónia
Trabalhadores da Citibank na Polónia estão a enfrentar a corporação multinacional e a exigir o fim dos seus diversos problemas laborais.
Um trabalhador foi despedido após se ter recusado a aceitar uma redução salarial, após regressar de licença de paternidade. Segundo a lei, o trabalhador deveria ter o seu trabalho, ou outro com as mesmas condições, após regressar. A Citibank tentou pagar-lhe e livrar-se dele, mas ele decidiu lutar para recuperar o seu posto de trabalho e, por isso, foi despedido. Agora decidiu processar a empresa.
A ZSP, secção da AIT na Polónia, exige que o trabalhador seja imediatamente readmitido e que terminem os maus-tratos de trabalhadores que estiveram de licença de maternidade/paternidade.
Outro trabalhador está a lutar para obter salário igual ao dos colegas, após descobrir que está a receber somente perto de metade daquilo que os restantes trabalhadores na mesma posição recebem.
A ZSP exige que os salários sejam equalizados na Citibank e que a empresa remova as cláusulas de confidencialidade em relação aos salários.
Por fim, uma mulher foi vítima de assédio sexual no banco - e não é a única. Ela também está a levar a empresa a tribunal.
Apoiamos os trabalhadores na sua luta por condições laborais justas e decentes, livres de assédio e discriminação!

sábado, 20 de dezembro de 2014

Sindicato de oficíos vários do Porto filiado na AIT-SP



Vem conhecer-nos e talvez , encontres o que procuras em termos de luta contra uma sociedade desigualitária , injusta , opressora , individualista e na qual quase tudo se reduz ao poder do mais forte e do mais rico.
Pensa com a tua cabeça e participa  na criação e concretização da tua forma de luta , sem chefes e sem dirigentes, sem subvenções do Estado e sem partidos politicos . Podemos e devemos marcar a diferença para que um dia a sociedade libertária seja efetiva mas, até lá é preciso lutar e acreditar que podemos contribuir para isso à medida das nossas necessidades  e segundo as nossas possibilidades. De que maneira ? Através da solidariedade e apoio mútuo , internacionalização, auto-organização e auto-gestão . Contra o Estado e o Capital porque há outras formas de organização da sociedade (sociedade sem classes ) e porque há outras formas de gerir a riqueza (auto-gestão).


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Congresso extraordinário da AIT decorreu no Porto este fim-de-semana


Nos dias 6 e 7 de Dezembro teve lugar no Porto um Congresso extraordinário da AIT. Em agenda estiveram vários pontos que tinham ficado em aberto no XXV Congresso de 2013, para além de outras moções e iniciativas.  Participaram 80 delegados e observadores de 13 secções e uma organização amiga.
As emoções estiveram em alta durante todo o Congresso e, mais uma vez, alguns assuntos tiveram que transitar para o próximo Congresso, a realizar em 2016. Foi aprovada uma série de novas iniciativas, incluindo a criação de um grupo de media, um projecto histórico e a continuação dos preparativos para as grandes comemorações do centenário (da AIT) em 2022.
Damos as boas vindas à OLS da Suécia como um novo Amigo da AIT. Todos nós ficámos agradados ao saber do trabalho que realizam e do sucesso obtido nalguns conflitos laborais e estamos desejosos de uma cooperação frutuosa no futuro.
Além do Congresso, realizou-se também uma sessão pública na noite de sábado. Delegados do STSI de Madrid, SOV do Porto, OLS, SolFed, ZSP, CNT-AIT França e ASI falaram sobre os diferentes conflitos laborais e as lutas que estão a levar a cabo nos seus países. Infelizmente o tempo acabou antes de todos terem tido oportunidade de falarem. No entanto, foi muito interessante e edificante ouvi-los, reforçando quer as nossas lutas, objectivos e tácticas, quer aumentando a solidariedade e o moral.
Agradecemos aos camaradas da AIT-SP pela organização deste evento e pela excelente preparação do Congresso!
Esperamos que no ano que está quase a começar as nossas novas iniciativas se comecem a desenvolver, que as secções continuem empenhadas nas suas batalhas locais e que a coordenação internacional seja melhorada.
Agradecemos também a todas as organizações que enviaram saudações solidárias ao Congresso.

Secretaria Geral
Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-IWA)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ACAMPAMENTO LIBERTÁRIO no mês de SETEMBRO em Sta Cruz do Bispo/Matosinhos 





PROGRAMA PROPOSTO

Sexta-feira  - 5 de Setembro 
10:00 h.  Abertura do Campo -1ªapresentação – Assembleia de Participantes: informação sobre objetivos (aspectos ideológicos e de inter-acção grupal), orgânica do Campo( Autogestão, auto-organização e auto-responsabilidade, Serviços e Grupos de Trabalho e seu funcionamento, cuidados a ter com o local );
12:00 h. Almoço / pique-nique coletivo
14:30 h. Visita ao local do acampamento juvenil de 1970 e do atual projeto “RafparK”,  observação do novo nó rodoviário da VRI com a A41
16:00 h.  Debate sobre o projeto “Rafpark” e seus principais efeitos anti-ecológicos  e anti-populares
18:00 h. Assembleia de Participantes ( melhorias no funcionamento do campo, atividades a desenvolver, etc…)
20:30 h. Jantar
21:30 h. “Fogo do Conselho” , canções de intervenção de outros tempos e atuais, poesia libertária

domingo, 13 de julho de 2014

Novo contacto da AIT-SP em Coimbra

Novo contacto de membros da AIT-SP em Coimbra com vista à formação de um núcleo local:

coimbraait@gmail.com

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Solidariedade com a luta na Cerâmica Neuquén na Argentina

Há mais de um mês iniciou-se um conflito na Cerâmica Neuquén situada no parque industrial desta cidade e 140 famílias estão a suportar a greve na fábrica. Devem duas quinzenas de salários aos trabalhadores e querem deixá-los na rua fechando a empresa. Na última reunião o dono deu-lhes como única solução para o conflito fechar a fábrica e pagar os salários em dívida com a última produção realizada antes do cessar de atividades. A fábrica está parada, os trabalhadores sem sustento económico e nenhuma das respostas dadas pelo dono garante a estabilidade laboral dos trabalhadores.

As irregularidades começaram quando não lhes pagaram as férias e ficaram em dívida duas quinzenas de ordenados. Quiseram dar aos trabalhadores umas férias fora da data habitual e quando estes se informaram do porquê desta irregularidade, descobriram que realmente se tratava de uma suspensão e foi quando o dono exprimiu a sua intenção de fechar.
José Luis Villafranca, atual dono da Cerâmica Neuquén, que recebeu subsídios milionários do Estado provincial, não quer saber da situação, deixando grandes dívidas e dilatando o conflito no tempo.

Os trabalhadores da Cerâmica Neuquén querem voltar a trabalhar e necessitam do apoio da comunidade, seja na forma de alimentos, contribuições para o fundo de greve ou difusão pública do conflito, para seguir resistindo e procurando uma solução real e efectiva para as 140 famílias que ficaram sem trabalho.

Apelamos a que se solidarizarem com os trabalhadores da Cerâmica Neuquén!

CONTRIBUIÇÕES PARA O FUNDO DE GREVE:
CONTA Nº: 0440017240000155465374, CBU: 4_017_000_1554653_7
Em nome de Mauro Jiménez (BANCO HIPOTECÁRIO)

Sociedade de Resistência Ofícios Vários de Neuquén
Aderida à FEDERAÇÃO OPERÁRIA REGIONAL ARGENTINA – AIT
Maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Conferência de marketing em Lisboa interrompida em solidariedade com os trabalhadores da Mediapost despedidos


Membros da AIT-SP invadiram hoje o auditório do Estádio de Alvalade em Lisboa e interromperam a conferência “Direct & Digital Marketing”, organizada pela multinacional de publicidade e marketing Mediapost, do grupo La Poste.

Esta acção teve por finalidade protestar contra o despedimento de 14 trabalhadores em Barakaldo (País Basco), entre os quais vários delegados sindicais da Confederação Nacional do Trabalho, numa clara tentativa de reprimir quem tem contestado as acções da empresa, que tenta obrigar os trabalhadores a aceitar reduções salariais ou de horário, sob ameaça de despedimento.

Foram gritadas palavras de solidariedade com os trabalhadores despedidos e foi exibida uma faixa com a frase “Mediapost explora, persegue, despede”. Na sala estavam presentes vários figurões do marketing nacional e internacional e o director geral da Mediapost em Portugal.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Solidariedade contra os despedimentos na Mediapost!


A empresa de marketing e publicidade Mediapost, que factura anualmente 600 milhões de euros, tem vindo a despedir vários trabalhadores em Barakaldo (País Basco, Espanha).  

Já foram despedidas 14 pessoas, entre as quais vários delegados sindicais da Confederação Nacional do Trabalho, numa clara tentativa de reprimir quem tem contestado as acções da empresa, que quer aumentar os lucros à custa dos trabalhadores, tentando obrigá-los a aceitar reduções salariais ou de horário, com a ameaça de despedimento.  

Porque a solidariedade entre os explorados não conhece fronteiras foi convocada uma semana de acções internacionais para denunciar a actuação desta empresa.  

Readmissão imediata dos trabalhadores despedidos na Mediapost!   

Contra a exploração laboral, organiza-te e luta!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Porto 2014 : 1º Maio e Trilha da Memória Libertária do Porto (1886 -1979)


15.30 h : Bancas libertárias 
e canções operárias na Praça General Humberto Delgado em frente à Câmara Municipal do Porto


 








10.30 h  : Trilha da Memória  Libertária e do Movimento Operário do Porto ( 1886 - 1979 )

O Porto é conhecido geralmente por grandes tradições liberais mas as suas tradições libertárias -anarquistas, anti hierárquicas - forjadas nos meios operários e populares  no ambiente social de entre os anos 80 do século XIX e os anos 20 e 30 do século XX - prolongando-se inclusive na resistência ao facismo salazarista - estão injustamente esquecidas pelas novas gerações...quem sabe por exemplo que sabe por exemplo que entre 1886 e 1933 (ano da fascização  e proibição pelo Estado Novo de organizações independentes ) existiram 142 grupos anarquistas no distrito do Porto.

Ponto de encontro na cadeia da Relação do Porto


Cadeia da Relação do Porto

Aqui, durante a monarquia como durante a república  (depois de 1910), estiveram centenas de presos , a maioria presos sociais comuns , mas também activistas libertários sobretudo depois das grandes greves  e protestos operários de 1903 , 1912 e 1918 . Também nos anos 50 e 60  por aqui passaram presos antifacistas 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Relato do 1º de Maio em Lisboa


Em Lisboa, cerca de 30 pessoas juntaram-se à concentração “Por um 1º de Maio combativo, contra a 'festa' da miséria” convocada pelo Núcleo de Lisboa da AIT-SP. A concentração permaneceu cerca de uma hora na Praça D. Pedro IV (Rossio), tendo depois arrancado em manifestação, ocupando a rua e cortando o trânsito. Esta manifestação não foi comunicada às autoridades.

A manifestação rumou em direcção ao Pingo Doce da Rua 1º de Dezembro. Aqui tentou-se bloquear a entrada da loja em protesto contra o facto de esta cadeia de supermercados obrigar os seus funcionários a trabalharem no dia 1º de Maio, lançando ainda campanhas de promoções com o objectivo claro de depreciar este dia de luta dos trabalhadores.
A segurança do supermercado rapidamente encerrou as portas do estabelecimento e chamou a polícia. A continuação do bloqueio das entradas da loja foi impedida pela polícia que afastou os manifestantes com ligeiros empurrões. Foram gritadas frases como “Não negociamos a nossa escravidão, a vida é nossa não é do patrão” ou “Anti-capitalistas”.

A manifestação voltou depois ao Rossio, onde se deu a invasão de uma loja da cadeia McDonald’s, com distribuição de comunicados aos trabalhadores, o chão inundado de panfletos que eram atirados para o ar, e gritos de “Não te rebaixes ao patrão” ou “Trabalhadores unidos jamais serão vencidos”.

De seguida, a manifestação dirigiu-se ao Martim Moniz, continuando-se a gritar palavras de ordem como “Ninguém é ilegal” e “Nazis, fascistas, chegou a vossa hora; os imigrantes ficam e vocês vão embora”. Aqui deu-se por terminado o percurso.